RMS 73699 - DECISAO
Como a execução do concurso e o procedimento de heteroidentificação foram integralmente delegados à Fundação Getúlio Vargas, os atos impugnados foram praticados pela banca examinadora e não pela autoridade pública estadual indicada; assim, o Secretário de Estado é parte ilegítima no polo passivo e, sendo a correção da autoridade coatora apta a alterar a competência para julgamento, o vício é insanável e impõe a extinção do processo sem resolução do mérito, de modo que o recurso ordinário não merece provimento.
- Parties
- Impetrante: Bruno Henrique de Lima Silva; Autoridade Coatora: Secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará; Autoridade Coatora: Secretário Executivo de Gestão da Secretaria de Planejamento e Gestão do Estado do Ceará; Banca Examinadora / Executora Do Certame: Fundação Getúlio Vargas (FGV)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 November 2025
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Mandado De Segurança / Julgamento Do Recurso Ordinário Pelo Superior Tribunal De Justiça Decisão Final
- Outcome
- nego provimento ao recurso ordinário
- Legal Topics
- Concurso Público, Heteroidentificação, Ilegitimidade Passiva, Extinção Do Processo Sem Resolução Do Mérito, Editais De Concurso
Case Brief
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Parties
Bruno Henrique de Lima Silva
Impetrante
Secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará
Autoridade Coatora
Secretário Executivo de Gestão da Secretaria de Planejamento e Gestão do Estado do Ceará
Autoridade Coatora
Fundação Getúlio Vargas (FGV)
Banca Examinadora / Executora Do Certame
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Mandado De Segurança / Julgamento Do Recurso Ordinário Pelo Superior Tribunal De Justiça Decisão Final
Legal Issues
- 1 Ilegitimidade passiva do Secretário de Segurança Pública e Defesa Social para figurar como autoridade coatora
- 2 Determinação de que o ato impugnado (resultado da heteroidentificação) foi praticado pela banca examinadora (FGV)
- 3 Impossibilidade de emenda da inicial quando a retificação da autoridade coatora altera a competência para julgamento
Ratio Decidendi
Como a execução do concurso e o procedimento de heteroidentificação foram integralmente delegados à Fundação Getúlio Vargas, os atos impugnados foram praticados pela banca examinadora e não pela autoridade pública estadual indicada; assim, o Secretário de Estado é parte ilegítima no polo passivo e, sendo a correção da autoridade coatora apta a alterar a competência para julgamento, o vício é insanável e impõe a extinção do processo sem resolução do mérito, de modo que o recurso ordinário não merece provimento.
Court Disposition
nego provimento ao recurso ordinário
Orders
- Nego provimento ao recurso ordinário.
Full Case Text
Judgment text and source record
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