HC 931007 - DECISAO
Indeferiu-se liminarmente o habeas corpus porque a pretensão de absolvição ou de desclassificação demandaria reexame das provas e dos fatos, procedimento inadequado no âmbito do habeas corpus, conforme precedente citado e dispositivos regimentais.
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- Parties
- Paciente: ALBERTO FILIPE LIMA DE OLIVEIRA; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 25 July 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Liminar Indeferida
- Outcome
- Indeferida liminarmente o habeas corpus; mandamus não merece prosseguir.
- Legal Topics
- Condenação, Prova, Pena Base, Absolvição, Redimensionamento De Pena, Liminar
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Parties
ALBERTO FILIPE LIMA DE OLIVEIRA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Liminar Indeferida
Legal Issues
- 1 adequação do habeas corpus para reexaminar fatos e provas
- 2 fundamentação para indeferimento de liminar
- 3 pedido de absolvição e de redução da pena
Ratio Decidendi
Indeferiu-se liminarmente o habeas corpus porque a pretensão de absolvição ou de desclassificação demandaria reexame das provas e dos fatos, procedimento inadequado no âmbito do habeas corpus, conforme precedente citado e dispositivos regimentais.
Court Disposition
Indeferida liminarmente o habeas corpus; mandamus não merece prosseguir.
Orders
- Indeferido liminarmente este habeas corpus.
- Cientifique-se o Ministério Público Federal.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de habeas corpus com pedido de liminar impetrado em favor de ALBERTO FILIPE LIMA DE OLIVEIRA, em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO. Consta dos autos que o paciente foi condenado às penas de 16 anos de reclusão no regime inicial fechado e ao pagamento de 208 dias-multa, como incurso nas sanções do art. 157, §§ 2º, II e V, e 2º-A, I, por oito vezes, na forma do art. 70 do Código Penal. Em suas razões, o impetrante sustenta que não haveria provas para a condenação do paciente, porquanto a autoria delitiva teria sido lastreada em provas frágeis consistentes em referências ao seu porte físico e à sua cor. Defende, ainda, a necessidade de fixação da pena-base abaixo do mínimo legal. Requer, liminarmente e no mérito, a absolvição do paciente ou, subsidiariamente, o redimensionamento da pena aplicada. É o relatório. O mandamus não merece prosseguir, pois "o habeas corpus não é a via adequada para apreciar o pedido de absolvição ou de desclassificação de condutas, tendo em vista que, para se desconstituir o decidido pelas instâncias de origem, mostra-se necessário o reexame aprofundado dos fatos e das provas constantes dos autos, procedimento vedado pelos estreitos limites do writ, caracterizado pelo rito célere e por não admitir dilação probatória" (AgRg no RHC n. 198.668/MG, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 1/7/2024, DJe de 3/7/2024). Ante o exposto, com fundamento no art. 21, XIII, c, c/c o art. 210 do RISTJ, indefiro liminarmente este habeas corpus. Cientifique-se o Ministério Público Federal. Publique-se. Intimem-se. EMENTA