CC 213874 - DECISAO

CC 213874 - DECISAO

Conheceu-se do conflito e reconheceu-se a existência de prejudicialidade externa, porquanto a anulação, se decretada pelo juízo federal quanto à consolidação da propriedade fiduciária por vício de notificação, desconstituiria a cadeia de atos subsequentes (leilão e arrematação) e inviabilizaria o direito possessório alegado na ação estadual; assim, manteve-se a competência de ambos os juízos para processar suas demandas, determinando-se a suspensão da ação de imissão na posse estadual, inclusive quanto aos efeitos da liminar, até ulterior resolução da ação anulatória federal.

Parties
Suscitante: LÚCIA ARCHANGELO; Ré: CAIXA ECONÔMICA FEDERAL; Terceiros Arrematantes: arrematantes
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
23 January 2026
Procedural Posture
Conflito De Competência / Decisão
Outcome
Conhecido o conflito, reconhecida a prejudicialidade externa; competente para processar e julgar a ação anulatória o Juízo Federal da 24ª Vara Cível da Seção Judiciária de São Paulo; competente para processar e julgar a ação de imissão na posse o Juízo de Direito da 2ª Vara Cível do Foro Regional VI - Penha de...
Legal Topics
Conflito De Competência, Prejudicialidade Externa, Imissão Na Posse, Ação Anulatória De Consolidação Da Propriedade Fiduciária, Registro De Arrematação

Case Brief

Summary, issues, holding and outcome

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Parties

LÚCIA ARCHANGELO

Suscitante

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

arrematantes

Terceiros Arrematantes

Procedural Posture

Conflito De Competência / Decisão

  1. 1 Se a existência de ação anulatória federal que discute a validade da consolidação da propriedade fiduciária e atos subsequentes impõe a suspensão da ação de imissão na posse estadual por prejudicialidade externa
  2. 2 Se a decisão estadual que autorizou imissão na posse e uso de força policial deve ter seus efeitos suspensos até o julgamento da ação anulatória federal
  3. 3 Se a invocação do art. 506 do CPC pelo juízo estadual afasta a prejudicialidade externa quando os arrematantes não figuram na ação anulatória

Ratio Decidendi

Conheceu-se do conflito e reconheceu-se a existência de prejudicialidade externa, porquanto a anulação, se decretada pelo juízo federal quanto à consolidação da propriedade fiduciária por vício de notificação, desconstituiria a cadeia de atos subsequentes (leilão e arrematação) e inviabilizaria o direito possessório alegado na ação estadual; assim, manteve-se a competência de ambos os juízos para processar suas demandas, determinando-se a suspensão da ação de imissão na posse estadual, inclusive quanto aos efeitos da liminar, até ulterior resolução da ação anulatória federal.

Court Disposition

Conhecido o conflito, reconhecida a prejudicialidade externa; competente para processar e julgar a ação anulatória o Juízo Federal da 24ª Vara Cível da Seção Judiciária de São Paulo; competente para processar e julgar a ação de imissão na posse o Juízo de Direito da 2ª Vara Cível do Foro Regional VI - Penha de...

Orders

  • Declarar competente o JUÍZO FEDERAL DA 24ª VARA CÍVEL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE SÃO PAULO para processar e julgar a Ação Anulatória n. 5008172-14.2024.4.03.6100
  • Declarar competente o JUÍZO DE DIREITO DA 2ª VARA CÍVEL DO FORO REGIONAL VI - PENHA DE FRANÇA (SP) para processar e julgar a Ação de Imissão na Posse n. 1007864-20.2024.8.26.0006