AREsp 1894488 - DECISAO
O Tribunal verificou que, embora exista anterioridade do registro da marca e proximidade territorial/atividade entre as partes, não se comprovou identidade apta a confundir o consumidor, usurpação, proveito econômico parasitário ou desvio de clientela; o trade dress das partes é distinto, não havendo prova de que a apelada utilize comercialmente a marca da apelante, de modo que a convivência é permitida conforme os critérios previstos no art. 124, V, da LPI e na jurisprudência do STJ; ademais, as alegações relativas a crimes marcários não foram prequestionadas pelo acórdão recorrido, o que impede seu conhecimento.
- Parties
- Apelada/recorrida: MEG - MINERADORA ESTRELA GUIA DE RAPOSO LTDA.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 30 September 2021
- Procedural Posture
- Agravo Nos Próprios Autos Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial / Decisão Sobre Agravo E Recurso Especial (conhecimento Do Agravo E Julgamento Do Recurso Especial)
- Outcome
- Conheço do agravo e nego provimento ao recurso especial
- Legal Topics
- Conflito Entre Marca E Nome Empresarial, Princípios Da Anterioridade, Territorialidade E Especificidade, Trade Dress (conjunto Imagem), Concorrência Desleal, Inadmissão E Cabimento De Recurso Especial, Prequestionamento
Case Brief
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Parties
MEG - MINERADORA ESTRELA GUIA DE RAPOSO LTDA.
Apelada/recorrida
Procedural Posture
Agravo Nos Próprios Autos Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial / Decisão Sobre Agravo E Recurso Especial (conhecimento Do Agravo E Julgamento Do Recurso Especial)
Legal Issues
- 1 se o uso do vocábulo 'Raposo' no nome empresarial da apelada viola direito de marca da apelante e gera risco de confusão ou concorrência desleal
- 2 aplicação dos princípios da anterioridade, territorialidade e especificidade na colisão entre marca e nome empresarial
- 3 prequestionamento sobre tipificação penal dos arts. 189, I, e 195, III, da Lei n. 9.279/1996
Ratio Decidendi
O Tribunal verificou que, embora exista anterioridade do registro da marca e proximidade territorial/atividade entre as partes, não se comprovou identidade apta a confundir o consumidor, usurpação, proveito econômico parasitário ou desvio de clientela; o trade dress das partes é distinto, não havendo prova de que a apelada utilize comercialmente a marca da apelante, de modo que a convivência é permitida conforme os critérios previstos no art. 124, V, da LPI e na jurisprudência do STJ; ademais, as alegações relativas a crimes marcários não foram prequestionadas pelo acórdão recorrido, o que impede seu conhecimento.
Court Disposition
Conheço do agravo e nego provimento ao recurso especial
Orders
- Majoram-se os honorários sucumbenciais em 20% do valor arbitrado, na forma do art. 85, § 11, do CPC/2015, observando-se os limites dos §§ 2º e 3º
- Publique-se e intimem-se
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