REsp 1918865 - DECISAO
O STJ negou provimento ao recurso especial, por não ser possível reexaminar o conjunto fático-probatório e a interpretação contratual (Súmulas 5 e 7/STJ). Confirmou-se a conclusão do Tribunal de origem de que a recusa de liberar a carta de crédito somente quando da contemplação, após anos de pagamentos e cumprimento substancial do contrato, violou a boa-fé objetiva e frustrou a finalidade do pacto, configurando dano moral in re ipsa, cujo valor de R$5.000,00 foi considerado proporcional. Mantiveram-se os honorários sucumbenciais arbitrados nos termos do art.85, §2º do CPC/2015, com majoração em 10% nos termos do art.85, §11 do CPC/2015.
- Parties
- Apelado: Autor/Apelado; Apelante: Ré/Apelante
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 30 April 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento Em Recurso Especial No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Nego provimento ao recurso especial.
- Legal Topics
- Consórcio, Contemplação Mediante Lance, Negativa De Carta De Crédito, Análise Cadastral E De Risco, Boa Fé Objetiva, Dano Moral (in Re Ipsa), Honorários Sucumbenciais
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
Autor/Apelado
Apelado
Ré/Apelante
Apelante
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento Em Recurso Especial No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Pode a administradora de consórcio recusar a disponibilização da carta de crédito ao consorciado contemplado por análise de risco efetuada quando da contemplação, após anos de pagamentos?
- 2 Configura-se dano moral pela recusa de disponibilização da carta de crédito nessas circunstâncias?
- 3 É adequado o valor da indenização por dano moral fixado em R$ 5.000,00?
Ratio Decidendi
O STJ negou provimento ao recurso especial, por não ser possível reexaminar o conjunto fático-probatório e a interpretação contratual (Súmulas 5 e 7/STJ). Confirmou-se a conclusão do Tribunal de origem de que a recusa de liberar a carta de crédito somente quando da contemplação, após anos de pagamentos e cumprimento substancial do contrato, violou a boa-fé objetiva e frustrou a finalidade do pacto, configurando dano moral in re ipsa, cujo valor de R$5.000,00 foi considerado proporcional. Mantiveram-se os honorários sucumbenciais arbitrados nos termos do art.85, §2º do CPC/2015, com majoração em 10% nos termos do art.85, §11 do CPC/2015.
Court Disposition
Nego provimento ao recurso especial.
Orders
- Nego provimento ao recurso especial.
- Majoro em 10% (dez por cento) a quantia já arbitrada a título de honorários em favor da parte recorrida, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, observados os §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo.
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment