REsp 2123305 - DECISAO
O recurso especial não foi conhecido porque o recorrente não indicou dispositivo legal federal adequado que sustentasse a sua tese e não enfrentou de forma específica os fundamentos do acórdão recorrido, configurando ausência de correlação normativa conforme a Súmula 284/STF; ademais, quanto ao mérito já apreciado na origem, firmou-se a orientação de que a Resolução da CIDH deve ser interpretada de modo mais favorável ao apenado, de modo que o cômputo em dobro incide sobre todo o período de permanência na unidade prisional, e a exigência de exame criminológico revelou-se inviável na hipótese concreta em razão da saída do condenado do sistema prisional por livramento condicional.
- Parties
- Recorrente: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO; Recorrido: agravado
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 11 June 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento (não Conheço Do Recurso Especial)
- Outcome
- não conheço do recurso especial
- Legal Topics
- Contagem Em Dobro Da Pena, Superlotação Carcerária, Exame Criminológico, Admissibilidade De Recurso Especial, Interpretação Pro Personae
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Recorrente
agravado
Recorrido
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento (não Conheço Do Recurso Especial)
Legal Issues
- 1 Incidência temporal do cômputo em dobro da pena em razão de superlotação (período anterior à notificação do Estado)
- 2 Obrigatoriedade de realização de exame criminológico para condenados por crimes contra a vida antes do cômputo em dobro, conforme Resolução da CIDH
- 3 Admissibilidade do recurso especial diante da falta de indicação de dispositivo legal federal apto a sustentar a tese recursal (Súmula 284/STF)
Ratio Decidendi
O recurso especial não foi conhecido porque o recorrente não indicou dispositivo legal federal adequado que sustentasse a sua tese e não enfrentou de forma específica os fundamentos do acórdão recorrido, configurando ausência de correlação normativa conforme a Súmula 284/STF; ademais, quanto ao mérito já apreciado na origem, firmou-se a orientação de que a Resolução da CIDH deve ser interpretada de modo mais favorável ao apenado, de modo que o cômputo em dobro incide sobre todo o período de permanência na unidade prisional, e a exigência de exame criminológico revelou-se inviável na hipótese concreta em razão da saída do condenado do sistema prisional por livramento condicional.
Court Disposition
não conheço do recurso especial
Orders
- Não conheço do recurso especial.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
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