AREsp 2259113 - DECISAO
O agravo não merece provimento porque o Tribunal de origem fundamentadamente decidiu que, diante da essencialidade do serviço de coleta de resíduos e dos princípios da supremacia do interesse público e da continuidade, a suspensão do serviço pela concessionária não se justificou; foi correta a compensação entre os valores devidos pelo Município e as astreintes aplicadas, não se demonstrando dano material ou moral a ser reparado, e a limitação da exigibilidade das astreintes até a data da primeira contratação emergencial foi adequada; além disso, as matérias que exigiriam novo exame fático-probatório não são revisáveis em recurso especial (Súmula 7/STJ).
- Parties
- Agravante: SL Ambiental - Serviços de Limpeza Urbana e Tratamento de Resíduos S/A; Autor: Município de São Leopoldo; Segunda Ré: Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos Sólidos S.A.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 08 August 2024
- Procedural Posture
- Agravo / Decisão De Mérito (negado Provimento)
- Legal Topics
- Contrato De Concessão, Serviços Públicos Essenciais, Continuidade Do Serviço Público, Astreintes (multa Diária), Indenização Por Danos Morais E Materiais, Teoria Da Asserção, Tu Quoque, Interesse De Agir, Uso De Informação Da Internet Como Prova
Case Brief
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Parties
SL Ambiental - Serviços de Limpeza Urbana e Tratamento de Resíduos S/A
Agravante
Município de São Leopoldo
Autor
Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos Sólidos S.A.
Segunda Ré
Procedural Posture
Agravo / Decisão De Mérito (negado Provimento)
Legal Issues
- 1 admissibilidade do recurso especial
- 2 manutenção da obrigação de prestação de serviço essencial
- 3 aplicação do art. 39 da Lei 8.987/1995
Ratio Decidendi
O agravo não merece provimento porque o Tribunal de origem fundamentadamente decidiu que, diante da essencialidade do serviço de coleta de resíduos e dos princípios da supremacia do interesse público e da continuidade, a suspensão do serviço pela concessionária não se justificou; foi correta a compensação entre os valores devidos pelo Município e as astreintes aplicadas, não se demonstrando dano material ou moral a ser reparado, e a limitação da exigibilidade das astreintes até a data da primeira contratação emergencial foi adequada; além disso, as matérias que exigiriam novo exame fático-probatório não são revisáveis em recurso especial (Súmula 7/STJ).
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