AREsp 2766712 - ACORDAO
Os embargos de declaração foram rejeitados porque o acórdão embargado enfrentou expressamente as teses deduzidas, assentando que a Resolução ANVISA nº 2.360/2021, por ser posterior, não retroage para anular negócios já concluídos; que a obrigação dos intermediadores limitou-se à intermediação comprovada nos autos e que a emissão de notas fiscais é ato subsequente ao pagamento das comissões; e porque a pretensão de modificar essas conclusões demandaria reexame de provas e interpretação contratual, vedados pelas Súmulas 5 e 7 do STJ; ademais, a invocação da Súmula 98 não autoriza efeito modificativo.
- Parties
- Embargante: JM SERVIÇOS DE IMAGEM EIRELI; Embargado: ALUISIO GIRARDI CARDOSO; Embargado: ANDRÉ DE MORAES
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 December 2025
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração No Agravo Em Recurso Especial / Decisão Que Rejeitou Os Embargos De Declaração
- Legal Topics
- Contrato De Representação Comercial, Nulidade Contratual Por Ilicitude Do Objeto, Resolução ANVISA Nº 2.360/2021, Exceção Do Contrato Não Cumprido (art. 476 Cc), Súmulas 5 E 7 Do STJ, Súmula 98 Do STJ, Honorários Advocatícios
Case Brief
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Parties
JM SERVIÇOS DE IMAGEM EIRELI
Embargante
ALUISIO GIRARDI CARDOSO
Embargado
ANDRÉ DE MORAES
Embargado
Procedural Posture
Embargos De Declaração No Agravo Em Recurso Especial / Decisão Que Rejeitou Os Embargos De Declaração
Legal Issues
- 1 omissão ou contradição quanto à aplicação da Resolução ANVISA nº 2.360/2021 e reconhecimento de nulidade absoluta do contrato (arts.104 e 166 CC)
- 2 aplicabilidade da exceção do contrato não cumprido (art.476 CC) pela ausência de emissão de notas fiscais
- 3 incidência das Súmulas 5 e 7 do STJ vedando reexame de provas e interpretação contratual
Ratio Decidendi
Os embargos de declaração foram rejeitados porque o acórdão embargado enfrentou expressamente as teses deduzidas, assentando que a Resolução ANVISA nº 2.360/2021, por ser posterior, não retroage para anular negócios já concluídos; que a obrigação dos intermediadores limitou-se à intermediação comprovada nos autos e que a emissão de notas fiscais é ato subsequente ao pagamento das comissões; e porque a pretensão de modificar essas conclusões demandaria reexame de provas e interpretação contratual, vedados pelas Súmulas 5 e 7 do STJ; ademais, a invocação da Súmula 98 não autoriza efeito modificativo.
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