AREsp 2463791 - DECISAO
O recurso especial foi julgado prejudicado por perda de objeto em razão da prolação de sentença na ação principal, cuja cognição foi exauriente, o que torna sem efeito o recurso interposto contra acórdão que apreciou agravo de instrumento relativo a pedido de efeito suspensivo/tutela provisória.
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- Parties
- Agravante: SENAT SERVICO NACIONAL DE APRENDIZAGEM DO TRANSPORTE; Órgão Judicante Recorrido: TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4ª REGIÃO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão Sobre Perda De Objeto (prejudicado)
- Outcome
- Recurso especial prejudicado por perda do objeto.
- Legal Topics
- Contribuição Previdenciária Sobre Folha De Salários, Ilegitimidade De Terceiros, Perda De Objeto, Admissibilidade De Recurso Especial, Efeito Suspensivo/efeito De Tutela Antecipada
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Parties
SENAT SERVICO NACIONAL DE APRENDIZAGEM DO TRANSPORTE
Agravante
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4ª REGIÃO
Órgão Judicante Recorrido
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão Sobre Perda De Objeto (prejudicado)
Legal Issues
- 1 Necessidade de formação de litisconsórcio com entidades destinatárias da arrecadação
- 2 Perda de objeto do recurso especial em razão de prolação de sentença na ação principal
- 3 Admissibilidade de recurso especial interposto contra acórdão que julgou agravo de instrumento
Ratio Decidendi
O recurso especial foi julgado prejudicado por perda de objeto em razão da prolação de sentença na ação principal, cuja cognição foi exauriente, o que torna sem efeito o recurso interposto contra acórdão que apreciou agravo de instrumento relativo a pedido de efeito suspensivo/tutela provisória.
Court Disposition
Recurso especial prejudicado por perda do objeto.
Orders
- Julgo prejudicado o recurso especial ante a perda do objeto.
- Publique-se. Intimem-se.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto contra a decisão que não admitiu o recurso especial pelo qual o SENAT SERVICO NACIONAL DE APRENDIZAGEM DO TRANSPORTE e OUTRO se insurgiram, com fundamento no art. 105, inciso III, alíneas a e c, da Constituição Federal, contra o acórdão do TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4ª REGIÃO assim ementado (fls. 134): TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. AGRAVO DEINSTRUMENTO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE FOLHA DESALÁRIOS. SEST E SENAT. ILEGITIMIDADE DE TERCEIROS. 1. Em que pese inegável a existência de um interesse jurídico reflexo das referidas entidades, esta Corte firmou entendimento no sentido da desnecessidade de formação de litisconsórcio da União com os entes destinatários da arrecadação, uma vez que não há nenhum vínculo jurídico entre o contribuinte e as entidades destinatárias das contribuições de intervenção no domínio econômico. 2. Ausentes novos elementos a alterar o entendimento adotado, resta mantida a decisão que analisou o pedido de efeito suspensivo. 3. Agravo de instrumento desprovido. Não foram opostos embargos de declaração. Nas razões de seu recurso especial, a parte ora agravante alega que houve violação aos arts. 119, 124 e 996, parágrafo único, do Código de Processo Civil (CPC), sustentando que "o terceiro juridicamente interessado poderá intervir no feito como assistente de uma das partes, sendo que, na hipótese em que a sentença influa na relação jurídica entre este e o adversário do assistido, o terceiro será considerado litisconsorte da parte principal" (fl. 155). Requer que seja dado provimento ao recurso especial interposto. A parte adversa apresentou contrarrazões (fls. 173/186). O recurso não foi admitido, razão pela qual foi interposto o agravo em recurso especial ora em análise. É o relatório. Preenchidos os requisitos de admissibilidade do agravo, passo à análise do recurso especial. Verifico que o recurso especial ora em análise é decorrente de decisão proferida em agravo de instrumento no qual a Corte regional indeferiu o pedido de efeito suspensivo formulado em mandado de segurança. Em ofício anexado pelo TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4ª REGIÃO às fls. 244/247, foi informado que fora proferida sentença e/ou dado baixa no processo originário, o qual deu origem ao presente agravo em recurso especial. Intimadas as partes para se manifestarem quanto ao teor do ofício do Tribunal de origem, inclusive quanto à eventual perda do interesse recursal (fl. 248), houve o transcurso do prazo sem manifestação, conforme certidão de fl. 252. Nos termos da jurisprudência desta Corte Superior, quando verificada a prolação da sentença na ação principal, tendo em vista sua cognição exauriente, considera-se prejudicado por perda de objeto o recurso especial interposto contra acórdão que julgou agravo de instrumento interposto contra decisão interlocutória. Nesse sentido: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. REAJUSTE DE TARIFA DE TRANSPORTE PÚBLICO. CAUTELAR REQUERIDA EM CARÁTER ANTECEDENTE. NEGATIVA. ESTABILIZAÇÃO DA TUTELA AFASTADA E DETERMINAÇÃO DE ADITAMENTO À INICIAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. SENTENÇA PROFERIDA NA DEMANDA PRINCIPAL. PERDA DE OBJETO DO AGRAVO DE INSTRUMENTO MANEJADO CONTRA A CAUTELAR. 1. No caso dos autos, a Defensoria Pública formulou pedido de tutela antecipada antecedente, em que houve a concessão de liminar por magistrado singular, a fim de sustar o reajuste das tarifas de transporte público no Município de Santos. No entanto, após pedido de reconsideração, esta decisão foi cassada (fls. 163/164). Neste novo panorama, foi interposto agravo de instrumento perante o Tribunal local, cujo acórdão é impugnado no presente recurso especial. 2. Já o juízo de primeiro grau, diante do agravo interposto, afastou a estabilização da tutela e, na forma do art. 303, § 1º, I, do CPC/2015, recebeu o aditamento formulado, determinando o processamento do feito como ação civil pública. Nesta ACP, foi requerida nova tutela provisória de urgência, a qual foi indeferida pelo magistrado de piso; após o trâmite regular, houve a prolação de sentença de improcedência. No entanto, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ao concluir pela necessidade de formação de litisconsórcio com a empresa permissionária, determinou a anulação da sentença, para que fosse oportunizada emenda à inicial, a fim de regularizar o polo passivo da demanda. 3. Neste contexto, em virtude da prolação de sentença na ação principal, ficam prejudicados, pela perda superveniente de objeto, os recursos manejados contra o indeferimento de liminar. Precedentes: AgInt no REsp 1.818.292/CE, Rel. Ministra REGINA HELENA COSTA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 6/2/2020, DJe 11/2/2020; e AgInt nos EDcl no AREsp 1361947/SP, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, julgado em 4/5/2020, DJe 6/5/2020). 4. Agravo interno não provido. (AgInt nos EDcl no AREsp n. 1.546.176/SP, relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 13/10/2020, DJe de 28/10/2020.) PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO MANEJADO CONTRA DECISÃO DE DEFERE EM PARTE O PEDIDO DE TUTELA DE URGÊNCIA. SUPERVENIENTE SENTENÇA DE MÉRITO, JÁ CONFIRMADA EM SEDE DE REMESSA NECESSÁRIA. PERDA DE OBJETO DO RECURSO. 1. O presente recurso foi tirado em autos de agravo de instrumento onde se discute, dentre outras questões, a possibilidade ou não de imposição de multa de ofício na vigência de suspensão da exigibilidade do crédito tributária com fulcro no art. 151, V, do CTN (a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de ação judicial, que não o mandado de segurança). 2. Em consulta ao sítio eletrônico do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, verifica-se que foi proferida sentença de total procedência dos pedidos autorais nos autos da ação principal de nº 5101207-18.2018.8.13.0024, a qual foi confirmada pelo Tribunal de Justiça em sede de remessa necessária, razão pela qual o presente recurso, manejado contra decisão precária que tratou da tutela de urgência, perdeu seu objeto. Nesse sentido: AgInt no AREsp 1.722.955/SC, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe 01/07/2021; AgInt no REsp 1.818.292/CE, Rel. Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, DJe 11/2/2020; e AgInt nos EDcl no AREsp 1361947/SP, Rel. Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, DJe 6/5/2020. 3. Agravo interno não provido. (AgInt no AgInt nos EDcl nos EDcl no AREsp n. 1.808.376/MG, relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, julgado em 19/9/2022, DJe de 22/9/2022.) Ante o exposto, julgo prejudicado o recurso especial ante a perda do objeto. Publique-se. Intimem-se. EMENTA