REsp 2234525 - DECISAO
O Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao recurso especial do Estado da Bahia porque a exceção do art. 25, § 3º, da Lei Complementar 101/2000 deve ser aplicada restritivamente a ações essenciais e obrigatórias (como saúde, educação e assistência social propriamente dita), não sendo possível incluir a realização de festejos juninos nessa categoria; além disso, o art. 26 da Lei 10.522/2002 não se aplica a repasses estaduais, de modo que o Município deve comprovar regularidade fiscal para celebrar convênios, razão pela qual o acórdão do TJBA foi reformado e a pretensão municipal julgada improcedente com inversão do ônus sucumbencial.
- Parties
- Autor: Município de Barro Alto; Recorrente: Estado da Bahia; Réu: Superintendência de Fomento ao Turismo do Estado da Bahia (SUFOTUR); Recorrente: Ministério Público do Estado da Bahia
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 December 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento Pelo Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- recurso especial conhecido e provido
- Legal Topics
- Convênio, Repasse De Verba Pública, Comprovação De Regularidade Fiscal, Lei De Responsabilidade Fiscal, Interpretação De Exceção Legal
Case Brief
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Parties
Município de Barro Alto
Autor
Estado da Bahia
Recorrente
Superintendência de Fomento ao Turismo do Estado da Bahia (SUFOTUR)
Réu
Ministério Público do Estado da Bahia
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento Pelo Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Se a realização de festejos juninos se enquadra como 'assistência social' para fins de exceção prevista no art. 25, § 3º, da Lei Complementar 101/2000
- 2 Aplicabilidade do art. 26 da Lei 10.522/2002 a repasses estaduais
- 3 Conformidade do acórdão do Tribunal de Justiça da Bahia com a jurisprudência consolidada do STJ
Ratio Decidendi
O Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao recurso especial do Estado da Bahia porque a exceção do art. 25, § 3º, da Lei Complementar 101/2000 deve ser aplicada restritivamente a ações essenciais e obrigatórias (como saúde, educação e assistência social propriamente dita), não sendo possível incluir a realização de festejos juninos nessa categoria; além disso, o art. 26 da Lei 10.522/2002 não se aplica a repasses estaduais, de modo que o Município deve comprovar regularidade fiscal para celebrar convênios, razão pela qual o acórdão do TJBA foi reformado e a pretensão municipal julgada improcedente com inversão do ônus sucumbencial.
Court Disposition
recurso especial conhecido e provido
Orders
- Conhecer do recurso especial e dar-lhe provimento
- Julgar improcedente a pretensão do Município de Barro Alto
Full Case Text
Judgment text and source record
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