REsp 1506391 - DECISAO
O Tribunal, mantendo o entendimento do acórdão recorrido, concluiu que a Caixa Econômica Federal, embora intermediária na operacionalização do PAR, ratificou o convênio ao assinar o instrumento e tinha dever de observar as reservas previstas, de modo que sua atuação na seleção das beneficiárias implicou responsabilidade pelo descumprimento. Ademais, o valor indenizatório de R$ 300.000,00 foi fixado com fundamento nos princípios da razoabilidade e proporcionalidade, não havendo demonstrada irrisoriedade ou exorbitância que autorizasse a revisão em recurso especial, estando também obstada pela vedação ao reexame de matéria fático-probatória (Súmulas 5 e 7/STJ). Por tais razões conheceu-se...
- Parties
- Recorrente: CAIXA ECONÔMICA FEDERAL; Autora: COOHASPM; Conveniada: Prefeitura Municipal de Porto Alegre/RS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 11 November 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento Pelo Superior Tribunal De Justiça (decisão)
- Outcome
- CONHEÇO PARCIALMENTE do recurso especial e, nessa extensão, NEGO-LHE PROVIMENTO.
- Legal Topics
- Convênio Administrativo, Programa De Arrendamento Residencial (par), Responsabilidade Civil Do Ente Público/empresa Pública, Legitimidade Passiva, Quantum Indenizatório, Súmulas 5 E 7 Do STJ, Embargos De Declaração
Case Brief
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Parties
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
Recorrente
COOHASPM
Autora
Prefeitura Municipal de Porto Alegre/RS
Conveniada
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento Pelo Superior Tribunal De Justiça (decisão)
Legal Issues
- 1 responsabilidade da Caixa Econômica Federal pelo descumprimento do convênio
- 2 ilegitimidade passiva ad causam da Caixa Econômica Federal
- 3 fixação do valor da indenização (quantum)
Ratio Decidendi
O Tribunal, mantendo o entendimento do acórdão recorrido, concluiu que a Caixa Econômica Federal, embora intermediária na operacionalização do PAR, ratificou o convênio ao assinar o instrumento e tinha dever de observar as reservas previstas, de modo que sua atuação na seleção das beneficiárias implicou responsabilidade pelo descumprimento. Ademais, o valor indenizatório de R$ 300.000,00 foi fixado com fundamento nos princípios da razoabilidade e proporcionalidade, não havendo demonstrada irrisoriedade ou exorbitância que autorizasse a revisão em recurso especial, estando também obstada pela vedação ao reexame de matéria fático-probatória (Súmulas 5 e 7/STJ). Por tais razões conheceu-se...
Court Disposition
CONHEÇO PARCIALMENTE do recurso especial e, nessa extensão, NEGO-LHE PROVIMENTO.
Orders
- Conhecimento parcial do recurso especial (art. 255, § 4º, I e II, do RISTJ)
- Recurso especial negado provimento
Full Case Text
Judgment text and source record
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