AREsp 2298931 - ACORDAO

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Negou‑se provimento ao agravo porque, conforme o § 7º‑B do art. 6º da Lei 11.101/2005 (alterado pela Lei 14.112/2020) e a jurisprudência do STJ, a ordem de penhora em execução fiscal é competência do juízo da execução, cabendo ao juízo da recuperação, quando cientificado, deliberar sobre a substituição de atos de constrição que afetem bens de capital essenciais, mediante cooperação jurisdicional (art. 69 do CPC/2015); ademais, a parte deve comunicar ou provocar o juízo da recuperação caso entenda a penhora prejudicial à recuperação, sendo essa providência mais adequada do que o exaurimento recursal.

Parties
Agravante: REFINARIA DE PETRÓLEOS DE MANGUINHOS S/A - EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
29 February 2024
Procedural Posture
Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial; Agravo De Instrumento Em Execução Fiscal / Julgamento Primeira Turma (negado Provimento)
Outcome
Agravo interno não provido
Legal Topics
Cooperação Jurisdicional, Penhora, Substituição De Penhora, Competência Jurisdicional, Comunicação Ao Juízo Da Recuperação

Case Brief

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Parties

REFINARIA DE PETRÓLEOS DE MANGUINHOS S/A - EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL

Agravante

Procedural Posture

Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial; Agravo De Instrumento Em Execução Fiscal / Julgamento Primeira Turma (negado Provimento)

  1. 1 competência para determinação de atos de constrição na execução fiscal contra sociedade empresária em recuperação judicial
  2. 2 possibilidade de substituição de penhora pelo juízo da recuperação judicial quando recair sobre bens de capital essenciais
  3. 3 dever de comunicação ao juízo da recuperação judicial sobre ações ajuizadas contra a empresa

Ratio Decidendi

Negou‑se provimento ao agravo porque, conforme o § 7º‑B do art. 6º da Lei 11.101/2005 (alterado pela Lei 14.112/2020) e a jurisprudência do STJ, a ordem de penhora em execução fiscal é competência do juízo da execução, cabendo ao juízo da recuperação, quando cientificado, deliberar sobre a substituição de atos de constrição que afetem bens de capital essenciais, mediante cooperação jurisdicional (art. 69 do CPC/2015); ademais, a parte deve comunicar ou provocar o juízo da recuperação caso entenda a penhora prejudicial à recuperação, sendo essa providência mais adequada do que o exaurimento recursal.

Court Disposition

Agravo interno não provido

Orders

  • Negar provimento ao recurso.
  • Manter a determinação de prosseguimento do feito executivo, ressalvando a possibilidade de substituição de penhora pelo Juízo da Recuperação Judicial mediante cooperação