REsp 1968795 - DECISAO
Nos limites de sua competência e à luz dos precedentes da Corte (Tema 905/STJ) e do entendimento firmado pelo STF (RE 870.947/Tema 810), o tribunal reconheceu que, por se tratar de condenação de natureza previdenciária, deve incidir o INPC para correção monetária a partir da vigência da Lei n. 11.430/2006; ademais,...
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- Parties
- Recorrente: Instituto Nacional do Seguro Social - INSS; Recorrido: autor
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 November 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento Decisão Parcial (provimento Em Parte)
- Outcome
- Recurso conhecido em parte e provido em parte
- Legal Topics
- Correção Monetária, Juros Moratórios, Incapacidade/invalidez, Reexame De Provas (súmula 7/stj)
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Parties
Instituto Nacional do Seguro Social - INSS
Recorrente
autor
Recorrido
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento Decisão Parcial (provimento Em Parte)
Legal Issues
- 1 Índice de correção monetária aplicável às condenações previdenciárias após a vigência da Lei n. 11.430/2006
- 2 Aplicação do art. 1º-F da Lei n. 9.494/1997 e sua compatibilidade com decisões do STF (RE 870.947/Tema 810)
- 3 Possibilidade de reexame do acervo fático-probatório em recurso especial (Súmula 7/STJ)
Ratio Decidendi
Nos limites de sua competência e à luz dos precedentes da Corte (Tema 905/STJ) e do entendimento firmado pelo STF (RE 870.947/Tema 810), o tribunal reconheceu que, por se tratar de condenação de natureza previdenciária, deve incidir o INPC para correção monetária a partir da vigência da Lei n. 11.430/2006; ademais, não se admitiu o reexame do acervo fático-probatório sobre incapacidade em razão da Súmula 7/STJ, razão pela qual o recurso foi conhecido em parte e provido em parte para fixar o INPC como índice aplicável.
Court Disposition
Recurso conhecido em parte e provido em parte
Orders
- Conheço em parte do recurso especial e, nessa extensão, dou-lhe provimento em parte para reconhecer o INPC como índice de correção monetária a ser aplicado após a vigência da Lei n. 11.430/2006.
- Publique-se. Intimem-se.
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DECISÃO Vistos, etc. Trata-se de recurso especial manejado pelo Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, com amparo na alínea "a"do permissivo constitucional, em oposição a acórdão assim ementado(e-STJ, fl. 174): ACIDENTÁRIA - APELAÇÃO INTERPOSTA PELO INSS - AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO DO PORTE DE REMESSA E RETORNO - IMPOSIÇÃO DA LEI ESTADUAL 11.608/03 - DESERÇÃO. "A ausência de comprovação do recolhimento do porte de remessa e retorno previsto pela Lei 11.608/03 obsta o processamento de apelação interposta pelo INSS nas lides acidentárias". ACIDENTÁRIA - EVENTO TÍPICO - AMPUTAÇÃO DE QUATRO DEDOS DA MÃO DIREITA - LIAME OCUPACIONAL E PREJUÍZO FUNCIONAL RECONHECIDOS - INDENIZABILIDADE. "incontroverso o acidente de trabalho e reconhecido pela perícia médica o prejuízo funcional total e permanente decorrente das sequelas dele advindas, de rigor a concessão de aposentadoria por invalidez com início a partir do dia seguinte ao da primeira alta médica, mas com a ressalva de compensação de valores no caso de concessão de auxílio-doença em período posterior relacionado à mesma sequela. Os valores em atraso serão apurados na forma da Lei 8.213/91 com atualização pelo IGP-DI e acrescidos de juros de mora (estes à base mensal conforme Lei 11.960/09), adequando-se, no que couber, a modulação que advier do Supremo Tribunal Federal por força do julgamento da ADI 4.357. A renda mensal a ser implantada será reajustada pelos índices de manutenção". Apelação do INSS julgada deserta; sentença de procedência reformada em parte por força do reexame necessário e do provimento parcial do recurso do autor. O INSS aduz violação dos arts.41-A da Lei n. 8.213/1991, com a redação da Lei n.11.430/2006; 5º da Lei n. 11.960/2009; e 1º-F da Lei n. 9.494/1997. Alega,em síntese, a necessidade da aplicação, paracorreção monetária do débito, do índice INPC a partir do advento da Lei n. 11.430/2006, bem como da TR como índice de atualização das parcelas em atraso a partir da Lei n. 11.960/2009, excluindo-se a aplicação do IGP-DI e do IPCA-E nos moldes determinados pelo acórdão recorrido. Aponta, ainda, ofensa aos arts. 42 e 43 da Lei n. 8.213 de 1991 ao fundamento de que"inexiste nos autos prova da incapacidade total para o exercício de qualquer trabalho, mas muito pelo contrário, a prova produzida deixa patente, evidente, clara e precisamente que as lesões sofridas pelo autor, embora impeçam o desempenho do trabalho habitual, permitem o exercício de outras tarefas profissionais" (e-STJ, fl. 223). Decido. O Tribunal de origem, ao tratar sobre a incapacidade do beneficiário, entendeu queestaria configurada a invalidez total para o trabalho. No ponto, o seguinte trecho do voto condutor dosembargos de declaração (e-STJ, fl. 200): Vê-se que as razões que levaram o Aresto aqui prolatado a manter o decreto de procedência do pedido inicial foram expressamente externadas no bojo do decisório tendo a Turma Julgadora, em evidente análise dos elementos constantes dos autos, chegado à conclusão de que no caso vertente efetivamente restou configurada a invalidez total para o trabalho a fomentar o acolhimento da pretensão deduzida. A meu ver oposicionamento esposado não incorre em qualquer ofensa à disciplina do dispositivo legal apontado, não comportando maior elucidação a respeito. Para afastar o entendimento a que chegou a Cortelocal, de modo a albergar as peculiaridades do caso,como sustentado norecurso especial, é necessário o revolvimento do acervo fático-probatório dos autos, o que se mostra inviável na viaespecial, por óbice da Súmula 7/STJ, a saber: "A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial.". A propósito: ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO CONTRA DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ADEQUADA AOS FUNDAMENTOS DO DECISUM. 1. O Presidente ou Vice-presidente do Tribunal de origem pode julgar a admissibilidade do Recurso Especial, negando seguimento caso a pretensão do recorrente encontre óbice em alguma Súmula do Superior Tribunal de Justiça, sem que haja violação à competência desta Corte. 2. O Tribunal de origem, soberano na análise do contexto fático-probatório produzido nos autos, consignou: "o que pode ser constatado do laudo pericial, no sentido de que o segurado em virtude das lesões sofridas no acidente, ficou com invalidez parcial permanente do membro superior direito, causando redução da resistência e do vigor físico deste membro, além de limitação dos movimentos, dificultando muito o seu trabalho". 3. Depreende-se que a Corte de origem concluiu que houve incapacidade parcial e permanente do recorrido. Dessa forma, modificar o entendimento proferido pelo aresto confrontado implica reexame da matéria fático-probatória, o que é obstado ao STJ, conforme sua Súmula 7: "A pretensão de simples reexame de prova não enseja Recurso Especial". 4. Agravo em Recurso Especial conhecido, para não conhecer do Recurso Especial, com fulcro no art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ e no art. 1.042 do CPC. (AREsp n. 1.715.378/GO, relator Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 1º/9/2020, DJe de 14/12/2020). Quanto à aplicação do art. 1º-F da Lei n. 9.494/1997 (redação dada pela Lei n. 11.906/2009), para correção monetária das dívidas da Fazenda Pública, o Supremo Tribunal Federal, por ocasião do julgamento do RE 870.947/SE, sob o regime da repercussão geral (Tema 810/STF), assim decidiu: DIREITO CONSTITUCIONAL. REGIME DE ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA E JUROS MORATÓRIOS INCIDENTE SOBRE CONDENAÇÕES JUDICIAIS DA FAZENDA PÚBLICA. ART. 1º-F DA LEI Nº 9.494/97 COM A REDAÇÃO DADA PELA LEI Nº 11.960/09. IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DA UTILIZAÇÃO DO ÍNDICE DE REMUNERAÇÃO DA CADERNETA DE POUPANÇA COMO CRITÉRIO DE CORREÇÃO MONETÁRIA. VIOLAÇÃO AO DIREITO FUNDAMENTAL DE PROPRIEDADE (CRFB, ART. 5º, XXII).INADEQUAÇÃO MANIFESTA ENTRE MEIOS E FINS. INCONSTITUCIONALIDADE DA UTILIZAÇÃO DO RENDIMENTO DA CADERNETA DE POUPANÇA COMO ÍNDICE DEFINIDOR DOS JUROS MORATÓRIOS DE CONDENAÇÕES IMPOSTAS À FAZENDA PÚBLICA, QUANDO ORIUNDAS DE RELAÇÕES JURÍDICO - TRIBUTÁRIAS. DISCRIMINAÇÃO ARBITRÁRIA E VIOLAÇÃO À ISONOMIA ENTRE DEVEDOR PÚBLICO E DEVEDOR PRIVADO (CRFB, ART. 5º, CAPUT). RECURSO EXTRAORDINÁRIO PARCIALMENTE PROVIDO. 1. O princípio constitucional da isonomia (CRFB, art. 5º, caput), no seu núcleo essencial, revela que o art. 1º-F da Lei nº 9.494/97, com a redação dada pela Lei nº 11.960/09, na parte em que disciplina os juros moratórios aplicáveis a condenações da Fazenda Pública, é inconstitucional ao incidir sobre débitos oriundos de relação jurídico-tributária, os quais devem observar os mesmos juros de mora pelos quais a Fazenda Pública remunera seu crédito; nas hipóteses de relação jurídica diversa da tributária, a fixação dos juros moratórios segundo o índice de remuneração da caderneta de poupança é constitucional, permanecendo hígido, nesta extensão, o disposto legal supramencionado. 2. O direito fundamental de propriedade (CRFB, art. 5º, XXII) repugna o disposto no art. 1º-F da Lei nº 9.494/97, com a redação dada pela Lei nº 11.960/09, porquanto a atualização monetária das condenações impostas à Fazenda Pública segundo a remuneração oficial da caderneta de poupança não se qualifica como medida adequada a capturar a variação de preços da economia, sendo inidônea a promover os fins a que se destina. 3. A correção monetária tem como escopo preservar o poder aquisitivo da moeda diante da sua desvalorização nominal provocada pela inflação. É que a moeda fiduciária, enquanto instrumento de troca, só tem valor na medida em que capaz de ser transformada em bens e serviços. A inflação, por representar o aumento persistente e generalizado do nível de preços, distorce, no tempo, a correspondência entre valores real e nominal (cf. MANKIW, N.G. Macroeconomia. Rio de Janeiro, LTC 2010, p.94; DORNBUSH, R.; FISCHER, S. e STARTZ, R. Macroeconomia. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 2009, p. 10; BLANCHARD, O.Macroeconomia. São Paulo: Prentice Hall, 2006, p. 29). 4. A correção monetária e a inflação, posto fenômenos econômicos conexos, exigem, por imperativo de adequação lógica, que os instrumentos destinados a realizar a primeira sejam capazes de capturar a segunda, razão pela qual os índices de correção monetária devem consubstanciar autênticos índices de preços. 5. Recurso extraordinário parcialmente provido. (RE 870.947, relator Ministro LUIZ FUX, TRIBUNAL PLENO, julgado em 20/9/2017, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-262 DIVULG 17/11/2017 PUBLIC 20/11/2017). Esta Corte, nos limites de sua competência, decidiu a controvérsia nos Recursos Especiais n. 1.495.146/MG, 1.492.221/PR e 1.495.144/RS, julgados sob o rito do art. 1.036 do Código de Processo Civil(Tema 905/STJ), consoante espelha a ementa que ora transcrevo: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. SUBMISSÃO À REGRA PREVISTA NO ENUNCIADO ADMINISTRATIVO 02/STJ. DISCUSSÃO SOBRE A APLICAÇÃO DO ART. 1º-F DA LEI 9.494/97 (COM REDAÇÃO DADA PELA LEI 11.960/2009) ÀS CONDENAÇÕES IMPOSTAS À FAZENDA PÚBLICA. CASO CONCRETO QUE É RELATIVO A INDÉBITO TRIBUTÁRIO. "TESES JURÍDICAS FIXADAS. 1. Correção monetária: o art. 1º-F da Lei 9.494/97 (com redação dada pela Lei 11.960/2009), para fins de correção monetária, não é aplicável nas condenações judiciais impostas à Fazenda Pública, independentemente de sua natureza. 1.1 Impossibilidade de fixação apriorística da taxa de correção monetária.No presente julgamento, o estabelecimento de índices que devem ser aplicados a título de correção monetária não implica prefixação (ou fixação apriorística) de taxa de atualização monetária. Do contrário, a decisão baseia-se em índices que, atualmente, refletem a correção monetária ocorrida no período correspondente. Nesse contexto, em relação às situações futuras, a aplicação dos índices em comento, sobretudo o INPC e o IPCA-E, é legítima enquanto tais índices sejam capazes de captar o fenômeno inflacionário. 1.2 Não cabimento de modulação dos efeitos da decisão.A modulação dos efeitos da decisão que declarou inconstitucional a atualização monetária dos débitos da Fazenda Pública com base no índice oficial de remuneração da caderneta de poupança, no âmbito do Supremo Tribunal Federal, objetivou reconhecer a validade dos precatórios expedidos ou pagos até 25 de março de 2015, impedindo, desse modo, a rediscussão do débito baseada na aplicação de índices diversos. Assim, mostra-se descabida a modulação em relação aos casos em que não ocorreu expedição ou pagamento de precatório. 2. Juros de mora: o art. 1º-F da Lei 9.494/97 (com redação dada pela Lei 11.960/2009), na parte em que estabelece a incidência de juros de mora nos débitos da Fazenda Pública com base no índice oficial de remuneração da caderneta de poupança, aplica-se às condenações impostas à Fazenda Pública, excepcionadas as condenações oriundas de relação jurídico-tributária. 3. Índices aplicáveis a depender da natureza da condenação. 3.1 Condenações judiciais de natureza administrativa em geral.As condenações judiciais de natureza administrativa em geral, sujeitam-se aos seguintes encargos: (a) até dezembro/2002: juros de mora de 0,5% ao mês; correção monetária de acordo com os índices previstos no Manual de Cálculos da Justiça Federal, com destaque para a incidência do IPCA-E a partir de janeiro/2001; (b) no período posterior à vigência do CC/2002 e anterior à vigência da Lei 11.960/2009: juros de mora correspondentes à taxa Selic, vedada a cumulação com qualquer outro índice; (c) período posterior à vigência da Lei 11.960/2009: juros de mora segundo o índice de remuneração da caderneta de poupança; correção monetária com base no IPCA-E. 3.1.1 Condenações judiciais referentes a servidores e empregados públicos.As condenações judiciais referentes a servidores e empregados públicos, sujeitam-se aos seguintes encargos: (a) até julho/2001: juros de mora: 1% ao mês (capitalização simples); correção monetária: índices previstos no Manual de Cálculos da Justiça Federal, com destaque para a incidência do IPCA-E a partir de janeiro/2001; (b) agosto/2001 a junho/2009: juros de mora: 0,5% ao mês; correção monetária: IPCA-E; (c) a partir de julho/2009: juros de mora: remuneração oficial da caderneta de poupança;correção monetária: IPCA-E. 3.1.2 Condenações judiciais referentes a desapropriações diretas e indiretas.No âmbito das condenações judiciais referentes a desapropriações diretas e indiretas existem regras específicas, no que concerne aos juros moratórios e compensatórios, razão pela qual não se justifica a incidência do art. 1º-F da Lei 9.494/97 (com redação dada pela Lei 11.960/2009), nem para compensação da mora nem para remuneração do capital. 3.2 Condenações judiciais de natureza previdenciária.As condenações impostas à Fazenda Pública de natureza previdenciária sujeitam-se à incidência do INPC, para fins de correção monetária, no que se refere ao período posterior à vigência da Lei 11.430/2006, que incluiu o art. 41-A na Lei 8.213/91. Quanto aos juros de mora, incidem segundo a remuneração oficial da caderneta de poupança (art. 1º-F da Lei 9.494/97, com redação dada pela Lei n. 11.960/2009). 3.3 Condenações judiciais de natureza tributária.A correção monetária e a taxa de juros de mora incidentes na repetição de indébitos tributários devem corresponder às utilizadas na cobrança de tributo pago em atraso. Não havendo disposição legal específica, os juros de mora são calculados à taxa de 1% ao mês (art. 161, § 1º, do CTN).Observada a regra isonômica e havendo previsão na legislação da entidade tributante, é legítima a utilização da taxa Selic, sendo vedada sua cumulação com quaisquer outros índices. 4. Preservação da coisa julgada.Não obstante os índices estabelecidos para atualização monetária e compensação da mora, de acordo com a natureza da condenação imposta à Fazenda Pública, cumpre ressalvar eventual coisa julgada que tenha determinado a aplicação de índices diversos, cuja constitucionalidade/legalidade há de ser aferida no caso concreto. SOLUÇÃO DO CASO CONCRETO 5. Em se tratando de dívida de natureza tributária, não é possível a incidência do art. 1º-F da Lei 9.494/97 (com redação dada pela Lei 11.960/2009) - nem para atualização monetária nem para compensação da mora -, razão pela qual não se justifica a reforma do acórdão recorrido. 6. Recurso especial não provido. Acórdão sujeito ao regime previsto no art. 1.036 e seguintes do CPC/2015, c/c o art. 256-N e seguintes do RISTJ. (REsp n. 1.495.146/MG, relator Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 22/2/2018, DJe de 2/3/2018). No mais, registre-se a existência dedecisão do Ministro Luiz Fux, Relator do Recurso Extraordinário n. 870.947/SE, determinando o sobrestamento da matéria até a apreciaçãodos embargos declaratórios que buscavam a modulação de efeitos da tese então julgada. Contudo, na sessão de julgamento de 3/10/2019, o Supremo Tribunal Federal, por maioria, rejeitou todos os embargos de declaração e não modulou os efeitos da decisão anteriormente proferida, mantendo, portanto, a aplicação integral da tese fixada em repercussão geral. Na espécie, em se tratando deação que versa sobre matéria previdenciária, deve ser aplicado o disposto no item 3.2 do acórdão paradigma, e, portanto, é necessário que incidao INPC, para correção monetária, no que tange ao período posterior à vigência da Lei n.11.430/2006, que incluiu o art. 41-A na Lei n. 8.213/1991. Ante o exposto, com fulcro no art. 932, III, IVe V, do CPC/2015, c/c o art. 255, § 4º, I, IIe III, do RISTJ, conheço em parte do recurso especial e, nessa extensão, dou-lhe provimento em parte, para reconhecer o INPC como índice de correção monetária a ser aplicado após avigência da Lei n. 11.430/2006. Publique-se. Intimem-se.