ExeMS 28227 - DECISAO
A impugnação foi julgada improcedente porque a base de cálculo deve ser o valor nominal estabelecido na Portaria 2.250/2010 (R$ 228.564,50) deduzida da parcela incontroversa requisitada, e porque os índices e termos iniciais aplicáveis foram fixados: correção monetária pelo IPCA-E (passando a SELIC a partir da...
Source-derived case information.
- Parties
- Impugnante (executada): UNIÃO; Exequente: JAIR BRITO TEIXEIRA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 10 April 2025
- Procedural Posture
- Execução Em Mandado De Segurança / Julgamento Da Impugnação (decisão)
- Outcome
- impugnação julgada improcedente
- Legal Topics
- Correção Monetária, Juros De Mora, Termo Inicial (dies a Quo), Liquidação De Sentença, Honorários De Sucumbência, Portaria De Anistia
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Parties
UNIÃO
Impugnante (executada)
JAIR BRITO TEIXEIRA
Exequente
Procedural Posture
Execução Em Mandado De Segurança / Julgamento Da Impugnação (decisão)
Legal Issues
- 1 excesso de execução por incorreção na aplicação de índices de correção monetária e juros de mora
- 2 determinação da base de cálculo dos valores retroativos
- 3 fixação dos índices de correção monetária e de juros de mora aplicáveis
Ratio Decidendi
A impugnação foi julgada improcedente porque a base de cálculo deve ser o valor nominal estabelecido na Portaria 2.250/2010 (R$ 228.564,50) deduzida da parcela incontroversa requisitada, e porque os índices e termos iniciais aplicáveis foram fixados: correção monetária pelo IPCA-E (passando a SELIC a partir da publicação da EC n. 113/2021), juros segundo a sequência 0,5% até junho/2009, caderneta de poupança de julho/2009 até 9/12/2021 e SELIC depois, e termo inicial de ambos os consectários no 61º dia da publicação da portaria anistiadora; assim determino o envio dos autos para liquidação conforme esses critérios.
Court Disposition
impugnação julgada improcedente
Orders
- Enviar autos à Coordenadoria de Processamento de Feitos em Execução Judicial (CPEX) para liquidação do julgado com base nos critérios estabelecidos
- Base de Cálculo do Principal: valor nominal da Portaria 2.250, de 17/08/2010, R$ 228.564,50, com dedução da parcela incontroversa requisitada por meio do Prc 12748/DF
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de impugnação oposta pela UNIÃO à execução em mandado de segurança no qual foi concedida a ordem para assegurar o pagamento dos valores retroativos em razão do reconhecimento da condição de anistiado político do exequente. A executada apontou excesso de execução em razão de incorreção na aplicação dos índices de correção monetária e juros de mora, especialmente quanto ao seu termo inicial. Resposta do exequente às fls. 539-545. Às fls. 605-617, a UNIÃO informou que "não existem procedimentos tendentes a revogar/anular a Portaria concessiva de Anistia ao senhor JAIR BRITO TEIXEIRA." É o relatório. Decido. BASE DE CÁLCULO A conta deve ter como base de cálculo o valor nominal retroativo previsto na Portaria 2.250, de 17 de agosto de 2010, que perfaz o total de R$ 228.564,50 (duzentos e vinte e oito mil, quinhentos e sessenta e quatro reais e cinquenta centavos). ÍNDICES DE CORREÇÃO MONETÁRIA E DE JUROS DE MORA Quanto aos índices de correção monetária e de juros de mora, frise-se que eles devem seguir os seguintes critérios: Índice de Correção Monetária a ser aplicada: IPCA-E (Tema 905/STJ e Tema 810/STF), com a ressalva de que, a partir da data de publicação da EC n. 113/2021 (9/12/2021), deve incidir a SELIC. Indice de Juros a serem aplicados: até junho/2009, 0,5% ao mês; a partir de julho/2009 até a data de publicação da EC n. 113/2021 (9/12/2021), remuneração oficial da caderneta de poupança. A partir da data de publicação da referida emenda, SELIC. DIES A QUO DOS CONSECTÁRIOS LEGAIS O termo inicial a ser considerado, para cada um dos consectários legais (correção monetária e juros de mora), "é a partir do sexagésimo primeiro dia, contados da publicação da portaria anistiadora, o que encontra amparo, inclusive, na disposição contida no art. 12, § 4º, da Lei nº 10.559/2002." (AgInt na ImpExe na ExeMS n. 15.126/DF, relatora Ministra Assusete Magalhães, Primeira Seção, DJe de 8/11/2023.). Nesse mesmo sentido: AgInt na ImpExe na ExeMS n. 11.859/DF, relator Ministro Ribeiro Dantas, Terceira Seção, DJe de 17/8/2023 e AgInt na ImpExe na ExeMS n. 20.256/DF, relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Seção, DJe de 19/8/2022. CONCLUSÃO Pelo exposto, julgo improcedente a impugnação e determino o envio dos autos à Coordenadoria de Processamento de Feitos em Execução Judicial para liquidação do julgado com base nos seguintes critérios: Base de Cálculo do Principal: Valor nominal estabelecido na Portaria 2.250, de 17 de agosto de 2010, do Ministro de Estado da Justiça, que perfaz o total de R$ 228.564,50 (duzentos e vinte e oito mil, quinhentos e sessenta e quatro reais e cinquenta centavos), devendo ser deduzida a parcela incontroversa requisitada por meio do Prc 12748 /DF. Índice de Correção Monetária a ser aplicada: IPCA-E (Tema 905/STJ e Tema 810/STF), com a ressalva de que, a partir da data de publicação da EC n. 113/2021 (9/12/2021), deve incidir a SELIC. Termo Inicial da Correção Monetária: 61º dia contados da publicação da portaria anistiadora. Índice de Juros a serem aplicados: até junho/2009, 0,5% ao mês; a partir de julho/2009 até a data de publicação da EC n. 113/2021 (9/12/2021), remuneração oficial da caderneta de poupança. A partir da data de publicação da referida emenda, SELIC. Termo Inicial dos Juros: 61º dia contados da publicação da portaria anistiadora. Após, as partes deverão ser intimadas acerca das informações prestadas pela CPEX, independentemente de nova conclusão. Havendo concordância, tácita ou expressa das partes, expeça-se o requisitório complementar, com destaque de honorários advocatícios, se for o caso. Deixo de fixar honorários de sucumbência, em razão do julgamento do Tema 1.232/STJ, oportunidade em que foi fixada a seguinte tese jurídica: "Nos termos do art. 25 da Lei n. 12.016/2009, não se revela cabível a fixação de honorários de sucumbência em cumprimento de sentença proferida em mandado de segurança individual, ainda que dela resultem efeitos patrimoniais a serem saldados dentro dos mesmos autos.". Publique-se. Intimem-se. EMENTA