REsp 2134273 - DECISAO
Mantém-se o acórdão recorrido por estar em consonância com a jurisprudência pacificada do STJ quanto à inaplicabilidade do art.1º-F para atualização monetária e quanto à aplicação dos encargos (juros e correção) estabelecidos no REsp 1.495.146/MG para condenações de servidores públicos; assim, nega-se provimento ao...
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- Parties
- Recorrente: FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO; Recorrente: DINA RODRIGUES TRAMARIO e OUTROS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 September 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento De Recurso Especial Pelo Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Recurso especial da FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO negado provimento; recurso especial de DINA RODRIGUES TRAMARIO e OUTROS não conhecido (conheço do agravo para não conhecer do recurso especial)
- Legal Topics
- Correção Monetária, Juros De Mora, Honorários Advocatícios, Aplicação Do Art. 1º F Da Lei 9.494/1997, Tema 905/stj, Tema 810/stf
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Parties
FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Recorrente
DINA RODRIGUES TRAMARIO e OUTROS
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento De Recurso Especial Pelo Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 aplicação do art. 1º-F da Lei 9.494/1997 com redação da Lei 11.960/2009 às condenações impostas à Fazenda Pública
- 2 incidência de juros de mora e índices de correção monetária em condenações de servidores públicos
- 3 possibilidade de revisão do valor dos honorários advocatícios fixados contra a Fazenda Pública
Ratio Decidendi
Mantém-se o acórdão recorrido por estar em consonância com a jurisprudência pacificada do STJ quanto à inaplicabilidade do art.1º-F para atualização monetária e quanto à aplicação dos encargos (juros e correção) estabelecidos no REsp 1.495.146/MG para condenações de servidores públicos; assim, nega-se provimento ao recurso especial da Fazenda. Quanto ao recurso de DINA RODRIGUES TRAMARIO e OUTROS, o recurso especial não é conhecido porque a pretensão de revisão do valor dos honorários exigiria reexame de matéria fático-probatória vedado pela Súmula 7 e faltou prequestionamento suficiente.
Court Disposition
Recurso especial da FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO negado provimento; recurso especial de DINA RODRIGUES TRAMARIO e OUTROS não conhecido (conheço do agravo para não conhecer do recurso especial)
Orders
- Nego provimento ao recurso especial da FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO
- Conheço do agravo interposto por DINA RODRIGUES TRAMARIO e OUTROS para não conhecer do recurso especial
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de recursos que se insurgem contra o acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO assim ementado (fl. 180): APELAÇÃO. SERVIDORES PÚBLICOS. FEPASA. Complementação de aposentadoria. Congelamento de reajustes referentes aos anos de 1999, 2000 e 2001. Afastada a prescrição do fundo de direito. Garantia concedida pelo art. 4º, § 2º, da Lei Estadual n.º 9.343/96. Extensão aos autores dos índices de reajustes concedidos aos funcionários da CPTM entre 1999 e 2001, que, entretanto, deverão ser compensados com eventuais reajustes já concedidos dentro do mesmo lapso temporal em razão de outros dissídios ou acordos coletivos. Minoração do valor devido pela FESP a título de honorários advocatícios. Art. 20, § 4º, CPC. Recursos de apelação dos autores e da FESP desprovidos. Reexame necessário parcialmente provido. JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA. Lei n.º 11.960/09. Parcial aplicação, apenas aos juros de mora. Correção monetária a ser calculada de acordo com Tabela Prática de Cálculos de débitos judiciais, conforme assentado no Superior Tribunal de Justiça ao julgar o Recurso Especial nº 1.270.439-PR, sob o regime do art. 543-C, do CPC 1973. Precedentes desta Câmara de Justiça. Os embargos de declaração opostos foram rejeitados (fls. 199/205). Nas razões de seu recurso especial, a FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO alega violação do art. 1º-F da Lei 9.494/1997, com a redação dada pela Lei 11.960/2009. Requer "o provimento desse recurso para que seja determinada a a aplicação da lei 11.960/09, no mínimo até 25.03.15, modulando-se seus efeitos, a partir dessa data para que a correção monetária seja calculada com base no IPCA-E e os juros continuem sendo aplicado nos termos da Lei 11.960/09" (fl. 219). DINA RODRIGUES TRAMARIO e OUTROS, por sua vez, nas razões de seu recurso especial, sustentam a violação do art. 20, §§ 3º e 4º, do Código de Processo Civil de 1973 (CPC/1973). Pretendem a majoração do valor dos honorários advocatícios. As contrarrazões foram apresentadas (fls. 222/226 e 227/234). Os autos foram enviados ao órgão julgador para eventual juízo de retratação considerando o Tema 905/STJ. O acórdão foi mantido nos termos da ementa ora transcrita (fl. 253): APELAÇÃO. SERVIDORES PÚBLICOS. FEPASA. Complementação de aposentadoria. Congelamento de reajustes referentes aos anos de 1999, 2000 e 2001. Afastada a prescrição do fundo de direito. Garantia concedida pelo art. 4º, § 2º, da Lei Estadual n.º 9.343/96. Extensão aos autores dos índices de reajustes concedidos aos funcionários da CPTM entre 1999 e 2001, que, entretanto, deverão ser compensados com eventuais reajustes já concedidos dentro do mesmo lapso temporal em razão de outros dissídios ou acordos coletivos. Minoração do valor devido pela FESP a título de honorários advocatícios. Art. 20, § 4º, CPC. Recursos de apelação dos autores e da FESP desprovidos. Reexame necessária parcialmente provido. JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA. Lei n.º 11.960/09. Parcial aplicação, apenas aos juros de mora. Correção monetária a ser calculada de acordo com Tabela Prática de Cálculos de débitos judiciais, conforme assentado no Superior Tribunal de Justiça ao julgar o Recurso Especial nº 1.270.439-PR, sob o regime do art. 543-C, do CPC 1973. Precedentes desta Câmara de Justiça. RECURSO ESPECIAL. Devolução dos autos à Turma julgadora. Artigo 1.030, II, CPC. Manutenção do v. acórdão, posto que em consonância tanto com o decidido pelo STF no Tema 810, quanto pelo STJ no Tema 905. No juízo de admissibilidade, o recurso especial da FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO foi admitido e o recurso especial de DINA RODRIGUES TRAMARIO e OUTROS não foi admitido, razão pela qual foi interposto o agravo em recurso especial de fls. 290/294 É o relatório. Passo ao exame de cada um dos recursos. Nos termos do que foi decidido pelo Plenário do Superior Tribunal de Justiça (STJ), "aos recursos interpostos com fundamento no CPC/1973 (relativos a decisões publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas até então pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça" (Enunciado Administrativo 2). RECURSO DA FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO A Corte Especial do STJ, no julgamento do Recurso Especial 1.205.946/SP, representativo de controvérsia, relatado pelo Ministro Benedito Gonçalves, pacificou o entendimento de que o art. 1º-F da Lei 9.494/1997, com a redação dada pela Lei 11.960/2009, por se tratar de norma de caráter eminentemente processual, deve ser aplicado de imediato a todas as demandas judiciais em trâmite (sessão de 19/10/2011). Ainda quanto à questão afeta ao art. 1º-F da Lei 9.494/1997, importa salientar que a aplicação dos juros e da correção monetária foi finalmente definida por esta Corte no julgamento do Recurso Especial 1.495.146/MG, de relatoria do Ministro Mauro Campbell Marques (DJe de 2/3/2018), no qual se firmou a compreensão de que as condenações judiciais referentes a servidores e empregados públicos sujeitam-se aos seguintes encargos: (a) até julho/2001, juros de mora de 1% ao mês (capitalização simples) e correção monetária pelos índices previstos no Manual de Cálculos da Justiça Federal, com destaque para a incidência do IPCA-E a partir de janeiro/2001; (b) de agosto/2001 a junho/2009, juros de mora de 0,5% ao mês e correção monetária pelo IPCA-E; (c) a partir de julho/2009, juros de mora pela remuneração oficial da caderneta de poupança e correção monetária pelo IPCA-E. Confira-se a ementa do julgado: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. SUBMISSÃO À REGRA PREVISTA NO ENUNCIADO ADMINISTRATIVO 02/STJ. DISCUSSÃO SOBRE A APLICAÇÃO DO ART. 1º-F DA LEI 9.494/97 (COM REDAÇÃO DADA PELA LEI 11.960/2009) ÀS CONDENAÇÕES IMPOSTAS À FAZENDA PÚBLICA. CASO CONCRETO QUE É RELATIVO A INDÉBITO TRIBUTÁRIO. TESES JURÍDICAS FIXADAS. 1. Correção monetária: o art. 1º-F da Lei 9.494/97 (com redação dada pela Lei 11.960/2009), para fins de correção monetária, não é aplicável nas condenações judiciais impostas à Fazenda Pública, independentemente de sua natureza. 1.1 Impossibilidade de fixação apriorística da taxa de correção monetária. No presente julgamento, o estabelecimento de índices que devem ser aplicados a título de correção monetária não implica pré-fixação (ou fixação apriorística) de taxa de atualização monetária. Do contrário, a decisão baseia-se em índices que, atualmente, refletem a correção monetária ocorrida no período correspondente. Nesse contexto, em relação às situações futuras, a aplicação dos índices em comento, sobretudo o INPC e o IPCA-E, é legítima enquanto tais índices sejam capazes de captar o fenômeno inflacionário. 1.2 Não cabimento de modulação dos efeitos da decisão. A modulação dos efeitos da decisão que declarou inconstitucional a atualização monetária dos débitos da Fazenda Pública com base no índice oficial de remuneração da caderneta de poupança, no âmbito do Supremo Tribunal Federal, objetivou reconhecer a validade dos precatórios expedidos ou pagos até 25 de março de 2015, impedindo, desse modo, a rediscussão do débito baseada na aplicação de índices diversos. Assim, mostra-se descabida a modulação em relação aos casos em que não ocorreu expedição ou pagamento de precatório. 2. Juros de mora: o art. 1º-F da Lei 9.494/97 (com redação dada pela Lei 11.960/2009), na parte em que estabelece a incidência de juros de mora nos débitos da Fazenda Pública com base no índice oficial de remuneração da caderneta de poupança, aplica-se às condenações impostas à Fazenda Pública, excepcionadas as condenações oriundas de relação jurídico-tributária. 3. Índices aplicáveis a depender da natureza da condenação. 3.1 Condenações judiciais de natureza administrativa em geral. As condenações judiciais de natureza administrativa em geral, sujeitam-se aos seguintes encargos: (a) até dezembro/2002: juros de mora de 0,5% ao mês; correção monetária de acordo com os índices previstos no Manual de Cálculos da Justiça Federal, com destaque para a incidência do IPCA-E a partir de janeiro/2001; (b) no período posterior à vigência do CC/2002 e anterior à vigência da Lei 11.960/2009: juros de mora correspondentes à taxa Selic, vedada a cumulação com qualquer outro índice; (c) período posterior à vigência da Lei 11.960/2009: juros de mora segundo o índice de remuneração da caderneta de poupança; correção monetária com base no IPCA-E. 3.1.1 Condenações judiciais referentes a servidores e empregados públicos. As condenações judiciais referentes a servidores e empregados públicos, sujeitam-se aos seguintes encargos: (a) até julho/2001: juros de mora: 1% ao mês (capitalização simples); correção monetária: índices previstos no Manual de Cálculos da Justiça Federal, com destaque para a incidência do IPCA-E a partir de janeiro/2001; (b) agosto/2001 a junho/2009: juros de mora: 0,5% ao mês; correção monetária: IPCA-E; (c) a partir de julho/2009: juros de mora: remuneração oficial da caderneta de poupança; correção monetária: IPCA-E. 3.1.2 Condenações judiciais referentes a desapropriações diretas e indiretas. No âmbito das condenações judiciais referentes a desapropriações diretas e indiretas existem regras específicas, no que concerne aos juros moratórios e compensatórios, razão pela qual não se justifica a incidência do art. 1º-F da Lei 9.494/97 (com redação dada pela Lei 11.960/2009), nem para compensação da mora nem para remuneração do capital. 3.2 Condenações judiciais de natureza previdenciária. As condenações impostas à Fazenda Pública de natureza previdenciária sujeitam-se à incidência do INPC, para fins de correção monetária, no que se refere ao período posterior à vigência da Lei 11.430/2006, que incluiu o art. 41-A na Lei 8.213/91. Quanto aos juros de mora, incidem segundo a remuneração oficial da caderneta de poupança (art. 1º-F da Lei 9.494/97, com redação dada pela Lei n. 11.960/2009). 3.3 Condenações judiciais de natureza tributária. A correção monetária e a taxa de juros de mora incidentes na repetição de indébitos tributários devem corresponder às utilizadas na cobrança de tributo pago em atraso. Não havendo disposição legal específica, os juros de mora são calculados à taxa de 1% ao mês (art. 161, § 1º, do CTN). Observada a regra isonômica e havendo previsão na legislação da entidade tributante, é legítima a utilização da taxa Selic, sendo vedada sua cumulação com quaisquer outros índices. 4. Preservação da coisa julgada. Não obstante os índices estabelecidos para atualização monetária e compensação da mora, de acordo com a natureza da condenação imposta à Fazenda Pública, cumpre ressalvar eventual coisa julgada que tenha determinado a aplicação de índices diversos, cuja constitucionalidade/legalidade há de ser aferida no caso concreto. SOLUÇÃO DO CASO CONCRETO. 5. Em se tratando de dívida de natureza tributária, não é possível a incidência do art. 1º-F da Lei 9.494/97 (com redação dada pela Lei 11.960/2009) - nem para atualização monetária nem para compensação da mora -, razão pela qual não se justifica a reforma do acórdão recorrido. 6. Recurso especial não provido. Acórdão sujeito ao regime previsto no art. 1.036 e seguintes do CPC/2015, c/c o art. 256-N e seguintes do RISTJ. (REsp n. 1.495.146/MG, relator Ministro Mauro Campbell Marques, Primeira Seção, DJe de 2/3/2018.) Observo que o acórdão recorrido adotou entendimento em conformidade com a jurisprudência pacífica do STJ, motivo pelo qual não merece reforma. RECURSO DE DINA RODRIGUES TRAMARIO e OUTROS A decisão de admissibilidade foi devidamente refutada na petição de agravo e, por isso, passo ao exame do recurso especial. A insurgência não merece prosperar. Esta Corte Superior entende que a revisão do valor dos honorários advocatícios fixados contra a Fazenda Pública com base no art. 20, § 4º, do CPC/1973 somente é possível em casos excepcionais, quando se revelar irrisório ou exorbitante, caso contrário, a pretensão esbarra no óbice da Súmula 7/STJ. Nesse sentido: TRIBUTÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO DO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO DOS ARTS. 489 E 1.022 DO CPC. EMBARGOS À EXECUÇÃO FSICAL. LITISPENDÊNCIA. REVISÃO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N 7/STJ. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N.7/STJ. 1. O acórdão recorrido abordou, de forma fundamentada, todos os pontos essenciais para o deslinde da controvérsia, razão pela qual não há falar na suscitada ocorrência de violação dos arts. 489 e 1.022 do CPC. 2. Reconhecida na origem a ocorrência de litispendência entre o presente embargos à execução fiscal e o mandado de segurança n. 2010.50.01005065-7), o mandado de segurança n. 2010.50.01.006972-1 e a ação anulatória n. 2010.50.01.005124-8. 2. Modificar a conclusão a que chegou a Corte de origem, de modo a acolher a tese da agravante de que não há litispendência, demanda reexame do acervo fático-probatório dos autos, o que é inviável em recurso especial, sob pena de violação da Súmula n. 7 do STJ. 3. A jurisprudência desta Corte somente admite a revisão, em recurso especial, do juízo de equidade referente à fixação de honorários advocatícios (art. 20, § 4º, do CPC/1973) quando o valor arbitrado é irrisório ou exorbitante, o que não é o caso dos autos. 4. É inviável, em sede de recurso especial, o reexame de matéria fático-probatória, nos termos da Súmula 7 do STJ: "A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial.". Agravo interno improvido. (AgInt no AREsp n. 1.355.284/ES, relator Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, julgado em 14/11/2022, DJe de 30/11/2022). PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. 1. Há manifesta ausência de prequestionamento, a atrair a aplicação da Súmula 211 do STJ, quando os conteúdos dos preceitos legais tidos por violados não são examinados na origem, mesmo após a oposição de embargos de declaração. 2. Segundo o entendimento desta Corte Superior, para reconhecer o prequestionamento ficto de que trata o art. 1.025 do CPC/2015, na via do especial, impõe-se ao recorrente a indicação de contrariedade do art. 1.022 do CPC/2015, o que não ocorreu. 3. A jurisprudência desta Corte Superior admite a revisão do juízo de equidade referente à fixação de honorários advocatícios (art. 20, § 4º, do CPC/1973) quando o valor arbitrado é irrisório ou exorbitante. 4. O simples cotejo entre os valores discutidos nos autos e a verba honorária não é suficiente à conclusão pela irrisoriedade ou exorbitância, mormente porque, "no juízo de equidade, o magistrado deve levar em consideração o caso concreto em face das circunstâncias previstas no art. 20, § 3º, alíneas "a", "b" e "c", do CPC/1973, podendo adotar como base de cálculo o valor da causa, o valor da condenação ou arbitrar valor fixo" (REsp 934.074/SP, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, DJe 18/09/2008). 5. É inviável, em sede de recurso especial, o reexame de matéria fático-probatória, nos termos da Súmula 7 do STJ: "A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial." 6. Agravo interno desprovido. (AgInt no REsp n. 1.952.002/PE, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, julgado em 29/8/2022, DJe de 15/9/2022). Na espécie, o Tribunal de origem fixou o valor dos honorários advocatícios de sucumbência em R$ 5.500,00, considerando a ausência de complexidade da causa e o trabalho exercido pelo causídico. Entendimento diverso, conforme pretendido, implicaria o reexame do contexto fático-probatório dos autos, circunstância que redundaria na formação de novo juízo acerca dos fatos e das provas, e não na valoração dos critérios jurídicos concernentes à utilização da prova e à formação da convicção, o que impede o conhecimento do recurso especial quanto ao ponto. Incide no presente caso a Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça (STJ) - "a pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial". Ante o exposto, relativamente à FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO nego provimento ao recurso especial; e, quanto ao recurso de DINA RODRIGUES TRAMARIO e OUTROS, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA