REsp 2261419 - DECISAO
Por se tratar de matéria afetada ao rito dos recursos repetitivos (Tema 1.426/STJ) e nos termos do art. 34, XXIV c/c art. 256-L, I do Regimento Interno do STJ, a admissão do recurso especial como representativo impõe a devolução dos autos ao Tribunal de origem para novo julgamento e suspensão até o fim do julgamento...
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- Parties
- Recorrente: DAVID SILVESTRE DA LUZ; Parte Adversa: FAZENDA PÚBLICA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 April 2026
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Determinação De Devolução Dos Autos Ao Tribunal De Origem (remessa Com Baixa Nesta Corte Superior)
- Outcome
- Determino a devolução dos autos ao Tribunal de origem, com baixa nesta Corte Superior, para que sejam observados os arts. 1.039 a 1.041 do CPC e o Tribunal de origem proceda nos termos do art. 1.040 e seguintes do CPC.
- Legal Topics
- Correção Monetária, Juros Moratórios, Prescrição, Recursos Repetitivos, Temas STF 810, 1170, 1361, Cumprimento De Sentença Contra a Fazenda Pública
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Parties
DAVID SILVESTRE DA LUZ
Recorrente
FAZENDA PÚBLICA
Parte Adversa
Procedural Posture
Recurso Especial / Determinação De Devolução Dos Autos Ao Tribunal De Origem (remessa Com Baixa Nesta Corte Superior)
Legal Issues
- 1 possibilidade de complementação de valores no cumprimento de sentença contra a Fazenda Pública relativa à correção monetária a partir dos Temas 810, 1.170 e 1.361 do STF
- 2 fixação do prazo prescricional para execução da verba complementar (súmula 150 do STF)
- 3 necessidade de devolução dos autos ao Tribunal de origem por se tratar de matéria afetada a recurso repetitivo (Tema 1.426/STJ)
Ratio Decidendi
Por se tratar de matéria afetada ao rito dos recursos repetitivos (Tema 1.426/STJ) e nos termos do art. 34, XXIV c/c art. 256-L, I do Regimento Interno do STJ, a admissão do recurso especial como representativo impõe a devolução dos autos ao Tribunal de origem para novo julgamento e suspensão até o fim do julgamento qualificado, de modo a esgotar a instância ordinária e evitar fracionamento recursal e violação ao princípio da unicidade recursal.
Court Disposition
Determino a devolução dos autos ao Tribunal de origem, com baixa nesta Corte Superior, para que sejam observados os arts. 1.039 a 1.041 do CPC e o Tribunal de origem proceda nos termos do art. 1.040 e seguintes do CPC.
Orders
- Devolução dos autos ao Tribunal de origem
- Baixa nesta Corte Superior
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de recurso especial interposto por DAVID SILVESTRE DA LUZ, com fundamento nas alíneas a e c, do art. 105, III, da Constituição Federal, contra o acórdão do TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4ª REGIÃO assim ementado (fl. 102): AGRAVO DE INSTRUMENTO. TEMA 810 DO STF. MODIFICAÇÃO DE ÍNDICE DE CORREÇÃO. PRESCRIÇÃO. TEMA 1170 DO STF. IMPOSSIBILIDADE. 1. O STF, ao julgar o Tema 810, sob a sistemática de repercussão geral, fixou a seguinte tese: O art. 1º-F da Lei nº 9.494/97, com a redação dada pela Lei nº 11.960/09, na parte em que disciplina os juros moratórios aplicáveis a condenações da Fazenda Pública, é inconstitucional ao incidir sobre débitos oriundos de relação jurídico-tributária, aos quais devem ser aplicados os mesmos juros de mora pelos quais a Fazenda Pública remunera seu crédito tributário, em respeito ao princípio constitucional da isonomia (CRFB, art. 5º, caput); quanto às condenações oriundas de relação jurídica não-tributária, a fixação dos juros moratórios segundo o índice de remuneração da caderneta de poupança é constitucional, permanecendo hígido, nesta extensão, o disposto no art. 1º-F da Lei nº 9.494/97 com a redação dada pela Lei nº 11.960/09; e 2) O art. 1º-F da Lei nº 9.494/97, com a redação dada pela Lei nº 11.960/09, na parte em que disciplina a atualização monetária das condenações impostas à Fazenda Pública segundo a remuneração oficial da caderneta de poupança, revela-se inconstitucional ao impor restrição desproporcional ao direito de propriedade (CRFB, art. 5º, XXII), uma vez que não se qualifica como medida adequada a capturar a variação de preços da economia, sendo inidônea a promover os fins a que se destina. 2. Esta Corte tem firmado o entendimento de que o prazo para a execução da verba complementar é idêntico ao prazo de que dispõe a parte para o ajuizamento da ação originária, nos termos da súmula n. 150 do Supremo Tribunal Federal - prescreve a execução no mesmo prazo de prescrição da ação. 3. Tendo em conta a ausência de diferimento, todas as parcelas estão prescritas. Os embargos de declaração opostos foram rejeitados (fls. 131/134). Em suas razões, a parte recorrente afirma (fl. 147) : O acórdão recorrido reconheceu a prescrição da pretensão de complementação de valores, ao fixar como termo inicial do prazo quinquenal. Contudo, essa decisão desconsiderou a peculiaridade da complementação de valores decorrente da aplicação superveniente do Tema 810 do STF e a extensão de seu alcance, conforme interpretado no Tema 1.170 do STF. A parte adversa não apresentou contrarrazões. O recurso foi admitido às fls. 182/183. É o relatório. A questão debatida nos autos foi afetada à Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça para ser decidida sob o rito de recursos repetitivos (Tema 1.426/STJ), e foi assim delimitada: Definir se há possibilidade de complementação de valores no cumprimento de sentença contra a Fazenda Pública, relativos à correção monetária, a partir do entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal nos Temas 810, 1.170 e 1.361 (REsps 2.258.164/RS e 2.253.608/RS, relator Ministro Gurgel de Faria ). Nos termos do art. 34, XXIV, c/c o art. 256-L, I, ambos do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, a admissão de recurso especial como representativo da controvérsia impõe a devolução ao Tribunal de origem dos processos em que foram interpostos recursos cuja matéria identifique-se com o tema afetado, para nele permanecerem suspensos até o fim do julgamento qualificado. O envio do recurso especial a esta Corte Superior deve ocorrer somente após o esgotamento da instância ordinária, formalizado com o novo julgamento pelo Tribunal de origem, quando então será possível examinar, no âmbito do STJ, as matérias jurídicas que eventualmente permanecerem controvertidas. Essa cautela também evita o fracionamento do recurso e previne eventual violação ao princípio da unicidade recursal, que veda a interposição simultânea ou sucessiva de recursos contra a mesma decisão. Ante o exposto, determino a devolução dos autos, com a devida baixa nesta Corte Superior, a fim de que, em observância aos arts. 1.039 a 1.041 do Código de Processo Civil (CPC), o Tribunal de origem proceda nos termos do art. 1.040 e seguinte do mesmo CPC. Publique-se. Intimem-se. EMENTA