AREsp 20266 - DECISAO
O Tribunal verificou que o acórdão recorrido não afrontou o precedente do STF (Tema 810) e que o STF reconheceu a inconstitucionalidade do critério de correção monetária do art. 1º-F da Lei n. 9.494/1997 (com redação dada pela Lei n. 11.960/2009), aplicando-se o IPCA aos débitos do Poder Público; por isso, não se...
Source-derived case information.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 13 April 2021
- Procedural Posture
- Recurso Extraordinário / Exame De Admissibilidade Pendente De Análise; Devolução Dos Autos Ao Órgão Julgador/ministro Vice Presidente
- Outcome
- Devolvo o processo ao Ministro Vice-Presidente desta Corte; não é o caso de aplicação do art. 1.040, II, do CPC/2015.
- Legal Topics
- Correção Monetária, Juros Moratórios, Art. 1º F Da Lei N. 9.494/1997, Tema 810 (repercussão Geral), Modulação De Efeitos, Admissibilidade De Recurso Extraordinário, Competência
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Procedural Posture
Recurso Extraordinário / Exame De Admissibilidade Pendente De Análise; Devolução Dos Autos Ao Órgão Julgador/ministro Vice Presidente
Legal Issues
- 1 Inconstitucionalidade do art. 1º-F da Lei n. 9.494/1997 (com redação dada pela Lei n. 11.960/2009) quanto à atualização pela caderneta de poupança
- 2 Constitucionalidade da fixação dos juros moratórios segundo o índice da caderneta de poupança para condenações de relação jurídica não tributária
- 3 Aplicabilidade do IPCA para correção monetária de débitos do Poder Público
Ratio Decidendi
O Tribunal verificou que o acórdão recorrido não afrontou o precedente do STF (Tema 810) e que o STF reconheceu a inconstitucionalidade do critério de correção monetária do art. 1º-F da Lei n. 9.494/1997 (com redação dada pela Lei n. 11.960/2009), aplicando-se o IPCA aos débitos do Poder Público; por isso, não se mostrou cabível a aplicação do art. 1.040, II, do CPC/2015 neste caso, devendo o processo ser devolvido ao Ministro Vice-Presidente para o prosseguimento quanto ao exame de admissibilidade do recurso extraordinário.
Court Disposition
Devolvo o processo ao Ministro Vice-Presidente desta Corte; não é o caso de aplicação do art. 1.040, II, do CPC/2015.
Orders
- Retorno dos autos ao Ministro Vice-Presidente/órgão julgador
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO O eminenteMinistro Vice-Presidente desta Corte determinou o retorno dos autos ao Órgão julgador, para fins do disposto no art. 1.040, II, do CPC/2015. O processo permaneceu suspenso no aguardo de solução quanto ao entendimento da Suprema Corte, firmado em sede de repercussão geral (Tema 810), acerca da aplicação de juros e correção monetária (art. 1º-F da Lei n. 11.960/2009), no qual foi atribuído excepcional efeito suspensivo aos embargos de declaração opostos pelos entes federativos estaduais, com esteio no art. 1.026, § 1º, do CPC/2015, c/c o art. 21, V, do RISTF. Após, decidiu o STF - RE 870947/SE - que o art. 1º-F da Lei n. 9.494/1997, com a redação dada pela Lei n. 11.960/2009, na parte em que disciplina a atualização monetária das condenações impostas à Fazenda Pública segundo a remuneração oficial da caderneta de poupança, revela-se inconstitucional. No mesmo julgado, assegurou que, quanto às condenações oriundas de relação jurídica não tributária, a fixação dos juros moratórios segundo o índice de remuneração da caderneta de poupança é constitucional, permanecendo hígido, nessa extensão, o disposto no art. 1º-F da Lei n.9.494/1997, com a redação dada pela Lei n.11.960/2009. Por fim, após o julgamento dos embargos antes mencionados, não houve modulação dos efeitos, pelo que o julgamento operou efeitos retroativos. Dito isso, verifico que o acórdão contra o qual foi aviado o recurso extraordinário não desrespeitou o precedente paradigma do STF (Tema n. 810), uma vez que este Tribunal Superior reconheceu a inconstitucionalidade do critério de correção monetária constante do art.1º-F da Lei n. 9.494/1997, com a redação dada pela Lei n. 11.960/2009. O referido julgado foi assim ementado (e-STJ fl. 721): ADMINISTRATIVO. CORREÇÃO MONETÁRIA. IPCA. Tratando-se de débitos do Poder Público, a correção monetária deve ser calculada segundo a variação do IPCA - solução que resulta da declaração de inconstitucionalidade parcial do art. 5º da Lei nº 11.960, de 2009 (ADI nº 4.357, DF, e ADI nº 4.425, DF). Agravo regimental não provido. Assim, tenho que não é o caso de aplicação do art. 1.040, II, do CPC, razão pela qual, falecendo competência a este Juízo para o exame de admissibilidade do recurso extraordinário pendente de análise, devolvo o processo aoMinistro Vice-Presidente desta Corte. Publique-se. Intimem-se.