REsp 1910099 - DECISAO
O recurso especial não foi conhecido porque a Corte de origem analisou a controvérsia com base em fatos e provas, de modo que qualquer alteração demandaria reexame fático-probatório vedado pelo enunciado n.7 do STJ; além disso, várias das teses invocadas pelo recorrente não foram apreciadas pelo tribunal a quo...
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- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 December 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento Pelo STJ
- Outcome
- Recurso especial não conhecido
- Legal Topics
- Correção Monetária, Aplicação Do IPCAE, Juros De Mora, Honorários De Sucumbência, Preclusão, Prequestionamento, Artigo 1 F Da Lei N 949497, Lei N 119602009, Reexame Fático Probatório
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Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento Pelo STJ
Legal Issues
- 1 obrigação do julgador de enfrentar apenas questões capazes de infirmar a decisão (art. 489 CPC/2015)
- 2 vedação ao reexame fático-probatório em recurso especial (Súmula 7/STJ)
- 3 inadmissibilidade por ausência de prequestionamento (Súmula 211/STJ)
Ratio Decidendi
O recurso especial não foi conhecido porque a Corte de origem analisou a controvérsia com base em fatos e provas, de modo que qualquer alteração demandaria reexame fático-probatório vedado pelo enunciado n.7 do STJ; além disso, várias das teses invocadas pelo recorrente não foram apreciadas pelo tribunal a quo (ausência de prequestionamento), incidindo a Súmula n.211 do STJ, razão pela qual o STJ não conheceu do recurso.
Court Disposition
Recurso especial não conhecido
Orders
- Nos termos do art. 255, §4º, inciso I, do Regimento Interno do STJ, não conhecer do recurso especial.
- Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, majoração em desfavor da parte recorrente no importe de 1% sobre o valor já fixado, nos termos do art. 85, §11, do CPC/2015, observados os limites percentuais dos §§2º e 3º e eventual concessão de gratuidade.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de recurso especial interposto contra Acórdão proferido no TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO, com o seguinte resumo de ementa: PROCESSUAL CIVIL CORREÇÃO MONETÁRIA APLICAÇÃO DO IPCAE (E NÃO EMENTA DA TR) ARTIGO 1F DA LEI N 949497 CC LEI N 119602009 ADI N 4357 REPERCUSSÃO GERAL JUROS DE MORA HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA INOCORRÊNCIA DA PRECLUSÃO RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO O recurso foi admitido na origem e vieram os autos ao Superior Tribunal de Justiça. É o relatório. Decido. O recurso especial não deve ser conhecido. Conforme entendimento pacífico desta Corte, "o julgador não está obrigado a responder a todas as questões suscitadas pelas partes, quando já tenha encontrado motivo suficiente para proferir a decisão". A prescrição trazida pelo art. 489 do CPC/2015 confirma a jurisprudência já sedimentada pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça, "sendo dever do julgador apenas enfrentar as questões capazes de infirmar a conclusão adotada na decisão recorrida". (EDcl no MS 21.315/DF, relatora Ministra Diva Malerbi (Desembargadora convocada TRF 3ª Região), Primeira Seção, julgado em 8/6/2016, DJe 15/6/2016.) Verifica-se que a Corte de origem analisou a controvérsia dos autos levando em consideração os fatos e provas relacionados à matéria. Assim, para se chegar à conclusão diversa seria necessário o reexame fático-probatório, o que é vedado pelo enunciado n. 7 da Súmula do STJ, segundo o qual "A pretensão de simples reexame de provas não enseja recurso especial". Relativamente às demais alegações de violação, esta Corte somente pode conhecer da matéria objeto de julgamento no Tribunal de origem. Ausente o prequestionamento da matéria alegadamente violada, não é possível o conhecimento do recurso especial. Nesse sentido, o enunciado n. 211 da Súmula do STJ: "Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos declaratórios, não foi apreciada pelo Tribunal a quo"; e, por analogia, os enunciados n. 282 e 356 da Súmula do STF. Conforme entendimento desta Corte, não há incompatibilidade entre a inexistência de ofensa ao art. 1.022 do CPC/2015 e a ausência de prequestionamento, com a incidência do enunciado n. 211 da Súmula do STJ, quanto às teses invocadas pela parte recorrente, que, entretanto, não são debatidas pelo tribunal local, por entender suficientes para a solução da controvérsia outros argumentos utilizados pelo colegiado. Nesse sentido: AgInt no AREsp 1.234.093/RJ, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 24/4/2018, DJe 3/5/2018; AgInt no AREsp 1.173.531/SP, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, julgado em 20/3/2018, DJe 26/3/2018. Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, determino a sua majoração, em desfavor da parte recorrente, no importe de 1% sobre o valor já fixado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, observados, se aplicáveis: i. os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do já citado dispositivo legal; ii. a concessão de gratuidade judiciária. Ante o exposto, nos termos do art. 255, §4º, inciso I, do Regimento Interno do STJ, não conheço do recurso especial. Publique-se. Intimem-se.