REsp 1492785 - DECISAO
O Tribunal, alinhado à jurisprudência do STJ, concluiu que o crédito presumido do IPI previsto na Lei 9.363/1996 é devido mesmo quando insumos forem adquiridos de fornecedores não contribuintes do PIS/COFINS, sendo ilegítima a restrição imposta por ato normativo secundário nessa hipótese; reconheceu-se, ainda, o direito à correção monetária (aplicação da Taxa SELIC) quando o exercício do crédito foi postergado por resistência do Fisco, nos termos da Súmula 411/STJ; por outro lado, manteve-se a possibilidade de exclusão, por norma infralegal, de vendas não tributadas da base de cálculo do benefício quando tal definibilidade foi autorizada pelo art. 6º da Lei 9.363/96; ademais, os capítulos...
- Parties
- Recorrente: FAZENDA NACIONAL; Recorrente: JTI KANNENBERG COMERCIO DE TABACOS DO BRASIL LTDA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 November 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Conheço parcialmente do recurso especial da FAZENDA NACIONAL e, nessa extensão, nego-lhe provimento; e conheço parcialmente do recurso especial de JTI KANNENBERG COMERCIO DE TABACOS DO BRASIL LTDA e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
- Legal Topics
- Crédito Presumido De IPI, Correção Monetária (atualização Monetária), Instrução Normativa, Ressarcimento De Pis/cofins, Súmula 411/stj, Súmula Vinculante 10/stf, Honorários Advocatícios
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
FAZENDA NACIONAL
Recorrente
JTI KANNENBERG COMERCIO DE TABACOS DO BRASIL LTDA
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Possibilidade de aproveitamento do crédito presumido do IPI quando insumos são adquiridos de pessoa física ou cooperativa não contribuinte do PIS/COFINS
- 2 Legalidade de restrições ao crédito presumido do IPI impostas por instrução normativa
- 3 Incidência de correção monetária (Taxa SELIC) aos créditos de IPI quando frustrado seu aproveitamento por resistência do Fisco
Ratio Decidendi
O Tribunal, alinhado à jurisprudência do STJ, concluiu que o crédito presumido do IPI previsto na Lei 9.363/1996 é devido mesmo quando insumos forem adquiridos de fornecedores não contribuintes do PIS/COFINS, sendo ilegítima a restrição imposta por ato normativo secundário nessa hipótese; reconheceu-se, ainda, o direito à correção monetária (aplicação da Taxa SELIC) quando o exercício do crédito foi postergado por resistência do Fisco, nos termos da Súmula 411/STJ; por outro lado, manteve-se a possibilidade de exclusão, por norma infralegal, de vendas não tributadas da base de cálculo do benefício quando tal definibilidade foi autorizada pelo art. 6º da Lei 9.363/96; ademais, os capítulos...
Court Disposition
Conheço parcialmente do recurso especial da FAZENDA NACIONAL e, nessa extensão, nego-lhe provimento; e conheço parcialmente do recurso especial de JTI KANNENBERG COMERCIO DE TABACOS DO BRASIL LTDA e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
Orders
- Embargos de declaração rejeitados.
- Recursos especiais admitidos.
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment