REsp 2052798 - ACORDAO

REsp 2052798 - ACORDAO

O Tribunal concluiu que não houve negativa de prestação jurisdicional pelo tribunal de origem; entendeu-se que a obrigação judicial que exigia autorização prévia da ANS para reajustes de plano coletivo é inexequível por ausência de previsão normativa, de modo que não se aplicam astreintes; excepcionalmente, diante da impossibilidade do parâmetro indicado pelo título, a aplicação dos índices anualizados pela ANS para planos individuais e familiares, adotada pela operadora e homologada na liquidação, viabiliza o cumprimento do título sem violar a coisa julgada; questão referente à RN nº 309/2012 não foi prequestionada e não foi conhecida.

Parties
Recorrente: ROSNER REPRESENTAÇÕES COMERCIAIS LTDA.; Recorrido: GOLDEN CROSS ASSISTÊNCIA INTERNACIONAL DE SAÚDE LTDA.
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
15 April 2025
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento Pela Terceira Turma; Recurso Parcialmente Conhecido E Negado Provimento
Outcome
Recurso especial parcialmente conhecido e negado provimento
Legal Topics
Cumprimento De Sentença, Plano De Saúde Coletivo, Coisa Julgada Material, Astreintes, Reajuste Anual, Agência Nacional De Saúde Suplementar ANS, Negativa De Prestação Jurisdicional, RN Nº 309/2012, Resolução ANS Nº 171/2008

Case Brief

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Parties

ROSNER REPRESENTAÇÕES COMERCIAIS LTDA.

Recorrente

GOLDEN CROSS ASSISTÊNCIA INTERNACIONAL DE SAÚDE LTDA.

Recorrido

Procedural Posture

Recurso Especial / Julgamento Pela Terceira Turma; Recurso Parcialmente Conhecido E Negado Provimento

  1. 1 Se o acórdão padece de vício de nulidade por negativa de prestação jurisdicional
  2. 2 Se a homologação do laudo pericial e a aplicação dos percentuais de reajuste anual dos contratos individuais e familiares ao contrato coletivo afronta a coisa julgada material
  3. 3 Se houve descumprimento da decisão transitada em julgado para fins de incidência de astreintes

Ratio Decidendi

O Tribunal concluiu que não houve negativa de prestação jurisdicional pelo tribunal de origem; entendeu-se que a obrigação judicial que exigia autorização prévia da ANS para reajustes de plano coletivo é inexequível por ausência de previsão normativa, de modo que não se aplicam astreintes; excepcionalmente, diante da impossibilidade do parâmetro indicado pelo título, a aplicação dos índices anualizados pela ANS para planos individuais e familiares, adotada pela operadora e homologada na liquidação, viabiliza o cumprimento do título sem violar a coisa julgada; questão referente à RN nº 309/2012 não foi prequestionada e não foi conhecida.

Court Disposition

Recurso especial parcialmente conhecido e negado provimento

Orders

  • Conhecer parcialmente do recurso especial e negar-lhe provimento.
  • Não cabe a majoração dos honorários sucumbenciais prevista no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil.