AREsp 2362452 - ACORDAO
Por tratar-se de decisão monocrática que manteve provimento favorável ao BANCO, este não tinha interesse recursal para interpor agravo interno; a utilização do agravo interno como sucedâneo de agravo de instrumento não interposto tempestivamente configurou abuso do direito de recorrer e violação dos deveres de lealdade e boa-fé, justificando a multa com fundamento no art. 77, incs. II, III, IV e VI, do CPC. O reexame da legalidade da sanção não implicou revolvimento probatório vedado pela Súmula 7 do STJ, por se limitar à requalificação jurídica de fatos incontroversos. Assim, manteve-se a sanção e negou-se provimento ao recurso especial.
- Parties
- Recorrente: BANCO DO BRASIL S/A; Recorrido: LUIZ EDUARDO DE MATTOS PIMENTA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 October 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Recurso (conhecimento E Provimento Negado)
- Outcome
- negou provimento ao recurso especial
- Legal Topics
- Cumprimento De Sentença, Ação Civil Pública, Cédula De Crédito Rural, Plano Collor I, Agravo Interno, Litigância De Má Fé, Multa Por Abuso Do Direito De Recorrer, Preclusão, Competência Jurisdicional, Liquidação
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
BANCO DO BRASIL S/A
Recorrente
LUIZ EDUARDO DE MATTOS PIMENTA
Recorrido
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Recurso (conhecimento E Provimento Negado)
Legal Issues
- 1 ausência de interesse recursal na interposição de agravo interno contra decisão favorável
- 2 caracterização de abuso do direito de recorrer e violação dos deveres de lealdade e boa-fé processual
- 3 aplicabilidade da multa prevista no art. 77, incs. II, III, IV e VI, do CPC
Ratio Decidendi
Por tratar-se de decisão monocrática que manteve provimento favorável ao BANCO, este não tinha interesse recursal para interpor agravo interno; a utilização do agravo interno como sucedâneo de agravo de instrumento não interposto tempestivamente configurou abuso do direito de recorrer e violação dos deveres de lealdade e boa-fé, justificando a multa com fundamento no art. 77, incs. II, III, IV e VI, do CPC. O reexame da legalidade da sanção não implicou revolvimento probatório vedado pela Súmula 7 do STJ, por se limitar à requalificação jurídica de fatos incontroversos. Assim, manteve-se a sanção e negou-se provimento ao recurso especial.
Court Disposition
negou provimento ao recurso especial
Orders
- Agravo conhecido para conhecer do recurso especial e negar-lhe provimento
- Manutenção da multa aplicada pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Full Case Text
Judgment text and source record
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