AREsp 2470875 - DECISAO
O agravo não merece provimento porque a alegação genérica de nulidade por deficiência de fundamentação atrai a Súmula 284/STF; não houve demonstração de prejuízo concreto (pas de nullité sans grief), e o Tribunal de origem analisou adequadamente as questões submetidas, podendo conceder prazo para juntada da memória...
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- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 20 March 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial (agravo De Instrumento Na Origem) / Decisão De Não Provimento Ao Agravo
- Outcome
- Negado provimento ao agravo
- Legal Topics
- Cumprimento De Sentença, Fundamentação De Decisões, Nulidade Processual, Cerceamento De Defesa, Intimação, Memória De Cálculo, Honorários Advocatícios, Princípio Pas De Nullité Sans Grief, Instrumentalidade Das Formas, Súmulas Do Stj/stf
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Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial (agravo De Instrumento Na Origem) / Decisão De Não Provimento Ao Agravo
Legal Issues
- 1 violação aos arts. 11, 85, § 1º, 489, 524, I, II e III, 771, 801 e 1.022 do Código de Processo Civil
- 2 nulidade por deficiência de fundamentação (arts. 489 e 1.022 CPC)
- 3 ausência de demonstrativo discriminado e atualizado do débito (art. 524 CPC)
Ratio Decidendi
O agravo não merece provimento porque a alegação genérica de nulidade por deficiência de fundamentação atrai a Súmula 284/STF; não houve demonstração de prejuízo concreto (pas de nullité sans grief), e o Tribunal de origem analisou adequadamente as questões submetidas, podendo conceder prazo para juntada da memória discriminada e atualizada do débito nos termos do art. 524 do CPC, com suporte nos arts. 801 e 771 para emenda do requerimento, sendo inviável nesta instância reexaminar fatos e provas por força da Súmula 7/STJ.
Court Disposition
Negado provimento ao agravo
Orders
- Nego provimento ao agravo
- Deixo de majorar os honorários nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo contra decisão que não admitiu o recurso especial interposto em face de acórdão assim ementado (fl. 130): CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. Admissível a correção, de ofício, do rumo do cumprimento de sentença, para fim de dar fiel cumprimento ao julgado, em respeito à coisa julgada, visto que nula a execução que se processa em desconformidade com o título executivo judicial. Decisão mantida. Recurso desprovido. Cuida-se, na origem, de agravo de instrumento apresentado pela parte executada, ora agravante, contra decisão que, nos autos de cumprimento de sentença, deferiu prazo à parte agravada para a juntada da memória de cálculo. O recurso foi desprovido pelo Tribunal de origem. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Nas razões do recurso especial (fls. 164-180), a agravante sustenta violação aos arts. 11, 85, § 1º, 489, 524, I, II e III, 771, 801 e 1.022 do Código de Processo Civil. Aponta nulidade no acórdão impugnado, por ausência de fundamentação. Alega ser claramente perceptível que "a decisão não está suficientemente fundamentada, tornando-a nula de pleno direito. Registre-se, a propósito, que, instado a corrigir o vício nos subsequentes embargos de declaração, o órgão julgador limitou-se a rejeitá-los por fundamentos absolutamente genéricos. Com efeito, consoante o princípio da devolutividade dos recursos, incumbe ao Tribunal recorrido manifestar-se acerca das matérias necessária ao deslinde da controvérsia e que tenham sidos submetidas à sua apreciação". Alega que a parte agravada não instruiu o requerimento de cumprimento de sentença com o demonstrativo descriminado e atualizado do crédito. Aduz que: "O nobre julgador de primeira instância reconheceu expressamente que competia ao exequente providenciar a juntada do demonstrativo atualizado e discriminado do débito, contudo, ao invés de extinguir o feito, com condenação dos recorridos ao pagamento de honorários, concedeu indevidamente prazo para regularização". Considera que houve violação ao devido processo legal e ao direito à ampla defesa e ao contraditório, tendo em vista que os recorridos, ao dar início ao cumprimento de sentença, deixaram de apresentar o imprescindível memorial de débito, o que resultou na impossibilidade de apresentar impugnação. Defende a extinção do pleito executivo, com o arbitramento de verba honorária em desfavor da parte agravada. Contrarrazões apresentadas às fls. 208-217. Juízo negativo de admissibilidade, ensejando a interposição do presente agravo. Assim delimitada a controvérsia, passo a decidir. O presente agravo não comporta provimento. Inicialmente, no que se refere à alegada nulidade por deficiência de fundamentação, cumpre ressaltar que o recurso especial que suscita violação aos arts. 489 e 1.022 do CPC/2015 de maneira genérica é deficiente em sua fundamentação e atrai a aplicação do óbice da Súmula 284 do STF. Esta Corte já assentou que "a mera referência aos vícios previstos nos arts. 489 e 1.022 do NCPC, sem a particularização das teses e dos fundamentos considerados omissos ou enfrentados de forma deficiente pela Corte de origem, constitui alegação genérica, incapaz de evidenciar o malferimento da lei federal invocada, incidindo o óbice da Súmula 284/STF" (AgInt no AREsp n. 2.299.436/SP, Relator Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado em 19/6/2023, DJe de 23/6/2023). Conforme o adágio pas de nullité sans grief, não se declara a nulidade do ato processual, se dele não advier efetivo prejuízo. Sem a demonstração de prejuízo pela parte, não é passível de anulação o ato judicial. Com efeito: "Nos termos da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, inexiste nulidade processual quando ausente prejuízo às partes, (pas de nulitté sans grief) em observância ao princípio da instrumentalidade das formas no âmbito do direito processual" (AgInt no AREsp n. 1.675.648/SP, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em 28/9/2020, DJe de 1º/10/2020). AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL. 1. OFENSA AO ART. 1.022 DO CPC/2015. NÃO CONFIGURADA. 2. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO. NULIDADE DOS ATOS PROCESSUAIS NÃO DECLARADA TENDO EM VISTA A AUSÊNCIA DE PREJUÍZOS. PAS DE NULLITÉ SANS GRIEF. SÚMULAS 7 E 83/STJ. 3. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. FALTA DE DEMONSTRAÇÃO. 4. AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. 1. A apontada violação ao art. 1.022 do CPC/2015 não se sustenta, uma vez que o Tribunal de origem examinou, de forma fundamentada, todas as questões que foram submetidas à apreciação judicial na medida necessária para o deslinde da controvérsia, ainda que tenha decidido em sentido contrário à pretensão da parte recorrente. 2. A ausência de intimação do procurador do recorrente as decisões que seguiram à de mov. 85.1, como asse verado pelo Tribunal local, só ensejaria a declaração da nulidade se causasse efetivo prejuízo à parte que a alegou, conforme preconiza a máxima do sistema das nulidades processuais pas de nullité sans grief e o princípio da instrumentalidade das formas, o que não ocorreu na hipótese dos autos. 2.1. Reverter a conclusão do colegiado originário, para acolher a pretensão recursal, demandaria necessariamente o revolvimento do acervo fático-probatório dos autos, o que é vedado em virtude da natureza excepcional da via eleita, conforme a Súmula n. 7 do Superior Tribunal de Justiça. 3. A mera transcrição de ementas e excertos, desprovida da realização do necessário cotejo analítico entre os arestos confrontados, mostra-se insuficiente para comprovar a divergência jurisprudencial ensejadora da abertura da via especial com esteio na alínea c do permissivo constitucional. Incidência da Súmula 284/STF. 4. Agravo interno improvido. (AgInt no AREsp n. 2.188.680/PR, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, julgado em 13/3/2023, DJe de 16/3/2023.) AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO, NA ORIGEM. EXECUÇÃO DE ALIMENTOS. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. MERA ATUALIZAÇÃO DO DÉBITO. AUSÊNCIA DE PRÉVIA INTIMAÇÃO DO EXECUTADO ANTES DA HOMOLOGAÇÃO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE. PREJUÍZO NÃO DEMONSTRADO. AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. 1. Não há violação dos arts. 489 e 1.022 do CPC/2015 quando o eg. Tribunal de origem aprecia a controvérsia de forma completa e fundamentada, não incorrendo em omissão, obscuridade ou contradição. 2. "É necessária a prova de prejuízo efetivo e concreto à parte que alega a nulidade, pois, em nosso ordenamento jurídico, vigoram os princípios da pas de nullité sans grief e da instrumentalidade das formas" (AgInt no AgInt no AREsp 1.480.468/SP, Relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, julgado em 31/5/2021, DJe de 7/6/2021). 3. Na espécie, ao alegar a nulidade da decisão que homologou os cálculos de atualização da dívida, era dever do executado apontar, precisamente, quais vícios haveria no laudo técnico-contábil, de modo a demonstrar a ocorrência de efetivo prejuízo no procedimento adotado em 1º grau, o que, porém, não foi observado. 4. Agravo interno improvido. (AgInt no AREsp n. 2.092.146/MT, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, julgado em 3/10/2022, DJe de 21/10/2022.) Verifica-se que o Tribunal de origem, em incursão aos elementos probatórios dos autos, afastou a alegação de que houve nulidade por cerceamento de defesa, em razão do deferimento de prazo para que a parte agravada providenciasse em momento posterior a juntada da memória atualizada e discriminada do débito, com intimação da parte executada. Confira-se a fundamentação exarada pela Corte estadual (fls. 130-133): Trata-se de agravo de instrumento interposto contra decisão, digitalizada às fls. 107 (autos originários), que deferiu prazo, de 10 dias, para os agravados providenciarem a juntada da memória atualizada e discriminada do débito. A agravante sustentou, em síntese, que a execução deveria ser extinta, tendo em vista a ausência de demonstrativo do débito, com a condenação dos agravados no pagamento dos honorários advocatícios. Salientou que a inobservância ao procedimento legal, previsto no CG Nº 16/2016 deste Tribunal de Justiça e artigo 524 do Código de Processo Civil, inviabiliza a apresentação de impugnação e, portanto, implica violação aos princípios constitucionais do devido processo legal, ampla defesa e contraditório. .. A decisão recorrida deixou consignado (fls. 107 autos originários): "(..) Vistos. Conheço os embargos de declaração e os PROVEJO, uma vez que, em caso de cumprimento de sentença, ainda que provisório, compete ao exequente providenciar a juntada do demonstrativo atualizado e discriminado do débito, nos termos do artigo 520 c.c artigo 524, ambos do Código de Processo Civil, sendo que a remessa ao contador será devida para dirimir eventual controvérsia de valores. Posto isso, concedo o prazo de 10 (dez) dias para que os exequentes providenciem a juntada da memória atualizada e discriminada do débito. Feito isso, intime-se a executada, nos moldes de fls. 91, parágrafo 4º. Int". O inconformismo não merece acolhimento. Admissível a correção, de ofício, do rumo do cumprimento de sentença, para fim de dar fiel cumprimento ao julgado, em respeito à coisa julgada, visto que nula a execução que se processa em desconformidade com o título executivo judicial. .. Assim, no cumprimento de sentença, por força do art. 524, caput, II a VI, do CPC, incumbe à parte credora apresentar demonstrativo de débito, discriminado e atualizado, com especificação, de forma justificada, do critério de cálculo e parcelas considerados, inclusive com a juntada de documentos relativos aos dados necessários, ainda que não juntados anteriormente aos autos, para as operações aritméticas necessárias à apuração do valor do crédito exequendo, em conformidade com o título executivo judicial, impondo-se, em caso de omissão, a abertura de prazo para suprir a omissão, com emenda do requerimento, no prazo de 15 dias, por aplicação do disposto nos arts. 801, c.c. 771, do CPC. (destacou-se) Em tal contexto, rever a conclusão do acórdão recorrido - para aferir a ocorrência de prejuízo de declarar a nulidade por cerceamento de defesa - demandaria o reexame do acervo fático dos autos, o que encontra óbice no enunciado n. 7 da Súmula do STJ. Confiram-se, a propósito: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL - AÇÃO CONDENATÓRIA - DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU PROVIMENTO AO RECLAMO. INSURGÊNCIA RECURSAL DA AUTORA. .. 3. Nos termos da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, inexiste nulidade processual quando ausente prejuízo às partes, (pas de nulitté sans grief) em observância ao princípio da instrumentalidade das formas no âmbito do direito processual. Precedentes. 3.1. O Tribunal local, diante das particularidades da causa, assentou que a não prolação de decisão de saneamento não gerou qualquer prejuízo às partes. Incidência das Súmulas 7 e 83 do STJ. 4. Não configura cerceamento de defesa o julgamento antecipado da lide quando o Tribunal de origem entender adequadamente instruído o feito, declarando a prescindibilidade de produção probatória, por se tratar de matéria eminentemente de direito ou de fato já provado documentalmente. 4.1 No caso, a verificação da necessidade da produção de outras provas, faculdade adstrita ao magistrado, demanda revolvimento de matéria fática, inviável em recurso especial, providência vedada pela Súmula 7/STJ. 5. Agravo interno desprovido. (AgInt no AREsp n. 1.675.648/SP, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 28/9/2020, DJe de 1/10/2020.) AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO MONITÓRIA. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS EDUCACIONAIS. DOCUMENTOS. JUNTADA. PRINCÍPIO DA INSTRUMENTALIDADE DAS FORMAS. PREJUÍZO. NULIDADE. AUSÊNCIA. REVISÃO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS NºS 5 E 7/STJ. FUNDAMENTO SUFICIENTE. FALTA DE IMPUGNAÇÃO. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA Nº 283/STF. 1. Recurso especial interposto contra acórdão publicado na vigência do Código de Processo Civil de 2015 (Enunciados Administrativos nºs 2 e 3/STJ). 2. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que a demonstração de prejuízo para a defesa é imprescindível para a ocorrência da nulidade, o que decorre do princípio da instrumentalidade das formas adotado pelo sistema processual civil vigente. 3. Reapreciar a conclusão do tribunal de origem, acerca da ausência de nulidade da sentença pela juntada posterior de documentos pelo autor, sequer mencionados na sentença, encontra óbice nas Súmulas nºs 5 e 7 do Superior Tribunal de Justiça, haja vista a necessidade de reexame de circunstâncias fáticas da causa e de cláusulas contratuais. 4. A interposição do recurso especial, deixando a parte recorrente de infirmar especificamente os fundamentos suficientes do acórdão recorrido, atrai a incidência da Súmula nº 283 do Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp n. 1.253.664/SP, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 12/6/2018, DJe de 19/6/2018.) AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. NULIDADE NA INTIMAÇÃO. IRREGULARIDADE DE REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. INSTRUMENTALIDADE DAS FORMAS. NÃO COMPROVAÇÃO DE PREJUÍZO. SÚMULA 7. AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. Em atenção ao princípio da instrumentalidade das formas, o reconhecimento da nulidade de atos processuais exige efetiva demonstração de prejuízo suportado pela parte interessada (pas de nullité sans grief). Precedentes. 2. O Tribunal de origem consignou que a intimação irregular não acarretou prejuízos às partes. A alteração do entendimento lançado no acórdão recorrido demandaria o revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos, providência vedada nesta Corte, a teor da Súmula 7/STJ. 3. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp n. 794.916/MG, relator Ministro Lázaro Guimarães (Desembargador Convocado do TRF 5ª Região), Quarta Turma, julgado em 7/8/2018, DJe de 13/8/2018.) CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. PREVIDÊNCIA PRIVADA. AÇÃO DE COBRANÇA. RESERVA DE POUPANÇA. EXPURGOS INFLACIONÁRIOS. LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA. OFENSA AO ART. 535 DO CPC. NÃO OCORRÊNCIA. CERCEAMENTO DE DEFESA. PREJUÍZO NÃO DEMONSTRADO. PRINCÍPIO PAS DE NULLITÉ SANS GRIFE. SÚMULAS NºS 7 E 83, AMBAS DO STJ. RECURSO NÃO CONHECIDO. .. 3. Esta Corte de Justiça firmou o entendimento de que, em homenagem ao princípio pas de nullité sans grief, a parte, ao requerer o reconhecimento de nulidade, deverá comprovar o efetivo prejuízo sofrido, o que não ocorreu no caso dos autos. O Tribunal de origem concluiu que a homologação antecipada dos cálculos da perícia contábil não causou nenhum prejuízo a entidade. Assim, não há falar em nulidade da decisão de piso nem ainda em cerceamento de defesa. O que atrai a aplicação da Súmula nº 83 do STJ. 4. A revisão do entendimento a que chegou o Tribunal de origem em relação à inexistência de nulidade e/ou acerto do cálculo contábil, seria necessário o reexame dos elementos fático-probatórios, soberanamente delineados pelas instâncias ordinárias, o que é defeso nessa fase recursal a teor da Súmula nº 7 do STJ. 5. Agravo regimental não provido. (AgRg no REsp n. 1.343.272/MG, relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, julgado em 17/3/2016, DJe de 30/3/2016.) Em face do exposto, nego provimento ao agravo. Deixo de majorar os honorários nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, visto que o recurso especial foi interposto nos autos de agravo de instrumento que ataca decisão interlocutória. Intimem-se. EMENTA