AREsp 2725382 - DECISAO
Não conhecer do recurso especial porque o Tribunal de origem aplicou a jurisprudência consolidada (Súmula 507/STJ) concluindo pela inacumulabilidade do auxílio-acidente com a aposentadoria quando ambos posteriores a 11/11/1997; ademais, não houve demonstração de dissídio jurisprudencial apto a autorizar o recurso e...
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- Parties
- Parte Autora: parte autora; Autarquia Previdenciária: INSS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 November 2024
- Procedural Posture
- Agravo De Instrumento Em Sede De Cumprimento De Sentença; Recurso Especial Interposto Ao STJ / Julgamento Do Recurso Especial (recurso Não Conhecido)
- Outcome
- Recurso especial não conhecido.
- Legal Topics
- Cumprimento De Sentença, Auxílio Acidente, Aposentadoria Especial, Inacumulabilidade De Benefícios, Súmula E Jurisprudência
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Parties
parte autora
Parte Autora
INSS
Autarquia Previdenciária
Procedural Posture
Agravo De Instrumento Em Sede De Cumprimento De Sentença; Recurso Especial Interposto Ao STJ / Julgamento Do Recurso Especial (recurso Não Conhecido)
Legal Issues
- 1 Inacumulabilidade do auxílio-acidente com aposentadoria quando ambos posteriores a 11/11/1997
- 2 Possibilidade de desconto dos valores recebidos administrativamente a título de auxílio-acidente sobre valores de aposentadoria decretada no título exequendo
- 3 Vedação ao reexame fático-probatório em recurso especial
Ratio Decidendi
Não conhecer do recurso especial porque o Tribunal de origem aplicou a jurisprudência consolidada (Súmula 507/STJ) concluindo pela inacumulabilidade do auxílio-acidente com a aposentadoria quando ambos posteriores a 11/11/1997; ademais, não houve demonstração de dissídio jurisprudencial apto a autorizar o recurso e é vedado o reexame fático-probatório (Súmula 7/STJ).
Court Disposition
Recurso especial não conhecido.
Orders
- Conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo
- Não conheço do recurso especial
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Na origem, trata-se de agravo de instrumento em sede de cumprimento de sentença. Na decisão, decidiu-se questões referentes a deduções de valores recebidos administrativamente referentes ao benefício de auxílio-acidente NB 94/538.762.595-0. No Tribunal a quo, a decisão foi mantida. O recurso especial foi interposto no TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3ª REGIÃO contra acórdão com o seguinte resumo de ementa: PROCESSO CIVIL. PREVIDENCIÁRIO. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. INACUMULABILIDADE DO AUXÍLIO-ACIDENTE PERCEBIDO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO COM A APOSENTADORIA CONCEDIDA NO TÍTULO EXEQUENDO - DESCONTOS DEVIDOS. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. O C. Superior Tribunal de Justiça, ao apreciar o R Esp nº 1.296.673 (representativo de controvérsia), pacificou entendimento no sentido de que a acumulação do auxílio-acidente com proventos de aposentadoria pressupõe que a eclosão da lesão incapacitante, ensejadora do direito ao auxílio-acidente, e o início da aposentadoria sejam anteriores à alteração do art. 86, §§ 2º e 3º, da Lei nº 8.213/91, promovida em 11/11/1997 pela Medida Provisória nº 1.596-14/97. Nesse sentido, foi editada a Súmula 507/STJ: "A acumulação de auxílio-acidente com aposentadoria pressupõe que a lesão incapacitante e a aposentadoria sejam anteriores a 11/11/1997, observado o critério do art. 23 da Lei n. 8.213/91 para definição do momento da lesão nos casos de doença profissional ou do trabalho". Considerando que (i) a parte autora recebeu benefício de auxílio-acidente, no período compreendido entre 12/09/2013 e 31/07/2014; (ii) que o título exequendo determinou ao INSS a implantação de benefício de aposentadoria especial com DIB em 12.09.2013, tendo a autarquia previdenciária iniciado o pagamento em 01.07.2015; e (iii) que ambos os benefícios são posteriores a 11.11.1997; constata-se que os valores recebidos a título de auxílio-acidente são inacumuláveis com os valores devidos a título da aposentadoria impost ano título exequendo, motivo pelo qual correto o desconto determinado na origem e mantido na decisão agravada, na forma do precedente obrigatório e na Súmula antes mencionados. Agravo interno desprovido.. Após interposição de agravo em recurso especial, vieram os autos ao Superior Tribunal de Justiça. É o relatório. Decido. O recurso especial não deve ser conhecido. A Corte de origem bem analisou a controvérsia com base nos seguintes fundamentos: Nesse cenário, considerando que (i) a parte autora recebeu benefício de auxílio-acidente, no período compreendido entre 12/09/2013 e 31/07/2014; (ii) que o título exequendo determinou ao INSS a implantação de benefício de aposentadoria especial com DIB em 12.09.2013, tendo a autarquia previdenciária iniciado o pagamento em 01.07.2015; e (iii) que ambos os benefícios são posteriores a 11.11.1997; constata-se que os valores recebidos a título de auxílio-acidente são inacumuláveis com os valores devidos a título da aposentadoria impost ano título exequendo, motivo pelo qual correto o desconto determinado na origem e mantido na decisão agravada, na forma do precedente obrigatório e na Súmula antes mencionados. Não há violação do art. 1.022 do CPC/2015 (antigo art. 535 do CPC/1973) quando o Tribunal a quo se manifesta clara e fundamentadamente acerca dos pontos indispensáveis para o desate da controvérsia, apreciando-a (art. 165 do CPC/73 e do art. 489 do CPC/2015), apontando as razões de seu convencimento, ainda que de forma contrária aos interesses da parte, como verificado na hipótese. Conforme entendimento pacífico desta Corte, "o julgador não está obrigado a responder a todas as questões suscitadas pelas partes, quando já tenha encontrado motivo suficiente para proferir a decisão". A prescrição trazida pelo art. 489 do CPC/2015 confirma a jurisprudência já sedimentada pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça, "sendo dever do julgador apenas enfrentar as questões capazes de infirmar a conclusão adotada na decisão recorrida". EDcl no MS 21.315/DF, relatora Ministra Diva Malerbi (Desembargadora convocada TRF 3ª Região), Primeira Seção, julgado em 8/6/2016, DJe 15/6/2016. Quanto à matéria de fundo, verifica-se que a Corte de origem analisou a controvérsia dos autos levando em consideração os fatos e provas relacionados à matéria. Assim, para se chegar à conclusão diversa seria necessário o reexame fático-probatório, o que é vedado pelo enunciado n. 7 da Súmula do STJ, segundo o qual "A pretensão de simples reexame de provas não enseja recurso especial". O dissídio jurisprudencial viabilizador do recurso especial pela alínea c do permissivo constitucional não foi demonstrado nos moldes legais, pois, além da ausência do cotejo analítico e de não ter apontado qual dispositivo legal recebeu tratamento diverso na jurisprudência pátria, não ficou evidenciada a similitude fática e jurídica entre os casos colacionados que teriam recebido interpretação divergente pela jurisprudência pátria. Ressalte-se ainda que a incidência do enunciado n. 7, quanto à interposição pela alínea a, impede o conhecimento da divergência jurisprudencial, diante da patente impossibilidade de similitude fática entre acórdãos. Nesse sentido: AgInt no AREsp 1.044.194/SP, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado em 19/10/2017, DJe 27/10/2017. Para a caracterização da divergência, nos termos do art. 1.029, § 1º, do CPC/2015 e do art. 255, §§ 1º e 2º, do RISTJ, exige-se, além da transcrição de acórdãos tidos por discordantes, a indicação de dispositivo legal supostamente violado, a realização do cotejo analítico do dissídio jurisprudencial invocado, com a necessária demonstração de similitude fática entre o aresto impugnado e os acórdãos paradigmas, assim como a presença de soluções jurídicas diversas para a situação, sendo insuficiente, para tanto, a simples transcrição de ementas, como no caso. Nesse sentido: AgInt no AREsp 1.235.867/SP, relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, julgado em 17/5/2018, DJe 24/5/2018; AgInt no AREsp 1.109.608/SP, relator Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, julgado em 13/3/2018, DJe 19/3/2018; REsp 1.717.512/AL, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 17/4/2018, DJe 23/5/2018. Ademais, verifica-se que o Tribunal de origem decidiu a matéria em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Incide, portanto, o disposto no enunciado n. 83 da Súmula do STJ, segundo o qual: "Não se conhece do recurso especial pela divergência, quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida". Ante o exposto, nos termos do art. 253, parágrafo único, II, a, do Regimento Interno do STJ, conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo, e não conheço do recurso especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA