ExeMS 16160 - DECISAO
Reconhecido o pagamento administrativo via Termo de Adesão 236-A e verificadas as circunstâncias que afastam a má-fé (idade e falecimento do exequente, falta de informação aos sucessores e ausência de resistência infundada da parte adversa), não se admite a condenação por litigância de má-fé nem a inversão do ônus...
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- Parties
- Sucessor Do Exequente: Roberto Arraes de Alencar; Sucessor Do Exequente: Ricardo Arraes de Alencar; Sucessora Do Exequente: Mariana Arraes de Alencar Barbosa; Sucessor Do Exequente: Diego Arraes de Alencar Fernandes; Executada: União; Exequente: parte exequente
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 29 April 2025
- Procedural Posture
- Execução Em Mandado De Segurança / Decisão De Extinção Da Execução
- Outcome
- Impugnação procedente; extinção da Execução em Mandado de Segurança.
- Legal Topics
- Cumprimento De Sentença, Honorários De Sucumbência, Litigância De Má Fé, Regularização Do Polo Ativo, Termo De Adesão
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Parties
Roberto Arraes de Alencar
Sucessor Do Exequente
Ricardo Arraes de Alencar
Sucessor Do Exequente
Mariana Arraes de Alencar Barbosa
Sucessora Do Exequente
Diego Arraes de Alencar Fernandes
Sucessor Do Exequente
União
Executada
parte exequente
Exequente
Procedural Posture
Execução Em Mandado De Segurança / Decisão De Extinção Da Execução
Legal Issues
- 1 Reconhecimento de pagamento administrativo por Termo de Adesão 236-A
- 2 Pedido de condenação por litigância de má-fé
- 3 Pedido de inversão do ônus sucumbencial/honorários de sucumbência na execução
Ratio Decidendi
Reconhecido o pagamento administrativo via Termo de Adesão 236-A e verificadas as circunstâncias que afastam a má-fé (idade e falecimento do exequente, falta de informação aos sucessores e ausência de resistência infundada da parte adversa), não se admite a condenação por litigância de má-fé nem a inversão do ônus sucumbencial; ademais, nos termos do Tema Repetitivo 1232/STJ, não são devidos honorários de sucumbência na execução de sentença proveniente de Mandado de Segurança individual, razão pela qual a impugnação ao cumprimento de sentença foi julgada procedente e a execução extinta.
Court Disposition
Impugnação procedente; extinção da Execução em Mandado de Segurança.
Orders
- Primeiramente, determino a regularização do polo ativo, mediante inclusão dos sucessores cuja habilitação requerida fica desde já deferida, ou seja, Roberto Arraes de Alencar, Ricardo Arraes de Alencar, Mariana Arraes de Alencar Barbosa e Diego Arraes de Alencar Fernandes.
- Julgo procedente a impugnação ao cumprimento de sentença e determino a extinção da Execução em Mandado de Segurança.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Primeiramente, determino a regularização do polo ativo, mediante inclusão dos sucessores cuja habilitação requerida fica desde já deferida, ou seja, Roberto Arraes de Alencar, Ricardo Arraes de Alencar, Mariana Arraes de Alencar Barbosa e Diego Arraes de Alencar Fernandes. Quanto ao presente feito, a manifestação da parte exequente (fls. 90-105) indica o reconhecimento de que o valor pleiteado foi integralmente pago administrativamente, como decorrência da assinatura do Termo de Adesão 236-A, em 09/02/2011, o que implica reconhecimento da procedência do argumento veiculado pela União. Diferente, porém, é a solução a ser dada aos pleitos de condenação da parte exequente à litigância de má-fé (pedido da União) e da União ao pagamento dos honorários de sucumbência (pedido dos sucessores do exequente). Com efeito, mostra-se bastante plausível a argumentação dos sucessores, no que se refere à ausência de má-fé, como decorrência das circunstâncias fáticas que envolvem a questão (ajuizamento da Execução em 10/08/2021, momento no qual o exequente tinha 88 anos, com falecimento pouquíssimo tempo após - em 23/08/2021 - , sem que este tenha informado os sucessores da existência do Termo de Adesão). Além disso, como bem observado por eles (sucessores), nenhuma das partes (o então impetrante do writ ou a União) providenciou a informação, ao longo da tramitação do Mandado de Segurança, do acordo administrativo realizado entre as partes. Mais importante, contudo, é verificar que, tão logo a questão tenha sido trazida ao juízo (da execução), a parte adversa, na primeira oportunidade, não manifestou resistência infundada contra a alegação da União - pelo contrário, admitiu que o procedimento de checagem confirmou a autenticidade do documento que deu origem ao pagamento administrativo. Nesse contexto não caracterizada a má-fé. Quanto ao pleito de inversão do ônus sucumbencial, igualmente não se sustenta, seja porque, em primeiro lugar, qualquer uma das partes poderia ou deveria ter comunicado a quitação administrativa antes do trânsito em julgado da sentença exequenda, seja porque não houve sucumbência mínima da União, e, também, pelo fato de que, conforme decidido no julgamento do Tema Repetitivo 1232/STJ, não cabem honorários de sucumbência na Execução de Sentença proferida em Mandado de Segurança individual. Diante do exposto, julgo procedente a impugnação ao cumprimento de sentença e determino a extinção da Execução em Mandado de Segurança . Publique-se. Intimem-se. EMENTA