AREsp 2872838 - DECISAO
Reconsiderou-se a decisão da Presidência para conhecer do agravo interno e negou-se provimento por ausência de demonstração do excesso de penhora nos autos e por se tratar de matéria que demandaria reexame de provas e circunstâncias fáticas, providência vedada ao STJ pela Súmula 7; ademais, a impenhorabilidade do...
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- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 July 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno / Reconsideração Da Decisão Da Presidência E Novo Exame Do Agravo Em Recurso Especial
- Outcome
- Reconsiderada a decisão da Presidência para conhecer do agravo interno e negado provimento ao agravo.
- Legal Topics
- Cumprimento De Sentença, Excesso De Penhora, Impenhorabilidade De Imóvel Rural, Agravo Interno, Recurso Especial, Súmula 7/stj, Súmula 182/stj
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Procedural Posture
Agravo Interno / Reconsideração Da Decisão Da Presidência E Novo Exame Do Agravo Em Recurso Especial
Legal Issues
- 1 admissibilidade do agravo em recurso especial
- 2 aplicação da Súmula 182/STJ
- 3 excesso de penhora
Ratio Decidendi
Reconsiderou-se a decisão da Presidência para conhecer do agravo interno e negou-se provimento por ausência de demonstração do excesso de penhora nos autos e por se tratar de matéria que demandaria reexame de provas e circunstâncias fáticas, providência vedada ao STJ pela Súmula 7; ademais, a impenhorabilidade do imóvel rural não restou demonstrada nos termos exigidos pela jurisprudência (REsp n. 1.913.236/MT).
Court Disposition
Reconsiderada a decisão da Presidência para conhecer do agravo interno e negado provimento ao agravo.
Orders
- Reconsiderar a decisão da Presidência do STJ
- Conhecer do agravo nos próprios autos
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interno (fls. 22 0-230) interposto contra decisão da Presidência desta Corte que não conheceu do agravo em recurso especial. Em suas razões, a parte agravante aduz que impugnou todos os fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso especial, não podendo o agravo ser rejeitado com base na Súmula n. 182/STJ. Ao final, pede a reconsideração da decisão monocrática ou a apreciação do agravo pelo Colegiado. Sem contrarrazões (fl. 235). É o relatório. Decido. A parte recorrente atacou todos os fundamentos da decisão que não admitiu o recurso especial, não havendo falar em aplicação da Súmula n. 182/STJ. Assim, reconsidero a decisão agravada, proferida pela Presidência do STJ, e passo a novo exame do recurso. Na origem, o recurso especial foi inadmitido em virtude da incidência da Súmula n. 7 (fls. 195-197). O acórdão recorrido está assim ementado (fl. 110): AGRAVO DE INSTRUMENTO. EMBARGOS À EXECUÇÃO. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. EXCESSO DE PENHORA NÃO VERIFICADO . CONSTRIÇÃO DE PROPRIEDADE RURAL. ARGUIÇÃO DE IMPENHORABILIDADE. NÃO COMPROVAÇÃO DOS REQUISITOS. DECI SÃO MANTIDA. 1. Não é possível o reconhecimento de eventual excesso de penhora antes da avaliação (art. 874, I, do CPC), assim como não deve ser limitado o direito do credor de indicar todos os bens para a satisfação de seu crédito. 2. Segundo o posicionamento do STJ, a impenhorabilidade do imóvel rural depende do preenchimento de dois requisitos, quais sejam, que a dimensão da área seja qualificada como pequena, nos termos da lei de regência, e que a propriedade seja trabalhada pelo agricultor e sua família atendendo a sua subsistência (REsp n. 1.913.236/MT), critérios que não foram comprovados pelos agravantes. 3. Entregue a prestação jurisdicional decorrente da interposição do agravo de instrumento, ao teor do artigo 157, parágrafo único, do RITJGO, resta prejudicado o agravo interno interposto contra a decisão liminar. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. AGRAVO INTERNO PREJUDICADO. Os embargos de declaração foram rejeitados (fls. 135-143). Nas razões do recurso especial (fls. 148-157), fundamentado no art. 105, III, "a", da CF, a parte recorrente apontou ofensa aos arts. 850 e 874, I, do CPC. Sustentou, em síntese, excesso de execução, visto que os bens avaliados e penhorados superam o valor do débito exequendo. A insurgência não merece prosperar. Consta nos autos que a Corte estadual afastou o alegado excesso da execução, nos seguintes termos (fl. 112): Ao que ressumbra do caderno processual de origem, ini ciada a fase de cumprimento de sentença, os executados/agravantes foram intimados para pagar o débito, contudo, permaneceram inertes. Em seguida, foi deferida a busca de bens via sistemas conveniados, oportunidade em que foram localizados os veículos mencionados pelos agravantes. Contudo, ao contrário do arguido pelos agravantes, não constam dos autos requerimento, ordem, tampouco termo de penhora ou avaliação dos automóveis localizados via Renajud. Assim, o argumento de excesso de penhora não subsiste. Verificando que muitos dos veículos encontrados possuíam restrições judiciais, o agravado requereu a penhora do imóvel rural denominado "Fazenda Lago Azul" descrito na movimentação nº 356, pg. 379 de propriedade de dois dos executados, o que foi deferido pelo r. juízo a quo, expedindo-se o termo de penhora (mov. 379, pg. 464) e ainda resta pendente o cumprimento da ordem de avaliação do imóvel. Modificar o entendimento do acórdão impugnado demandaria reexame do conjunto fático-probatório dos autos, providência não admitida no âmbito desta Corte, a teor da Súmula n. 7/STJ. Ante o exposto, RECONSIDERO a decisão da Presidência desta Corte (e-fls. 215-216) para CONHECER do agravo nos próprios autos e NEGAR-LHE PROVIMENTO. Publique-se e intimem-se. EMENTA