AREsp 3182919 - DECISAO
Conheceu-se do agravo para exame formal, mas não conheceu-se do recurso especial porque a alegação de violação ao art. 6º do CPC não foi prequestionada na instância de origem (incidência da Súmula n. 282/STF) e a análise da alegada violação ao art. 139, IV, do CPC demandaria reexame do acervo fático-probatório,...
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- Parties
- Agravante: RODRIGO VALERIO FERNANDES
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 June 2026
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Admissibilidade Do Recurso Especial No STJ
- Outcome
- Conheço do agravo e não conheço do recurso especial.
- Legal Topics
- Cumprimento De Sentença, Sistemas CRC JUD E SERP JUD, Efetividade Da Execução, Medidas Executivas Atípicas (art. 139, IV, Cpc), Prequestionamento, Reexame De Fatos E Provas, Súmula 7/stj, Súmula 282/stf
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Parties
RODRIGO VALERIO FERNANDES
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Admissibilidade Do Recurso Especial No STJ
Legal Issues
- 1 Se o indeferimento de pesquisas patrimoniais via CRC-JUD e SERP-JUD compromete a efetividade da execução
- 2 Se houve omissão quanto à análise de pedidos de medidas executivas atípicas (suspensão de CNH, CPF, contas e cartões)
- 3 Se há violação aos arts. 6º e 139, IV, do CPC
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo para exame formal, mas não conheceu-se do recurso especial porque a alegação de violação ao art. 6º do CPC não foi prequestionada na instância de origem (incidência da Súmula n. 282/STF) e a análise da alegada violação ao art. 139, IV, do CPC demandaria reexame do acervo fático-probatório, providência vedada pela Súmula n. 7/STJ, razão pela qual o recurso especial não foi conhecido.
Court Disposition
Conheço do agravo e não conheço do recurso especial.
Orders
- Publique-se
- Intimem-se
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto por RODRIGO VALERIO FERNANDES contra decisão que inadmitiu o recurso especial na origem com fundamento no óbice da Súmula n. 7 desta Corte. Segundo a parte agravante, a insurgência preenche os requisitos necessários ao conhecimento e provimento do recurso especial interposto em face do acórdão assim ementado: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. SISTEMAS CRC-JUD E SERP-JUD. ACESSO FACULTATIVO PELO EXEQUENTE. INDEFERIMENTO QUE NÃO VIOLA PRINCÍPIO DA EFETIVIDADE. RECURSO DESPROVIDO. I. Caso em exame Agravo de instrumento interposto contra decisão que indeferiu o pedido do exequente para realização de pesquisas patrimoniais via CRC-JUD e SERP-JUD nos autos de cumprimento de sentença. II. Questão em discussão A questão em discussão consiste em saber se o indeferimento das pesquisas nos sistemas CRC-JUD e SERP-JUD, sob o fundamento de que as informações podem ser obtidas diretamente pela parte, compromete a efetividade da execução. III. Razões de decidir Nos termos do art. 13 do Provimento CNJ nº 46/2015, o acesso ao CRC- JUD é permitido às partes interessadas mediante o pagamento de custas, sendo consulta que pode ser realizada sem necessidade de provocação judicial. O sistema SERP-JUD, nos moldes da Lei Federal nº 14.382/2022, possui finalidade informacional ampla e voltada à interoperabilidade com diversos entes, não se configurando como meio obrigatório ou exclusivo de busca patrimonial. A jurisprudência do TJMG firmou-se no sentido de que não cabe ao Judiciário diligenciar junto aos sistemas de registros civis e públicos quando a parte pode realizar as consultas diretamente, salvo em situações excepcionais. As demais medidas coercitivas postuladas no recurso não foram objeto da decisão agravada e, portanto, não podem ser conhecidas neste julgamento. IV. Dispositivo e tese Recurso desprovido. Tese de julgamento: "1. O acesso aos sistemas CRC-JUD e SERP-JUD pode ser realizado diretamente pela parte, mediante pagamento de emolumentos, não sendo obrigatória a intervenção judicial. 2. O indeferimento de tais diligências não configura violação ao princípio da efetividade do processo executivo." Opostos embargos de declaração, os quais foram acolhidos, para suprir omissão e indeferir os pedidos de aplicação de medidas coercitivas atípicas (e-STJ fl. 499): DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ALEGADA OMISSÃO. PEDIDO DE APLICAÇÃO DE MEDIDAS EXECUTIVAS ATÍPICAS. OMISSÃO CONFIGURADA. ANÁLISE REALIZADA SEM EFEITOS INFRINGENTES. EMBARGOS ACOLHIDOS. I. Caso em exame Embargos de declaração opostos por Rodrigo Valério Fernandes em face de acórdão que negou provimento ao agravo de instrumento, sem apreciação dos pedidos referentes à aplicação de medidas coercitivas atípicas (suspensão da CNH, CPF, contas bancárias e cartões de crédito). II. Questão em discussão A questão em discussão consiste em saber se o acórdão recorrido incorreu em omissão quanto à análise das medidas executivas atípicas previstas no art. 139, IV, do CPC, e, em caso positivo, se as medidas postuladas pelo embargante são adequadas, necessárias e proporcionais à satisfação da execução. III. Razões de decidir Verificada omissão quanto à análise dos pedidos de suspensão de CNH, CPF, contas bancárias e cartões de crédito, impõe-se o acolhimento dos aclaratórios, nos termos do art. 1.022, II, do CPC. As medidas executivas atípicas, embora previstas no art. 139, IV, do CPC, devem observar os princípios da proporcionalidade, razoabilidade e adequação, sendo inaplicáveis quando inexistentes indícios de ocultação de bens ou quando configurarem violação a direitos fundamentais. Conforme bem pontuado na decisão agravada, tais medidas se mostram excessivamente gravosas e desproporcionais ao objetivo de satisfação do crédito, razão pela qual devem ser indeferidas. IV. Dispositivo e tese Embargos de declaração acolhidos, para suprir omissão e indeferir os pedidos de aplicação das medidas coercitivas atípicas, mantendo-se, contudo, o acórdão em seus demais termos. Intimada nos termos do art. 1.042, § 3º, do Código de Processo Civil (CPC), a parte agravada não se manifestou. É o relatório. DECIDO. O agravo é tempestivo, nos termos do art. 1.003, § 5º, do Código de Processo Civil, encontra-se formalmente em ordem e impugnou específica e suficientemente o óbice invocado pela decisão de inadmissibilidade na origem, razão pela qual passo ao exame do recurso especial, que foi interposto com fundamento no art. 105, inciso III, alínea "a", da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos seguintes dispositivos legais: arts. 6º e 139, IV, do Código de Processo Civil. Em relação à alegada violação ao art. 6º, do CPC, a análise do teor do acórdão recorrido indica que o dispositivo tido por violado não foi debatido pela Corte de origem. É certo que, por força constitucional (art. 105, inciso III, da CF), ao Superior Tribunal de Justiça somente é dado o julgamento em recurso especial "das causas decididas, em única ou última instância", uma vez que, presente a finalidade revisional da insurgência recursal, não se mostra viável o pronunciamento originário a respeito de matérias ainda não discutidas na origem. Desse modo, a falta de prequestionamento da matéria suscitada no recurso especial impede seu conhecimento, a teor da Súmula n. 282/STF. A propósito: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE COBRANÇA. INDENIZAÇÃO SECURITÁRIA. OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. VIOLAÇÃO DOS ARTS. 489 E 1022 DO CPC/15. INOCORRÊNCIA. REEXAME DE FATOS E PROVAS E INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULAS 5 E 7/STJ. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULAS 282 E 356/STF. FUNDAMENTO DO ACÓRDÃO NÃO IMPUGNADO. SÚMULA 283/STF. DECISÃO MANTIDA. .. 5. A ausência de decisão acerca dos dispositivos legais indicados como violados e dos argumentos invocados pelo recorrente impede o conhecimento do recurso especial (súmulas 282 e 356/STF). 6. A existência de fundamento do acórdão recorrido não impugnado - quando suficiente para a manutenção de suas conclusões - impede a apreciação do recurso especial. 6. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp n. 2.228.031/SP, relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 28/8/2023, DJe de 30/8/2023.) DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. OPERAÇÃO ENTERPRISE. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. BEM QUE AINDA INTERESSA AO PROCESSO. POSSIBILIDADE DE PERDIMENTO. INVIABILIDADE DO REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 7, STJ. TESE DE VIOLAÇÃO AO ART. 49-A, CC. FATOS CRIMINOSOS ATRIBUÍDOS AO ADMINISTRADOR DA EMPRESA. POSSIBILIDADE DE CONSTRIÇÃO DE BENS DE PESSOA JURÍDICA SUPOSTAMENTE UTILIZADA NA LAVAGEM DE CAPITAIS. PRECEDENTES. VIOLAÇÃO AO ART. 156, CPP. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA N. 282, STF. I - É inviável o reexame de fatos e provas para afastar as conclusões do Tribunal a quo de que há fortes indícios de que foram utilizados recursos decorrentes de atividades criminosas para adquirir o veículo sobre o qual versa o pedido de restituição. Incidência da Súmula n. 7, STJ. II - Segundo a jurisprudência desta Corte, é possível determinar a constrição de bens de pessoas jurídicas quando houver indícios de que elas tenham sido utilizadas para a prática delitiva ou para ocultar ativos decorrentes de atividades ilícitas. Precedentes. III - Para que se configure o prequestionamento, há que se extrair do acórdão recorrido pronunciamento sobre as teses jurídicas em torno do dispositivo legal tido como violado, a fim de que se possa, na instância especial, abrir discussão sobre a correta aplicação da lei federal. IV - No caso sob exame, não se verificou, a partir da leitura dos acórdãos recorridos, discussão efetiva acerca do ônus da prova e do art. 156 do Código de Processo Penal, de modo que deve ser mantido o óbice da Súmula n. 282, STF. Agravo regimental desprovido. (AgRg no AREsp 2333928 / PR, RELATOR Ministro MESSOD AZULAY NETO, QUINTA TURMA, DATA DO JULGAMENTO 04/06/2024, DATA DA PUBLICAÇÃO/FONTE DJe 07/06/2024) No presente feito, verifica-se que o acórdão recorrido não tratou do dispositivo legal tido por violado ou da tese jurídica ora trazida a esta Corte, de modo que, ausente o prequestionamento, até mesmo de modo implícito, dos dispositivos apontados como violados no recurso especial, incide o disposto na Súmula n. 282/STF. Ademais, sobre a alegação de violação ao art. 139, IV, do CPC, para conhecer da controvérsia apresentada neste recurso, mostra-se necessário o revolvimento do acervo fático-probatório dos autos, procedimento incompatível com o entendimento firmado pela Súmula n. 7/STJ, que estabelece que a pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial. De fato, presente a função uniformizadora do recurso especial, não se pode cogitar de seu emprego para a realização de rejulgamento do contexto fático-probatório, em atitude típica de revisão promovida por nova instância. Diante disso, é reiterada a jurisprudência no sentido de que o reexame de fatos e provas é vedado em recurso especial pela Súmula n. 7/STJ. No presente caso, o Tribunal de origem estabeleceu a seguinte premissa fática (fls. 505-506): No caso em exame, foram requeridas as suspensões da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), do CPF, das contas bancárias e cartões de crédito da executada. Alega o exequente, para tanto, que as tentativas de satisfação do crédito restaram infrutíferas e que o feito já se arrasta por alguns anos. Tais medidas, entretanto, são desproporcionais ao objetivo almejado, pois cerceiam a liberdade de locomoção do executado, garantida no inciso XV do artigo 5º da Constituição Federal, bem como ferem a sua dignidade como pessoa humana, por serem desproporcionais ao fim almejado. O culto Juiz bem elucidou a questão, pelo que peço vênia para transcrever um trecho da decisão agravada: "INDEFIRO o pedido de suspensão de dirigir, do CPF, das contas bancárias e cartões de crédito da executada. Consigno que o pleito pretendido em processo de execução não são medidas úteis ao cumprimento da obrigação, já que a parte exequente pretende o recebimento de determinada quantia pecuniária, sendo que as medidas pretendidas não são medidas idôneas para tanto. Além disso, trata-se mais de uma punição ao devedor do que a busca pelo crédito pretendido. Acrescento que a utilização de medidas indutivas e coercitivas, no bojo de processo de execução pecuniária, só podem ser deferidas em situações excepcionais, uma vez que não têm relação com o pleito executivo. Ademais, representam onerosidade excessiva, não garantem a execução, violam o direito de ir e vir do executado, prejudica a sua subsistência, de modo que apenas restringem direitos individuais do executado, ferindo a razoabilidade e proporcionalidade. Por fim, pontuo que não há nenhum indicativo nos autos que a parte executada possua patrimônio e o esteja ocultando, de modo, caso a hipótese fosse positiva, aí sim as medidas indutivas teria efeito para impulsionar o pagamento. Diante do exposto, notadamente por não vislumbrar proporcionalidade e coerência com a finalidade do processo de execução, indeferindo tal pedido." Destarte, os aclaratórios merecem ser acolhidos, sem, contudo, atribuir-lhes efeitos infringente Assim, o acolhimento da tese recursal demandaria inevitável revisão do quadro fático-probatório estabelecido na instância de origem, providência que, como visto, é inviável nesta sede. Nesse sentido: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL - AUTOS DE AGRAVO DE INSTRUMENTO NA ORIGEM -DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU PROVIMENTO AO RECLAMO. INSURGÊNCIA RECURSAL DA AGRAVANTE. 1. As questões postas em discussão foram dirimidas pelo Tribunal de origem de forma suficiente, fundamentada e sem omissões, devendo ser afastada a alegada violação aos artigos 489 e 1022 do CPC/15. Consoante entendimento desta Corte, não importa negativa de prestação jurisdicional o acórdão que adota, para a resolução da causa, fundamentação suficiente, porém diversa da pretendida pelo recorrente, decidindo de modo integral a controvérsia posta. Precedentes. 2. No tocant e à ofensa ao artigo 139, inciso IV, do CPC, a jurisprudência desta Corte Superior firmou-se no sentido de que as medidas atípicas de satisfação do crédito não podem extrapolar os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade, devendo-se observar, ainda, o princípio da menor onerosidade ao devedor, não sendo admitida a utilização do instituto como penalidade processual. Precedentes. 2.1. No caso concreto, o Tribunal de origem consignou que a tutela atípica postulada, consistente na apreensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), do passaporte e dos cartões de crédito em nome do devedor, extrapola os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, além de não representar certeza de efetividade à satisfação do crédito. 2.2. A conclusão do Tribunal está em harmonia com a jurisprudência desta Corte, atraindo a aplicação da Súmula 83 do STJ. 2.3. O reexame dos critérios fáticos é inviável em sede de recurso especial, a teor da Súmula 7/STJ. 3. Agravo interno desprovido. (AgInt no AREsp n. 2.852.897/MT, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 3/11/2025, DJEN de 10/11/2025.) AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE EXECUÇÃO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. ADOÇÃO DE MEDIDAS ATÍPICAS. INDEFERIMENTO. REVISÃO DAS CONCLUSÕES ESTADUAIS. IMPOSSIBILIDADE. NECESSIDADE DE REEXAME DO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 7/STJ. AGRAVO DESPROVIDO. 1. No tocante à ofensa ao art. 139, inciso IV, do CPC/2015, a jurisprudência desta Corte Superior firmou-se no sentido de que as medidas atípicas de satisfação do crédito não podem exorbitadas dos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade, devendo-se observar, ainda, o princípio da menor onerosidade ao devedor, não sendo admitida a utilização do instituto como penalidade processual (AgInt no AREsp 1.495.012/SP, Rel. Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 29.10.2019, DJe de 12.11.2019). 2. A alteração das conclusões adotadas pela Corte de origem demandaria, necessariamente, novo exame do acervo fático-probatório constante dos autos, providência vedada em recurso especial, conforme o óbice previsto no enunciado sumular n. 7 deste Tribunal Superior. 3. Agravo interno desprovido. (AgInt no AREsp n. 2.704.583/SC, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, julgado em 14/10/2024, DJe de 16/10/2024.) Ante o exposto, conheço agravo para não conhecer do recurso. Publique-se. Intimem-se. EMENTA