REsp 2156400 - DECISAO

REsp 2156400 - DECISAO

O STJ manteve o acórdão do TRF2 porque as provas pericial e documental demonstraram dano ambiental em área de manguezal e a viabilidade de recuperação sem demolição; entendeu-se razoável o valor de R$ 20.000,00 para dano moral coletivo diante das circunstâncias do caso; e reconheceu-se a responsabilidade do INEA como poluidor indireto por haver concedido licença sem exigir estudo de impacto ambiental, não sendo admissível o reexame de matéria fática nos termos da Súmula 7/STJ, motivo pelo qual o recurso do MPF não foi conhecido e o recurso do INEA foi negado provimento.

Parties
Apelante: ASSOCIAÇÃO ECOCIDADE; Recorrente: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL; Recorrente: INSTITUTO ESTADUAL DO AMBIENTE - INEA; Réu: CLUB DE REGATAS VASCO DA GAMA; Réu: MUNICÍPIO DE DUQUE DE CAXIAS; Interveniente: UNIÃO; Entidade Estatal: ESTADO DO RIO DE JANEIRO; Empresa: CONSTRUTORA BRUNET S/A; Autarquia Sucedida: FEEMA
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
28 October 2025
Procedural Posture
Ação Civil Pública / Recurso Especial Julgamento No STJ
Outcome
Não conheço do recurso especial do Ministério Público Federal; nego provimento ao recurso especial do Instituto Estadual do Ambiente - INEA e outro.
Legal Topics
Dano Ambiental, Responsabilidade Civil Objetiva, Licenciamento Ambiental, Dano Moral Coletivo, Poluidor Indireto, Recuperação De Área Degradada, Preclusão Consumativa

Case Brief

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Parties

ASSOCIAÇÃO ECOCIDADE

Apelante

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

Recorrente

INSTITUTO ESTADUAL DO AMBIENTE - INEA

Recorrente

CLUB DE REGATAS VASCO DA GAMA

Réu

MUNICÍPIO DE DUQUE DE CAXIAS

Réu

UNIÃO

Interveniente

ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Entidade Estatal

CONSTRUTORA BRUNET S/A

Empresa

FEEMA

Autarquia Sucedida

Procedural Posture

Ação Civil Pública / Recurso Especial Julgamento No STJ

  1. 1 Valor da indenização por dano moral coletivo (razoabilidade/proporcionalidade)
  2. 2 Responsabilidade do INEA por concessão de licença sem EIA/RIMA (poluidor indireto)
  3. 3 Necessidade ou não de demolição das edificações existentes

Ratio Decidendi

O STJ manteve o acórdão do TRF2 porque as provas pericial e documental demonstraram dano ambiental em área de manguezal e a viabilidade de recuperação sem demolição; entendeu-se razoável o valor de R$ 20.000,00 para dano moral coletivo diante das circunstâncias do caso; e reconheceu-se a responsabilidade do INEA como poluidor indireto por haver concedido licença sem exigir estudo de impacto ambiental, não sendo admissível o reexame de matéria fática nos termos da Súmula 7/STJ, motivo pelo qual o recurso do MPF não foi conhecido e o recurso do INEA foi negado provimento.

Court Disposition

Não conheço do recurso especial do Ministério Público Federal; nego provimento ao recurso especial do Instituto Estadual do Ambiente - INEA e outro.

Orders

  • Não conhecer do recurso especial do Ministério Público Federal
  • Negar provimento ao recurso especial do Instituto Estadual do Ambiente - INEA e outro