AREsp 1920282 - DECISAO
O Tribunal concluiu que o acórdão recorrido e a decisão integrativa continham fundamentação necessária e suficiente, que a revogação da progressão de regime foi decidida nos parâmetros da atividade jurisdicional e que, para admitir o alegado caráter ilícito do ato judicial e o consequente dever de indenizar, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório já apreciado, providência vedada em Recurso Especial pela Súmula 7/STJ; assim, não houve violação do art.11 do CPC/2015 nem configuração de dano moral indenizável, motivo pelo qual o recurso especial não merece provimento.
- Parties
- Autor: Carlos Roberto da Silva Júnior; Réu: Estado de Pernambuco; Corréu: Juiz de Direito Dr. Luiz Gomes da Rocha Neto
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 07 October 2021
- Procedural Posture
- Ação De Indenização Por Danos Morais / Agravo Em Recurso Especial (decisão Do Superior Tribunal De Justiça Conheceu Do Agravo E Conheceu Parcialmente Do Recurso Especial, Negando Lhe Provimento)
- Outcome
- Conheço do agravo para conhecer parcialmente do recurso especial e, nesta parte, negar-lhe provimento.
- Legal Topics
- Dano Moral, Indenização Contra O Estado, Ato Jurisdicional, Regressão De Regime Prisional, Fundamentação De Acórdão, Impossibilidade De Reexame Fático Probatório (súmula 7/stj)
Case Brief
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Parties
Carlos Roberto da Silva Júnior
Autor
Estado de Pernambuco
Réu
Juiz de Direito Dr. Luiz Gomes da Rocha Neto
Corréu
Procedural Posture
Ação De Indenização Por Danos Morais / Agravo Em Recurso Especial (decisão Do Superior Tribunal De Justiça Conheceu Do Agravo E Conheceu Parcialmente Do Recurso Especial, Negando Lhe Provimento)
Legal Issues
- 1 Cabimento de indenização por ato jurisdicional que revogou progressão de regime do semiaberto para fechado
- 2 Alegada omissão quanto à motivação do acórdão (art. 11 do CPC/2015)
- 3 Aplicação da teoria da responsabilidade objetiva do ente público (art. 37, §6º, CF)
Ratio Decidendi
O Tribunal concluiu que o acórdão recorrido e a decisão integrativa continham fundamentação necessária e suficiente, que a revogação da progressão de regime foi decidida nos parâmetros da atividade jurisdicional e que, para admitir o alegado caráter ilícito do ato judicial e o consequente dever de indenizar, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório já apreciado, providência vedada em Recurso Especial pela Súmula 7/STJ; assim, não houve violação do art.11 do CPC/2015 nem configuração de dano moral indenizável, motivo pelo qual o recurso especial não merece provimento.
Court Disposition
Conheço do agravo para conhecer parcialmente do recurso especial e, nesta parte, negar-lhe provimento.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
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