AREsp 2820388 - DECISAO
Reconsiderando a decisão, o Tribunal entendeu que o acórdão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais analisou adequadamente as provas, constatando pagamento do título antes do vencimento e negativação indevida, o que configura dano moral presumido; a alegação de culpa exclusiva do banco não afasta a responsabilidade solidária, pois não se caracterizou fortuito externo; o valor fixado de R$ 5.000,00 é razoável e proporcional; além disso, a pretensão implicaria reexame de fatos e premissas fáticas abrangidas pelas Súmulas 83 e 7 do STJ, impedindo reforma, razão pela qual se conheceu do agravo e se negou provimento ao recurso especial.
- Parties
- Agravante: CSN Cimentos Brasil S.A.; Réu: Banco Bradesco S.A.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 April 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Reconsideração De Agravo Interno E Julgamento Do Recurso Especial (conhecimento E Não Provimento)
- Outcome
- Conheço do agravo e nego provimento ao recurso especial.
- Legal Topics
- Dano Moral, Inscrição Indevida Em Cadastro De Inadimplentes, Responsabilidade Solidária, Culpa Exclusiva De Terceiros (fortuito Externo), Quantum Indenizatório, Honorários Advocatícios
Case Brief
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Parties
CSN Cimentos Brasil S.A.
Agravante
Banco Bradesco S.A.
Réu
Procedural Posture
Recurso Especial / Reconsideração De Agravo Interno E Julgamento Do Recurso Especial (conhecimento E Não Provimento)
Legal Issues
- 1 presunção do dano moral em caso de inscrição indevida (in re ipsa)
- 2 responsabilidade solidária do fornecedor e da instituição financeira pela inscrição indevida
- 3 culpa exclusiva de terceiros só exclui responsabilidade quando se tratar de fortuito externo, inevitável e totalmente estranho à atividade do fornecedor
Ratio Decidendi
Reconsiderando a decisão, o Tribunal entendeu que o acórdão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais analisou adequadamente as provas, constatando pagamento do título antes do vencimento e negativação indevida, o que configura dano moral presumido; a alegação de culpa exclusiva do banco não afasta a responsabilidade solidária, pois não se caracterizou fortuito externo; o valor fixado de R$ 5.000,00 é razoável e proporcional; além disso, a pretensão implicaria reexame de fatos e premissas fáticas abrangidas pelas Súmulas 83 e 7 do STJ, impedindo reforma, razão pela qual se conheceu do agravo e se negou provimento ao recurso especial.
Court Disposition
Conheço do agravo e nego provimento ao recurso especial.
Orders
- Nego provimento ao recurso especial.
- Majorou-se em 10% (dez por cento) a quantia já arbitrada a título de honorários em favor da parte agravada, nos termos do art. 85, § 11, do CPC, observados os limites dos §§ 2º e 3º do mesmo artigo.
Full Case Text
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