AREsp 2940752 - DECISAO

AREsp 2940752 - DECISAO

O Superior Tribunal de Justiça entendeu que a constatação de supressão de vegetação nativa presume a existência de dano imaterial ao meio ambiente (dano in re ipsa) e que a recomposição natural da área degradada não afasta, por si só, a possibilidade de indenização, cabendo ao réu o ônus de provar a ausência de lesão intolerável; assim, o agravo foi provido para determinar novo julgamento pelo Tribunal de origem à luz da jurisprudência do STJ.

Parties
Agravante: Ministério Público do Estado de Minas Gerais; Réu/recorrido: Recorrido; Fiscal Da Lei: Ministério Público Federal
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
14 August 2025
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça Provimento Do Agravo E Remessa Dos Autos Ao Tribunal De Origem Para Novo Julgamento
Outcome
Conheço do agravo para dar provimento ao recurso especial, determinando o retorno dos autos ao Tribunal de origem, a fim de que realize novo julgamento do recurso, desta feita à luz da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça a respeito da matéria.
Legal Topics
Dano Moral Coletivo, Dano Ambiental, Recomposição Ambiental, Indenização Pecuniária, Ônus Da Prova, Súmulas Do STJ

Case Brief

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Parties

Ministério Público do Estado de Minas Gerais

Agravante

Recorrido

Réu/recorrido

Ministério Público Federal

Fiscal Da Lei

Procedural Posture

Agravo Em Recurso Especial / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça Provimento Do Agravo E Remessa Dos Autos Ao Tribunal De Origem Para Novo Julgamento

  1. 1 Se a supressão de vegetação nativa sem autorização justifica condenação em indenização pecuniária mesmo havendo recomposição natural da área
  2. 2 Se a existência de dano moral coletivo em matéria ambiental é caracterizada in re ipsa e dispensada prova de perturbação específica da coletividade
  3. 3 Qual o ônus da prova quanto à caracterização do dano ambiental e sua irreversibilidade

Ratio Decidendi

O Superior Tribunal de Justiça entendeu que a constatação de supressão de vegetação nativa presume a existência de dano imaterial ao meio ambiente (dano in re ipsa) e que a recomposição natural da área degradada não afasta, por si só, a possibilidade de indenização, cabendo ao réu o ônus de provar a ausência de lesão intolerável; assim, o agravo foi provido para determinar novo julgamento pelo Tribunal de origem à luz da jurisprudência do STJ.

Court Disposition

Conheço do agravo para dar provimento ao recurso especial, determinando o retorno dos autos ao Tribunal de origem, a fim de que realize novo julgamento do recurso, desta feita à luz da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça a respeito da matéria.

Orders

  • Determinar o retorno dos autos ao Tribunal de origem para novo julgamento do recurso à luz da jurisprudência do STJ
  • Publique-se