AREsp 2497151 - DECISAO
Conheceu-se do agravo para conhecer do recurso especial e, com fundamento na jurisprudência consolidada do STJ e na súmula n. 568/STJ, concluiu-se que a data-base para concessão de benefícios da execução penal deve ser a data da última prisão que marcou o início do cumprimento definitivo da pena (27/07/2022), pois o período em que o recorrente ficou em liberdade após prisão provisória interrompeu a execução e não pode ser computado para progressão de regime ou livramento condicional; o tempo em prisão provisória foi utilizado apenas para detração, nos termos do art. 42 do CP.
- Parties
- Agravante: GABRIEL SOUZA DA SILVA; Tribunal Recorrido: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS - TJGO; Parte/contrarrazões: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS - MPGO; Fiscal/manifestante Nos Autos: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL - MPF
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 June 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão (conhecimento E Julgamento)
- Outcome
- Conheço do agravo e nego provimento ao recurso especial, com fundamento na Súmula n. 568 do STJ.
- Legal Topics
- Data Base Para Benefícios, Livramento Condicional, Progressão De Regime, Detração Penal, Prisão Provisória
Case Brief
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Parties
GABRIEL SOUZA DA SILVA
Agravante
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS - TJGO
Tribunal Recorrido
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS - MPGO
Parte/contrarrazões
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL - MPF
Fiscal/manifestante Nos Autos
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão (conhecimento E Julgamento)
Legal Issues
- 1 Qual é a data-base (termo a quo) para cálculo de benefícios da execução penal: data da prisão preventiva ou data da última prisão que iniciou o cumprimento definitivo?
- 2 Se o período de liberdade entre prisão provisória e posterior recolhimento pode ser computado para fins de progressão de regime e livramento condicional
- 3 Se o tempo de prisão provisória foi corretamente utilizado apenas para detração conforme art. 42 do CP
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo para conhecer do recurso especial e, com fundamento na jurisprudência consolidada do STJ e na súmula n. 568/STJ, concluiu-se que a data-base para concessão de benefícios da execução penal deve ser a data da última prisão que marcou o início do cumprimento definitivo da pena (27/07/2022), pois o período em que o recorrente ficou em liberdade após prisão provisória interrompeu a execução e não pode ser computado para progressão de regime ou livramento condicional; o tempo em prisão provisória foi utilizado apenas para detração, nos termos do art. 42 do CP.
Court Disposition
Conheço do agravo e nego provimento ao recurso especial, com fundamento na Súmula n. 568 do STJ.
Orders
- Negar provimento ao recurso especial com fundamento na Súmula n. 568 do STJ
- Publique-se
Full Case Text
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