AREsp 1875708 - DECISAO
Não se admite a utilização da data da prisão cautelar como data-base para contagem do lapso temporal exigido para concessão de benefícios executórios quando o réu foi posteriormente colocado em liberdade provisória, pois isso implicaria considerar como pena cumprida o período em que permaneceu em liberdade; sendo que o tempo de prisão provisória já foi abatido da pena (detração), a data-base válida é a da última prisão, isto é, do início efetivo do cumprimento da pena, conforme jurisprudência dominante do STJ.
- Parties
- Agravante: CHARLES APARECIDO DA COSTA; Interveniente: Ministério Público Federal; Órgão Recorrido: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 March 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça Conhecendo Do Agravo E Negando Provimento Ao Recurso Especial
- Outcome
- Agravo conhecido para negar provimento ao recurso especial
- Legal Topics
- Data Base Para Progressão De Regime, Prisão Cautelar, Detração Penal, Excesso De Execução, Precedente Jurisprudencial, Súmulas
Case Brief
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Parties
CHARLES APARECIDO DA COSTA
Agravante
Ministério Público Federal
Interveniente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS
Órgão Recorrido
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça Conhecendo Do Agravo E Negando Provimento Ao Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Possibilidade de considerar a data da prisão cautelar como data-base para contagem do lapso temporal exigido para fins de progressão de regime quando o acusado foi posteriormente colocado em liberdade provisória
- 2 Se houve excesso de execução por não se considerar o período de prisão provisória para fins de progressão
- 3 Distinção entre detração penal e progressão de regime
Ratio Decidendi
Não se admite a utilização da data da prisão cautelar como data-base para contagem do lapso temporal exigido para concessão de benefícios executórios quando o réu foi posteriormente colocado em liberdade provisória, pois isso implicaria considerar como pena cumprida o período em que permaneceu em liberdade; sendo que o tempo de prisão provisória já foi abatido da pena (detração), a data-base válida é a da última prisão, isto é, do início efetivo do cumprimento da pena, conforme jurisprudência dominante do STJ.
Court Disposition
Agravo conhecido para negar provimento ao recurso especial
Orders
- Conheço do agravo e nego provimento ao recurso especial.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
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