REsp 1905399 - DECISAO
O Tribunal concluiu que a UFRGS é legítima para figurar no polo passivo e que a alteração ou supressão da forma de cálculo das horas extras incorporadas por decisão judicial transitada em julgado constitui ato comissivo, único e de efeitos permanentes, estando sujeita ao prazo decadencial de cinco anos previsto no art. 54 da Lei 9.784/1999. Como a vantagem vinha sendo percebida há mais de cinco anos desde a vigência da Lei 9.784/1999, a pretensão administrativa de revisão estava fulminada pela decadência; não houve omissão a justificar os embargos de declaração. Assim, conheceu-se em parte do recurso e negou-se provimento ao pedido recursal.
- Parties
- Recorrente: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS; Parte Autora: parte autora
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 June 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Relatoria/decisão (conhecimento Em Parte E Negado Provimento)
- Outcome
- CONHEÇO EM PARTE do Recurso Especial e, nessa extensão, NEGO-LHE PROVIMENTO.
- Legal Topics
- Decaência Administrativa, Incorporação De Horas Extras, Legitimidade Passiva, Litisconsórcio Passivo Necessário, Honorários Advocatícios Recursais, Prescrição Do Fundo De Direito, Trato Sucessivo
Case Brief
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Parties
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS
Recorrente
parte autora
Parte Autora
Procedural Posture
Recurso Especial / Relatoria/decisão (conhecimento Em Parte E Negado Provimento)
Legal Issues
- 1 Incidência do prazo decadencial do art. 54 da Lei 9.784/1999 sobre a revisão administrativa da incorporação de horas extras concedida por decisão judicial transitada em julgado
- 2 Ilegitimidade passiva da UFRGS e eventual litisconsórcio passivo necessário com a União
- 3 Se a desparametrização da rubrica altera a forma de cálculo e impede a decadência
Ratio Decidendi
O Tribunal concluiu que a UFRGS é legítima para figurar no polo passivo e que a alteração ou supressão da forma de cálculo das horas extras incorporadas por decisão judicial transitada em julgado constitui ato comissivo, único e de efeitos permanentes, estando sujeita ao prazo decadencial de cinco anos previsto no art. 54 da Lei 9.784/1999. Como a vantagem vinha sendo percebida há mais de cinco anos desde a vigência da Lei 9.784/1999, a pretensão administrativa de revisão estava fulminada pela decadência; não houve omissão a justificar os embargos de declaração. Assim, conheceu-se em parte do recurso e negou-se provimento ao pedido recursal.
Court Disposition
CONHEÇO EM PARTE do Recurso Especial e, nessa extensão, NEGO-LHE PROVIMENTO.
Orders
- Publique-se e intimem-se.
- Majoração dos honorários anteriormente fixados em 20% (vinte por cento), conforme art. 85, §§ 2º e 11, do CPC/2015, quando cabível
Full Case Text
Judgment text and source record
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