AREsp 2002452 - ACORDAO
O acórdão manteve que o entendimento recorrido está em consonância com a jurisprudência do STJ: aplica-se o prazo decadencial quinquenal do art. 54 da Lei 9.784/1999 aos atos administrativos que produzem efeitos patrimoniais contínuos, contando-se o prazo, nesses casos, a partir do primeiro pagamento indevido; no caso concreto, o primeiro pagamento nos moldes da nova interpretação ocorreu em 2010 e a tentativa de revisão ocorreu após o quinquênio, configurando a decadência do poder de revisão da Administração, motivo pelo qual se negou provimento ao agravo interno.
- Parties
- Agravante: UNIÃO; Agravado: Autor (militar inativo da Aeronáutica, integrante do Quadro de Taifeiros - QTA)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 September 2024
- Procedural Posture
- Agravo Interno Em Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Em Sessão Virtual (decisão Colegiada)
- Outcome
- Negar provimento ao agravo interno
- Legal Topics
- Decadência, Revisão De Ato Administrativo, Revisão De Proventos/pensões, Servidor Público Militar, Poder De Autotutela, Prestações De Trato Sucessivo
Case Brief
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Parties
UNIÃO
Agravante
Autor (militar inativo da Aeronáutica, integrante do Quadro de Taifeiros - QTA)
Agravado
Procedural Posture
Agravo Interno Em Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Em Sessão Virtual (decisão Colegiada)
Legal Issues
- 1 Incidência do prazo decadencial do art. 54 da Lei n. 9.784/1999 sobre revisão de atos administrativos que produzem efeitos patrimoniais contínuos
- 2 Termo inicial do prazo decadencial para prestações contínuas (data do primeiro pagamento indevido)
- 3 Aplicação da decadência à revisão de proventos de militar inativo
Ratio Decidendi
O acórdão manteve que o entendimento recorrido está em consonância com a jurisprudência do STJ: aplica-se o prazo decadencial quinquenal do art. 54 da Lei 9.784/1999 aos atos administrativos que produzem efeitos patrimoniais contínuos, contando-se o prazo, nesses casos, a partir do primeiro pagamento indevido; no caso concreto, o primeiro pagamento nos moldes da nova interpretação ocorreu em 2010 e a tentativa de revisão ocorreu após o quinquênio, configurando a decadência do poder de revisão da Administração, motivo pelo qual se negou provimento ao agravo interno.
Court Disposition
Negar provimento ao agravo interno
Orders
- Negar provimento ao agravo interno
Full Case Text
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