AREsp 2960235 - DECISAO
O Tribunal manteve que a peça inaugural descreve vício de consentimento (anulabilidade) e não simulação (nulidade), incidindo o prazo decadencial de 4 anos previsto no art. 178, II, do CC, tendo a ação sido proposta após esse prazo; a pretensão de reclassificar a narrativa como simulação implicaria reexame de fatos e provas, vedado pela Súmula 7/STJ; não houve cerceamento de defesa porque a decisão que indeferiu dilação probatória estava fundamentada e cabe ao juiz decidir sobre conveniência da produção probatória. Por esses motivos, conheceu-se do agravo e não se conheceu do recurso especial.
- Parties
- Agravante/recorrente: ELSA DETONI MALACARNE; Réu: Terrax Obras de Infraestrutura Ltda; Réu: Cooperativa de Crédito, Poupança e Investimento da Região da Produção - SICREDI da Região da Produção RS/SC/MG; Réu: Ricardo Caraça
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 29 October 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interposto Contra Decisão Que Obstou a Subida De Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo; Não Conhecimento Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial; majoro honorários recursais para 15% sobre o valor atualizado da causa
- Legal Topics
- Decadência, Nulidade Vs. Anulabilidade, Simulação, Cerceamento De Defesa, Honorários Recursais, Admissibilidade De Recurso Especial, Súmula 7/stj Impossibilidade De Reexame De Provas
Case Brief
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Parties
ELSA DETONI MALACARNE
Agravante/recorrente
Terrax Obras de Infraestrutura Ltda
Réu
Cooperativa de Crédito, Poupança e Investimento da Região da Produção - SICREDI da Região da Produção RS/SC/MG
Réu
Ricardo Caraça
Réu
Procedural Posture
Agravo Interposto Contra Decisão Que Obstou a Subida De Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo; Não Conhecimento Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Se houve julgamento extra petita quanto ao reconhecimento da decadência
- 2 Se a pretensão da autora era de nulidade por simulação ou de anulabilidade por vício de consentimento
- 3 Se houve cerceamento de defesa pela não autorização de dilação probatória
Ratio Decidendi
O Tribunal manteve que a peça inaugural descreve vício de consentimento (anulabilidade) e não simulação (nulidade), incidindo o prazo decadencial de 4 anos previsto no art. 178, II, do CC, tendo a ação sido proposta após esse prazo; a pretensão de reclassificar a narrativa como simulação implicaria reexame de fatos e provas, vedado pela Súmula 7/STJ; não houve cerceamento de defesa porque a decisão que indeferiu dilação probatória estava fundamentada e cabe ao juiz decidir sobre conveniência da produção probatória. Por esses motivos, conheceu-se do agravo e não se conheceu do recurso especial.
Court Disposition
Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial; majoro honorários recursais para 15% sobre o valor atualizado da causa
Orders
- Conheço do agravo
- Não conheço do recurso especial
Full Case Text
Judgment text and source record
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