REsp 2153467 - ACORDAO
A decadência administrativa do art. 54 da Lei n. 9.784/1999 não se aplica às sucessivas execuções financeiras de prestação continuada; os pagamentos mensais decorrentes de erro operacional configuram atos materiais de trato sucessivo e são passíveis de correção pelo poder-dever de autotutela administrativa; na ausência de ato formal concessivo que assegurasse a paridade, trata-se de erro material na execução, cuja correção é possível a qualquer tempo, sendo vedada a cobrança retroativa em razão da boa-fé objetiva da beneficiária; o pedido de tutela provisória de urgência foi indeferido por falta de demonstrada probabilidade do direito e do perigo de dano.
- Parties
- Agravante: MARGARETE HORNORIO DE ALMEIDA; Agravada: Alagoas Previdência
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 April 2026
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Recurso Especial / Julgamento Colegiado (decisão Final)
- Outcome
- Agravo interno desprovido. Pedido de tutela provisória indeferido.
- Legal Topics
- Decadência Administrativa, Autotutela Administrativa, Paridade Remuneratória, Relação De Trato Sucessivo, Tutela Provisória De Urgência
Case Brief
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Parties
MARGARETE HORNORIO DE ALMEIDA
Agravante
Alagoas Previdência
Agravada
Procedural Posture
Agravo Interno No Recurso Especial / Julgamento Colegiado (decisão Final)
Legal Issues
- 1 Incidência da decadência administrativa do art. 54 da Lei n. 9.784/1999 em relação de trato sucessivo
- 2 Caracterização de erro operacional na execução financeira versus revisão do ato concessivo originário
- 3 Poder-dever de autotutela da Administração para corrigir pagamentos indevidos
Ratio Decidendi
A decadência administrativa do art. 54 da Lei n. 9.784/1999 não se aplica às sucessivas execuções financeiras de prestação continuada; os pagamentos mensais decorrentes de erro operacional configuram atos materiais de trato sucessivo e são passíveis de correção pelo poder-dever de autotutela administrativa; na ausência de ato formal concessivo que assegurasse a paridade, trata-se de erro material na execução, cuja correção é possível a qualquer tempo, sendo vedada a cobrança retroativa em razão da boa-fé objetiva da beneficiária; o pedido de tutela provisória de urgência foi indeferido por falta de demonstrada probabilidade do direito e do perigo de dano.
Court Disposition
Agravo interno desprovido. Pedido de tutela provisória indeferido.
Orders
- Negar provimento ao agravo interno.
- Indeferir o pedido de concessão de efeito suspensivo/tutela provisória de urgência.
Full Case Text
Judgment text and source record
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