HC 967812 - DECISAO
O habeas corpus foi considerado prejudicado porque a matéria impetrada já havia sido previamente analisada neste Tribunal (RHC 209890/RJ), impedindo novo exame das mesmas alegações por ser reiteração de matéria, razão pela qual se nega provimento e não se aprecia o mérito do pedido.
Source-derived case information.
- Parties
- Paciente: LEONARDO BARBOSA DA ROCHA LIMA; Impetrado: Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 February 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Prejudicado
- Outcome
- habeas corpus prejudicado
- Legal Topics
- Decadência Do Direito De Representação, Estelionato, Trancamento Da Ação Penal, Pedido De Liminar Para Suspensão Da Ação Penal, Prejudicialidade Por Reiteração De Matéria
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Parties
LEONARDO BARBOSA DA ROCHA LIMA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro
Impetrado
Procedural Posture
Habeas Corpus / Prejudicado
Legal Issues
- 1 ocorrência de decadência do direito de representação
- 2 possibilidade de trancamento da ação penal por decadência
- 3 inviabilidade de novo exame por reiteração de matéria já decidida (RHC 209890/RJ)
Ratio Decidendi
O habeas corpus foi considerado prejudicado porque a matéria impetrada já havia sido previamente analisada neste Tribunal (RHC 209890/RJ), impedindo novo exame das mesmas alegações por ser reiteração de matéria, razão pela qual se nega provimento e não se aprecia o mérito do pedido.
Court Disposition
habeas corpus prejudicado
Orders
- pedido liminar indeferido
- habeas corpus julgado prejudicado
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de LEONARDO BARBOSA DA ROCHA LIMA contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Estado do Rio de Janeiro nos autos do HC n. 0079970-10.2024.8.19.0000. O Tribunal de origem denegou a ordem de habeas corpus, afastando a alegação de extinção da punibilidade pela decadência do direito de representação. Os impetrantes alegam ocorrência da decadência, sustentando que o suposto crime de estelionato teria ocorrido em 3/5/2022, quando ocorreu a tradição do relógio, mas a vítima só apresentou notícia-crime em 25/4/2023, após o prazo decadencial de 6 meses. Requerem, liminarmente, a suspensão da ação penal e, no mérito, seu trancamento. O pedido liminar foi indeferido (fls. 113-114). Informações prestadas (124-132 e 133-142) . O Ministério Público F ederal manifestou-se pela denegação da ordem (fl. 144-151). É o relatório. Decido. Verifica-se que a matéria ora deduzida já foi submetida à minha análise no RHC 209890/RJ, no qual foi negado provimento ao recurso. Assim, tendo sido a matéria previamente analisada em recurso ordinário interposto pelo paciente, inviável proceder-se a novo exame das mesmas alegações. Colaciono: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL. NÍTIDOS INTUITOS INFRINGENTES. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE. RECEBIMENTO COMO AGRAVO REGIMENTAL. ESTELIONATO. IMPUGNAÇÃO À DOSIMETRIA. PENA-BASE E CONTINUIDADE DELITIVA. REITERAÇÃO DO WRIT CONEXO. INVIABILIDADE DE REEXAME. RECURSO DESPROVIDO. I. Embargos declaratórios com nítidos intuitos infringentes devem ser recebidos como agravo regimental, em observância ao princípio da fungibilidade recursal. II. Tendo sido a matéria previamente analisada em impetração anterior formulada pela ora recorrente, inviável proceder-se novo exame, porquanto "a anterior manifestação desta Corte, em habeas corpus com idêntico objeto, torna prejudicado o julgamento do recurso especial" (AgRg no REsp n. 1765289/RJ, rel. Min. Nefi Cordeiro, Sexta Turma, julgado em 26/3/2019, DJe 4/4/2019). III. "O fato de a defesa haver buscado, por dois meios distintos - habeas corpus autônomo (já conhecido e denegado, repita-se) e posterior recurso especial - obter manifestação desta Corte Superior sobre a mesma tese, evidencia abuso do direito de litigar, o que acarreta um desnecessário gasto de recursos humanos e uma odiosa perda de tempo do órgão judicante, que já se vê sobrecarregado pela grande quantidade de feitos distribuídos e julgados diariamente." (AgRg no REsp n. 2.025.772/SP, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado em 24/4/2023, DJe de 26/4/2023.)IV. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento. (EDcl no REsp n. 2.019.839/SP, relator Ministro Jesuíno Rissato (Desembargador Convocado do Tjdft), Sexta Turma, julgado em 28/11/2023, DJe de 1/12/2023.) PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INVIABILIDADE. ALEGAÇÃO DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO COLEGIADO. INOCORRÊNCIA. ALEGAÇÃO DE OMISSÃO DA CORTE A QUO. NÃO CONFIGURADA. PRETENSÃO DE ABRANDAMENTO DO REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DA PENA. MATÉRIA ANTERIORMENTE APRECIADA PELA CORTE SUPERIOR EM HABEAS CORPUS CONEXO. REITERAÇÃO COM IDÊNTICOS FUNDAMENTOS E PEDIDO NO RECURSO ESPECIAL. PREJUDICIALIDADE. PLEITO DE CONCESSÃO DE HABEAS CORPUS DE OFÍCIO. UTILIZAÇÃO COMO MEIO PARA ANÁLISE DO MÉRITO DO RECURSO. INVIABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. Inviável a apreciação de matéria constitucional por esta Corte Superior, porquanto, por expressa disposição da própria Constituição Federal (art. 102, inciso III), se trata de competência reservada ao Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Não há se falar em nulidade da decisão agravada por usurpação de competência dos órgãos colegiados, no âmbito desta Corte Superior, porquanto é possível o julgamento monocrático quando manifestamente inadmissível, prejudicado, com fundamento em súmula ou, ainda, na jurisprudência dominante desta Corte Superior, como no caso vertente, exegese do art. 932, incisos III e IV, alíneas "a" e "b", do CPC/2015 e dos arts. 34, inciso XVIII, alínea "a", e 255, § 4º, incisos I e II, do RISTJ e da Súmula n. 568/STJ. Ademais, a possibilidade de interposição de agravo regimental, com a reapreciação do recurso pelo órgão colegiado, torna superada eventual nulidade da decisão monocrática por suposta ofensa ao princípio da colegialidade. Precedentes. 3. No tocante à alegada omissão do Tribunal de origem acerca de matéria ventilada nos embargos de declaração, é cediço que o mencionado recurso possui a finalidade simples e única de completar, aclarar ou corrigir uma decisão ambígua, omissa, obscura ou contraditória (art. 619, do CPP). Não se prestam, portanto, os aclaratórios à revisão dos julgados no caso de mero inconformismo da parte. Na espécie, a matéria tida por omissa foi satisfatoriamente apreciada pela Corte local, que examinou as teses defensivas com base nos fundamentos de fato e de direito que entendeu relevantes e suficientes à compreensão e à solução da controvérsia. 4. É cediço na jurisprudência desta Corte Superior que a análise anterior das matérias objeto do recurso especial nos autos de habeas corpus impetrado com idênticos fundamentos e pedidos implica perda de interesse recursal e prejudicialidade da pretensão recursal. (..) (AgRg no AREsp n. 1.803.587/SP, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 16/3/2021, DJe de 19/3/2021.) Ante o exposto, julgo prejudicado o habeas corpus. EMENTA