REsp 2126325 - DECISAO
O Superior Tribunal de Justiça concluiu que a União é legítima para integrar o polo passivo em demandas de demarcação de terras indígenas, por força do art. 231 da CF, do Estatuto do Índio e do Decreto 1.775/1996, e que a demora administrativa excessiva possibilita a intervenção judicial para fixação de prazos razoáveis, não havendo nulidade por suposta omissão no acórdão recorrido; assim, o recurso especial da União foi conhecido em parte e, nessa extensão, negado provimento, mantendo-se a determinação de prazos e mecanismos de fiscalização da execução do procedimento demarcatório.
- Parties
- Recorrente: UNIÃO; Recorrida: FUNAI; Autor: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 28 August 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial (sobre Ação Civil Pública De Demarcação De Terras Indígenas) / Julgamento Do Recurso Especial No STJ Conhecido Em Parte E Negado Provimento
- Outcome
- Conheço em parte do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
- Legal Topics
- Demarcação De Terras Indígenas, Ilegitimidade Passiva Da União, Omissão Administrativa, Prazo Programático Do Art. 67 Do ADCT, Fixação Judicial De Prazos, Tutela De Obrigação De Fazer, Responsabilidade Da Administração Pública
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
UNIÃO
Recorrente
FUNAI
Recorrida
Ministério Público Federal
Autor
Procedural Posture
Recurso Especial (sobre Ação Civil Pública De Demarcação De Terras Indígenas) / Julgamento Do Recurso Especial No STJ Conhecido Em Parte E Negado Provimento
Legal Issues
- 1 ilegitimidade passiva da União para responder pela demora no processo demarcatório
- 2 alegação de vícios de fundamentação no acórdão
- 3 adequação da fixação judicial de prazos para conclusão do procedimento demarcatório
Ratio Decidendi
O Superior Tribunal de Justiça concluiu que a União é legítima para integrar o polo passivo em demandas de demarcação de terras indígenas, por força do art. 231 da CF, do Estatuto do Índio e do Decreto 1.775/1996, e que a demora administrativa excessiva possibilita a intervenção judicial para fixação de prazos razoáveis, não havendo nulidade por suposta omissão no acórdão recorrido; assim, o recurso especial da União foi conhecido em parte e, nessa extensão, negado provimento, mantendo-se a determinação de prazos e mecanismos de fiscalização da execução do procedimento demarcatório.
Court Disposition
Conheço em parte do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
Orders
- Conheço em parte do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
- Determino o envio de cópia do presente feito aos responsáveis da AGU e da PFN pelo projeto Pró-Estratégia (Projeto de Análise Estratégica do Litígio e Atuação Contenciosa Integrada) para considerar a litigância do tema.
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment