MS 32038 - DECISAO
Indeferiu-se a tutela de urgência por ausência do periculum in mora, tendo em vista que a Portaria ministerial ainda não produz efeitos de desapossamento, pois depende de demarcação administrativa pela FUNAI e de posterior homologação pelo Presidente da República (art. 5º do Decreto 1.775/96 e art. 2ª da Portaria), de modo que não se verifica risco de ineficácia da medida cautelar se deferida apenas ao final do processo; mantêm-se, assim, os requisitos cumulativos do art.7º, III, da Lei 12.016/2009 não preenchidos para concessão de liminar.
- Parties
- Impetrante: Agnaldo Aparecido Gezualdo e outros diversos proprietários rurais (pessoas físicas e jurídicas); Autoridade Coatora: Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 March 2026
- Procedural Posture
- Mandado De Segurança / Decisão Interlocutória (indeferimento De Tutela De Urgência)
- Outcome
- Indefere o pedido de tutela de urgência formulado pelos impetrantes.
- Legal Topics
- Demarcação De Terras Indígenas, Tutela De Urgência, Mandado De Segurança, Homologação Presidencial, Requisitos Do Art. 4º Da Lei Nº 14.701/2023
Case Brief
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Parties
Agnaldo Aparecido Gezualdo e outros diversos proprietários rurais (pessoas físicas e jurídicas)
Impetrante
Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Mandado De Segurança / Decisão Interlocutória (indeferimento De Tutela De Urgência)
Legal Issues
- 1 legalidade e constitucionalidade da Portaria nº 1.070/2025 que declara posse permanente de terra indígena
- 2 se a Portaria produz efeitos imediatos capazes de causar desapossamento sem homologação presidencial
- 3 satisfação dos requisitos para concessão de tutela de urgência no mandado de segurança (fumus boni iuris e periculum in mora)
Ratio Decidendi
Indeferiu-se a tutela de urgência por ausência do periculum in mora, tendo em vista que a Portaria ministerial ainda não produz efeitos de desapossamento, pois depende de demarcação administrativa pela FUNAI e de posterior homologação pelo Presidente da República (art. 5º do Decreto 1.775/96 e art. 2ª da Portaria), de modo que não se verifica risco de ineficácia da medida cautelar se deferida apenas ao final do processo; mantêm-se, assim, os requisitos cumulativos do art.7º, III, da Lei 12.016/2009 não preenchidos para concessão de liminar.
Court Disposition
Indefere o pedido de tutela de urgência formulado pelos impetrantes.
Orders
- Notifique-se a autoridade impetrada para que preste as informações no prazo de 10 dias (art. 7º, I, Lei 12.016/2009).
- Dê-se ciência à União para, querendo, ingressar no feito (art. 7º, II, Lei 12.016/2009).
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