REsp 2153688 - DECISAO

REsp 2153688 - DECISAO

O Tribunal concluiu que a União é parte legítima para figurar no polo passivo das ações relativas à titulação de terras quilombolas e que, diante de omissão estatal comprovada na prática dos atos administrativos necessários à conclusão do procedimento, é admissível a atuação judicial para determinar prazo razoável para a conclusão do procedimento administrativo, sem violar o princípio da separação dos poderes; entretanto, não restou comprovado dano moral coletivo no caso concreto. Ademais, reconheceu-se que o INCRA depende de atos (publicação do decreto de interesse social) e de provisionamento orçamentário pela União para dar prosseguimento ao procedimento.

Parties
Autor: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL - MPF; Réu: UNIÃO; Réu: INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
25 September 2025
Procedural Posture
Ação Civil Pública / Decisão Em Recurso Especial (stj)
Outcome
Em relação aos recursos da União e do INCRA, nego-lhes provimento; em relação ao recurso do Ministério Público Federal, não conheço.
Legal Topics
Demarcação De Terras Quilombolas, Omissão Administrativa, Fixação De Prazo Razoável, Dano Moral Coletivo, Separação Dos Poderes, Direito Orçamentário

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Parties

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL - MPF

Autor

UNIÃO

Réu

INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA

Réu

Procedural Posture

Ação Civil Pública / Decisão Em Recurso Especial (stj)

  1. 1 legitimidade da União no polo passivo
  2. 2 possibilidade de intervenção judicial para fixação de prazo razoável na conclusão de procedimento administrativo de demarcação de terras quilombolas
  3. 3 inaplicabilidade de prazo peremptório segundo a União e o INCRA

Ratio Decidendi

O Tribunal concluiu que a União é parte legítima para figurar no polo passivo das ações relativas à titulação de terras quilombolas e que, diante de omissão estatal comprovada na prática dos atos administrativos necessários à conclusão do procedimento, é admissível a atuação judicial para determinar prazo razoável para a conclusão do procedimento administrativo, sem violar o princípio da separação dos poderes; entretanto, não restou comprovado dano moral coletivo no caso concreto. Ademais, reconheceu-se que o INCRA depende de atos (publicação do decreto de interesse social) e de provisionamento orçamentário pela União para dar prosseguimento ao procedimento.

Court Disposition

Em relação aos recursos da União e do INCRA, nego-lhes provimento; em relação ao recurso do Ministério Público Federal, não conheço.

Orders

  • Nego provimento aos recursos da União e do INCRA
  • Não conheço do recurso especial do Ministério Público Federal