HC 941941 - DECISAO
Como a tese de nulidade (investigação iniciada por denúncia anônima sem confirmação da narrativa) não foi examinada pelo Tribunal de origem, este Superior Tribunal de Justiça não conheceu da matéria para evitar indevida supressão de instância, motivo pelo qual indeferiu liminarmente o habeas corpus.
Source-derived case information.
- Parties
- Paciente: CARLOS ANTONIO DE OLIVEIRA; Órgão De Origem: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Apelação Criminal n. 0001846-72.2011.8.26.0291)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 04 September 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Liminar Indeferida
- Outcome
- liminar indeferida
- Legal Topics
- Denúncia Anônima, Nulidade Da Ação Penal, Supressão De Instância, Exaurimento Da Instância
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Parties
CARLOS ANTONIO DE OLIVEIRA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Apelação Criminal n. 0001846-72.2011.8.26.0291)
Órgão De Origem
Procedural Posture
Habeas Corpus / Liminar Indeferida
Legal Issues
- 1 investigação iniciada por denúncia anônima sem diligências prévias
- 2 possibilidade de apreciação, pelo STJ, de matéria não examinada pelo tribunal de origem (supressão de instância)
Ratio Decidendi
Como a tese de nulidade (investigação iniciada por denúncia anônima sem confirmação da narrativa) não foi examinada pelo Tribunal de origem, este Superior Tribunal de Justiça não conheceu da matéria para evitar indevida supressão de instância, motivo pelo qual indeferiu liminarmente o habeas corpus.
Court Disposition
liminar indeferida
Orders
- Indefiro liminarmente o presente habeas corpus.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de habeas corpus com pedido liminar impetrado em favor de CARLOS ANTONIO DE OLIVEIRA contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Apelação Criminal n. 0001846-72.2011.8.26.0291). Consta dos autos que o paciente foi definitivamente condenado pelo crime de furto qualificado. No presente writ, sustenta a defesa que a investigação foi iniciado, exclusivamente, por denúncia anônima, sem que se tenha realizado nenhuma diligência prévia para confirmar a narrativa, o que é vedado pela legislação brasileira. Requer, liminarmente e no mérito, a anulação da condenação imposta ao paciente. É o relatório. Decido. De início, observa-se que a tese de nulidade da ação penal, tendo em vista que a investigação criminal iniciou-se por denúncia anônima sem confirmação da narrativa fática, não foi objeto de exame pela Corte de origem, o que impede o conhecimento do tema diretamente neste Superior Tribunal de Justiça, sob pena de indevida supressão de instância. Desse modo, "como os argumentos apresentados pela Defesa não foram examinados pelo Tribunal de origem no acórdão ora impugnado, as matérias não podem ser apreciadas por esta Corte nesta oportunidade, sob pena de indevida supressão de instância" (AgRg no HC n. 820.927/RJ, Relatora Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, julgado em 11/9/2023, DJe de 14/9/2023.). No mesmo sentido, é entendimento da Corte Maior que " o exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC n. 129.142, Relator Ministro MARCO AURÉLIO, Relator para Acórdão Ministro ALEXANDRE DE MORAES Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC n. 111.935, Relator MinistroLUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC n. 97.009, Relator p/ Acórdão: Ministro TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC n. 118.189, Relator Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014)". (HC n. 179.085, Relator Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, julgado em 5/8/2020, DJe 25/09/2020). Ante o exposto, indefiro liminarmente o presente habeas corpus. Intimem-se. EMENTA