AREsp 2729058 - DECISAO
O recurso especial não foi conhecido porque a Corte de origem analisou adequadamente os fatos e provas, não sendo possível o reexame fático-probatório no STJ (Súmula 7), tendo o Tribunal a quo fundamentado suficientemente sua decisão nos termos do art. 489 do CPC/2015; por isso mantém-se a decisão recorrida e...
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- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 October 2024
- Procedural Posture
- Ação Desconstitutiva De Relação Jurídico Tributária E De Repetição De Indébito / Recurso Especial Interposto No Trf4; No Stj: Recurso Especial Não Conhecido; Agravo Conhecido Relativamente À Matéria Que Não Se Enquadra Em Tema Repetitivo
- Outcome
- Recurso especial não conhecido; agravo conhecido relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo
- Legal Topics
- Denúncia Espontânea, Compensação, Juros Moratórios, Multa De Mora, Repetição De Indébito, Honorários Advocatícios, Súmula 7 Do STJ, Súmula 83 Do STJ
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Procedural Posture
Ação Desconstitutiva De Relação Jurídico Tributária E De Repetição De Indébito / Recurso Especial Interposto No Trf4; No Stj: Recurso Especial Não Conhecido; Agravo Conhecido Relativamente À Matéria Que Não Se Enquadra Em Tema Repetitivo
Legal Issues
- 1 cabimento da denúncia espontânea quando a extinção do crédito tributário se dá por compensação
- 2 possibilidade de reexame fático-probatório no recurso especial (Súmula 7)
- 3 obrigação do julgador de responder a todos os pontos suscitados pelas partes (art. 489 do CPC/2015; art. 1.022 do CPC/2015)
Ratio Decidendi
O recurso especial não foi conhecido porque a Corte de origem analisou adequadamente os fatos e provas, não sendo possível o reexame fático-probatório no STJ (Súmula 7), tendo o Tribunal a quo fundamentado suficientemente sua decisão nos termos do art. 489 do CPC/2015; por isso mantém-se a decisão recorrida e majoram-se honorários em razão do recurso interposto nos termos do art. 85, §11, CPC/2015.
Court Disposition
Recurso especial não conhecido; agravo conhecido relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo
Orders
- Não conhecer do recurso especial
- Conhecer do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo, nos termos do art. 253, parágrafo único, II, a, do Regimento Interno do STJ
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Na origem, trata-se de ação desconstitutiva de relação jurídico-tributária, e de repetição de indébito. Na sentença, julgou-se improcedente o pedido. No Tribunal a quo, a sentença foi mantida. O valor da causa foi fixado em R$ 804.223,19 (oitocentos e quatro mil, duzentos e vinte e três reais e dezenove centavos). O recurso especial foi interposto no TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4ª REGIÃO contra acórdão com o seguinte resumo de ementa: TRIBUTÁRIO. AÇÃO ORDINÁRIA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. COMPENSAÇÃO. DECLARAÇÃO. JUROS MORATÓRIOS E MULTA DE MORA. 1. É INCABÍVEL A DENÚNCIA ESPONTÂNEA QUANDO A EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO NÃO SE MEDIANTE PAGAMENTO, MAS APENAS POR COMPENSAÇÃO. 2. APELAÇÃO DESPROVIDA. Após interposição de agravo em recurso especial, vieram os autos ao Superior Tribunal de Justiça. É o relatório. Decido. O recurso especial não deve ser conhecido. A Corte de origem bem analisou a controvérsia com base nos seguintes fundamentos: Da análise dos autos, verifica-se que o crédito pleiteado pela contribuinte no PER/Dcomp, equivalente a R$ 2.389.129,06, foi integralmente reconhecido, porém não foi suficiente para quitar (..) No caso, não verifico motivos a modificar o entendimento adotado na sentença. Assim, a decisão deve ser mantida por seus próprios fundamentos, os quais adoto como razões de decidir. Não há violação do art. 1.022 do CPC/2015 (antigo art. 535 do CPC/1973) quando o Tribunal a quo se manifesta clara e fundamentadamente acerca dos pontos indispensáveis para o desate da controvérsia, apreciando-a (art. 165 do CPC/73 e do art. 489 do CPC/2015), apontando as razões de seu convencimento, ainda que de forma contrária aos interesses da parte, como verificado na hipótese. Conforme entendimento pacífico desta Corte, "o julgador não está obrigado a responder a todas as questões suscitadas pelas partes, quando já tenha encontrado motivo suficiente para proferir a decisão". A prescrição trazida pelo art. 489 do CPC/2015 confirma a jurisprudência já sedimentada pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça, "sendo dever do julgador apenas enfrentar as questões capazes de infirmar a conclusão adotada na decisão recorrida". EDcl no MS 21.315/DF, relatora Ministra Diva Malerbi (Desembargadora convocada TRF 3ª Região), Primeira Seção, julgado em 8/6/2016, DJe 15/6/2016. Quanto à matéria de fundo, verifica-se que a Corte de origem analisou a controvérsia dos autos levando em consideração os fatos e provas relacionados à matéria. Assim, para se chegar à conclusão diversa seria necessário o reexame fático-probatório, o que é vedado pelo enunciado n. 7 da Súmula do STJ, segundo o qual "A pretensão de simples reexame de provas não enseja recurso especial". Ademais, verifica-se que o Tribunal de origem decidiu a matéria em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Incide, portanto, o disposto no enunciado n. 83 da Súmula do STJ, segundo o qual: "Não se conhece do recurso especial pela divergência, quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida". Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, determino a sua majoração, em desfavor da parte recorrente, no importe de 1% sobre o valor já fixado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, observados, se aplicáveis: i. os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do já citado dispositivo legal; ii. a concessão de gratuidade judiciária. Ante o exposto, nos termos do art. 253, parágrafo único, II, a, do Regimento Interno do STJ, conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo, e não conheço do recurso especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA