AREsp 1769344 - DECISAO
O Tribunal entendeu que o arrependimento posterior (art. 16 CP) não é aplicável a crimes não patrimoniais, razão pela qual não poderia ser reconhecido no caso de denunciação caluniosa; a atenuante da confissão espontânea já havia sido considerada pelas instâncias ordinárias; contudo, verificou-se ilegalidade na majoração da pena-base quando superior a 1/6 da pena mínima abstrata, o que impôs o recálculo da dosimetria, reduzindo a pena para 3 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão e alterando o regime inicial para aberto, mantendo-se as demais diretrizes da origem; por fim, a substituição da pena por restritivas de direitos foi afastada em razão de circunstância judicial desfavorável.
- Parties
- Agravante / Recorrente / Condenada: MARIANNE DE SOUZA SANTANA; Co Denunciado / Acusado: PABLO ALEJANDRO LINO CAMPISTA; Denunciante / Parquets: MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 August 2024
- Procedural Posture
- Agravo Regimental Em Agravo Em Recurso Especial / Agravo Regimental Interposto Contra Decisão Que Conheceu Do Agravo Para Negar Provimento Ao Recurso Especial; Reconsideração Monocrática Para Dar Parcial Provimento Ao Recurso Especial
- Outcome
- Decisão reconsiderada para conhecer do agravo e dar parcial provimento ao recurso especial
- Legal Topics
- Denunciação Caluniosa, Dosimetria Da Pena, Arrependimento Posterior, Confissão Espontânea, Continuidade Delitiva, Regime Prisional, Substituição De Pena
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
MARIANNE DE SOUZA SANTANA
Agravante / Recorrente / Condenada
PABLO ALEJANDRO LINO CAMPISTA
Co Denunciado / Acusado
MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO
Denunciante / Parquets
Procedural Posture
Agravo Regimental Em Agravo Em Recurso Especial / Agravo Regimental Interposto Contra Decisão Que Conheceu Do Agravo Para Negar Provimento Ao Recurso Especial; Reconsideração Monocrática Para Dar Parcial Provimento Ao Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Aplicabilidade do arrependimento posterior (art. 16 CP) a crimes não patrimoniais
- 2 Reconhecimento e efeito da confissão espontânea
- 3 Ilegalidade do aumento da pena-base superior a 1/6 da pena mínima em abstrato
Ratio Decidendi
O Tribunal entendeu que o arrependimento posterior (art. 16 CP) não é aplicável a crimes não patrimoniais, razão pela qual não poderia ser reconhecido no caso de denunciação caluniosa; a atenuante da confissão espontânea já havia sido considerada pelas instâncias ordinárias; contudo, verificou-se ilegalidade na majoração da pena-base quando superior a 1/6 da pena mínima abstrata, o que impôs o recálculo da dosimetria, reduzindo a pena para 3 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão e alterando o regime inicial para aberto, mantendo-se as demais diretrizes da origem; por fim, a substituição da pena por restritivas de direitos foi afastada em razão de circunstância judicial desfavorável.
Court Disposition
Decisão reconsiderada para conhecer do agravo e dar parcial provimento ao recurso especial
Orders
- Dar parcial provimento ao recurso especial
- Reduzir a pena da agravante para 3 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment