REsp 2157659 - DECISAO
O recurso especial foi negado por ausência de omissão apta a autorizar o manejo do art. 1.022, II, CPC/2015; o Tribunal estadual apreciou e fundamentou as questões suscitadas, aplicando jurisprudência consolidada segundo a qual, na desapropriação, se a indenização fixada em juízo é superior à oferta administrativa,...
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- Parties
- Expropriante (autora): Santo Antonio Energia S/A; Expropriados (réus): Gelci Lourdes de Oliveira e outros
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 August 2024
- Procedural Posture
- Ação De Desapropriação / Recurso Especial No STJ Julgado (negado Provimento)
- Outcome
- Nego provimento ao recurso especial
- Legal Topics
- Desapropriação, Indenização, Honorários De Sucumbência, Cobertura Florística, Laudo Pericial, Juros Compensatórios
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Parties
Santo Antonio Energia S/A
Expropriante (autora)
Gelci Lourdes de Oliveira e outros
Expropriados (réus)
Procedural Posture
Ação De Desapropriação / Recurso Especial No STJ Julgado (negado Provimento)
Legal Issues
- 1 omissão apontada na decisão recorrida quanto à apreciação de elementos sobre valor e data da oferta e atualização da indenização
- 2 aplicabilidade do art. 86, parágrafo único, do CPC/2015 e do art. 27, §1º, do Decreto-Lei n. 3.365/1941 quanto à fixação de honorários e sucumbência
- 3 indenização separada pela cobertura florística e necessidade de prova de exploração econômica
Ratio Decidendi
O recurso especial foi negado por ausência de omissão apta a autorizar o manejo do art. 1.022, II, CPC/2015; o Tribunal estadual apreciou e fundamentou as questões suscitadas, aplicando jurisprudência consolidada segundo a qual, na desapropriação, se a indenização fixada em juízo é superior à oferta administrativa, a sucumbência cabe ao expropriante, e não há condenação em honorários contrária a essa lógica; houve também aplicação do entendimento de que não se indeniza separadamente a cobertura florística na ausência de prova de exploração econômica e que não se aplicam juros compensatórios sem comprovação de perda de renda, o que afasta as pretensões recursais da expropriante.
Court Disposition
Nego provimento ao recurso especial
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Santo Antonio Energia S/A ajuizou ação de desapropriação com pedido de liminar de imissão na posse contra Gelci Lourdes de Oliveira e outros, , objetivando a expropriação dos imóveis rurais denominados Sítio São João e Sítio Santa Beatriz, Gleba Garças, Projeto Fundiário Alto Madeira, Setor Gleba 005/D, próximos a Vila de Teotônio, no Município de Porto Velho, Estado de Rondônia, com área total de 27,1227ha, objeto das matrículas n. 3.114 e n. 3.070 registradas no 2º Oficio de Registro de Imóveis de Porto Velho, declarados de utilidade pública para a implantação da UHE Santo Antonio, tendo oferecido o valor indenizatório no montante de R$ 95.994,83 (noventa e cinco mil, novecentos e noventa e quatro reais e oitenta e três centavos). Na primeira instância, a ação foi julgada procedente, com o arbitramento da indenização por desapropriação no importe de R$293.000,00 (duzentos e noventa e três mil reais) - fls. 1.834-1.840. O Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia, em grau recursal, negou provimento ao recurso de apelação dos particulares, que pretendiam a majoração da verba indenizatória, e deu parcial provimento à apelação da Santo Antonio Energia S/A, apenas para afastar a incidência dos juros compensatórios incidentes da indenização (fls. 204-208), nos termos da seguinte ementa (fl. 2.202): Apelação cível. Ação de desapropriação. Nulidade do laudo pericial. Inocorrência. Benfeitorias. Não comprovação. Cobertura florística. Área de proteção permanente e reserva legal. Indenização devida. Juros compensatórios. Ausência de perda da renda. Não incidência. Recurso parcialmente provido. Rejeita-se a alegação de nulidade do laudo pericial, considerando que o laudo técnico foi elaborado por perito qualificado, possuindo presunção de veracidade, sendo imprescindível para a sua desconsideração evidente erro no conteúdo ou na sua elaboração, o que não ocorreu nos autos, tendo este apresentado laudos complementares sempre que intimado para tanto, não tendo as partes desconstituído sua fundamentação. Mantém-se a exclusão do valor pretendido a título de indenização pela perda de produção, considerando que os expropriados não conseguiram comprovar a ocorrência de prejuízo referentes às benfeitorias alegadas. O Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que as áreas referentes à cobertura vegetal e à preservação permanente devem ser indenizadas, não obstante a incidência de restrição ao direito de propriedade que possa incidir sobre todo o imóvel que venha a ser incluído em área de proteção ambiental. A cobertura florística existente na propriedade deve ser indenizada, ainda que esteja em área de proteção permanente ou faça parte de reserva legal, pois a vedação de atividade extrativista não elimina o valor econômico das matas protegidas e nem lhes retira do patrimônio do proprietário. De acordo com o entendimento do STF no julgamento da ADI 2332, não há incidência dos juros compensatórios nas hipóteses em que não haja comprovação de efetiva perda de renda pelo proprietário com a imissão provisória na posse. Assim, a ausência da comprovação da perda de produtividade na propriedade expropriada exclui a incidência dos juros compensatórios. Opostos embargos de declaração por ambas as partes, foram todos rejeitados (fls. 2.266-2.269). Por determinação deste Superior Tribunal de Justiça, no julgado que deu parcial provimento ao recurso especial da concessionária Santo Antonio Energia S/A (fls. 2.472-2.477), os autos foram devolvidos ao Tribunal Estadual para que esta promovesse o arbitramento da indenização de forma global, afastando a incidência de indenização por cobertura vegetal, em destaque da terra nua. Promovido novo julgamento, a Corte Estadual se manifestou consoante os seguintes termos emendados (fls. 2.492-2.493): Apelação cível. Ação de desapropriação. Cobertura florística. Ausência de exploração econômica. Indenização indevida. Entendimento do STJ. Recurso provido. De acordo com a decisão do STJ no julgamento do recurso interposto pela expropriante, a indenização pela cobertura florística em separado da terra nua se justifica apenas quando há prova de que há exploração econômica no imóvel expropriado. Assim, apurado pela perícia realizada nos autos que os requeridos não exploram qualquer atividade econômica no imóvel, não há que se falar em indenização pela cobertura florística em separado. Novos embargos de declaração opostos pela Santo Antonio Energia S/A., foram eles rejeitados (fls. 2.506-2.517). Santo Antonio Energia S/A interpôs recurso especial, com fundamento no artigo 105, inciso III, alínea a, da Constituição da República, no qual aponta a violação do art. 1.022, II, do CPC de 2015, visto que, em suma, quedou-se silente a Corte a quo quanto aos elementos citados pela recorrente, notadamente o enfrentamento de questão relevante à correta solução da lide, notadamente do valor e data da oferta da indenização, a atualização do valor da oferta até a data do laudo pericial, e do conteúdo do art. 86, parágrafo único, do CPC/2015, necessários a comprovar a sucumbência mínima da concessionária Santo Antonio Energia S/A., de modo a possibilitar a minoração do percentual de condenação em verba honorária. Aponta a violação do art. 86, parágrafo único, do CPC de 2015, bem assim do art. 27, §1º, do Decreto Lei n. 3.365 de 1941, porquanto, em apertada síntese, da necessidade de inversão do ônus de sucumbência, seja em razão da sucumbência mínima da recorrente, seja em razão da inexistência de sucumbência (dada a necessidade de atualização dos valores da oferta). Apresentadas contrarrazões ao recurso especial às fls. 2.548-2.560. É o relatório. Decido. A respeito da apontada violação do art. 1.022, II, do CPC/2015, não se vislumbra pertinência na alegação, tendo o julgador dirimido a controvérsia tal qual lhe fora apresentada, em decisão devidamente fundamentada, sendo a irresignação da concessionária recorrente evidentemente limitada ao fato de estar diante de decisão contrária a seus interesses, o que não viabiliza o referido recurso declaratório. Descaracterizada a alegada omissão, tem-se de rigor o afastamento da violação dos mencionados artigos processuais, conforme pacífica jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça: ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. DEFICIÊNCIA NA PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ART. 1022 DO CPC/2015. OFENSA NÃO VERIFICADA. BASE DE CÁLCULO DA CONTRIBUIÇÃO DEVIDA AO FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO. 1. Verifica-se não ter ocorrido ofensa aos arts. 489, § 1º e 1.022, II, do CPC/2015, na medida em que o Tribunal de origem dirimiu, fundamentadamente, as questões que lhe foram submetidas, apreciando integralmente a controvérsia posta nos autos, não se podendo, ademais, confundir julgamento desfavorável ao interesse da parte com negativa ou ausência de prestação jurisdicional. .. 3. Agravo interno desprovido (AgInt no REsp 1.643.573/RS, Rel. Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 8/11/2018, DJe 16/11/2018). CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE EXIBIÇÃO DE DOCUMENTOS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. VIOLAÇÃO DO ART. 489 DO CPC/15. INOCORRÊNCIA. FUNDAMENTAÇÃO. DEFICIENTE. SÚMULA 284/STF. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INADMISSIBILIDADE. 1. Ausentes os vícios do art. 1022 do CPC/15, rejeitam-se os embargos de declaração. 2. Devidamente analisadas e discutidas as questões de mérito, e fundamentado corretamente o acórdão recorrido, de modo a esgotar a prestação jurisdicional, não há que se falar em violação do art. 489 do CPC/15. 3. A ausência de fundamentação ou a sua deficiência importa no não conhecimento do recurso quanto ao tema. .. 6. Agravo interno não provido (AgInt no REsp 1.719.870/RS, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 24/9/2018, DJe 26/9/2018). A respeito da apontada negativa de vigência ao Aponta a violação do art. 86, parágrafo único, do CPC/2015, bem assim do art. 27, §1º, do Decreto Lei n. 3.365/1941, o Tribunal a quo, na fundamentação do decisum recorrido, assim firmou seu entendimento (fl. 2.507-2.508): .. Nas ações de desapropriação, os honorários de sucumbência devem ser fixados entre 0,5% e 5% do valor da diferença entre a quantia oferecida pelo ente político e aquela adotada na sentença (art. 27, § 1º, do Decreto-Lei n. 3.365/41). Alega a embargante que, em razão da redução da indenização para R$240.000,00, ocorreu a sucumbência mínima da embargante, o que foi omisso no acórdão. Em que pesem as alegações da embargante, verifica-se que razão não lhe assiste, à medida que embora o valor fixado da indenização não tenha sido em nenhum dos valores pretendidos pelas partes, este foi fixado em valor superior ao ofertado pela embargante na inicial. Segundo a jurisprudência do STJ, em ações de desapropriação, o ônus da sucumbência é definido pela aceitação ou não do preço ofertado, de maneira que a condenação em valor superior à oferta enseja a sucumbência do ente desapropriante e, portanto, a sua responsabilidade pelo pagamento das custas e despesas processuais. .. . Nesse prisma, sendo o valor da indenização fixado em valor superior ao ofertado na inicial, impõe-se à expropriante o pagamento da sucumbência. .. . Consoante se verifica dos excertos reproduzidos do acórdão vergastado, o entendimento firmado pela Corte Estadual encontra-se em consonância com a jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça, no sentido de que nas ações de desapropriação por utilidade pública, as despesas judiciais e os honorários do advogado, do perito judicial e do assistente técnico constituem encargos do sucumbente no litígio, assim entendido o expropriado se o valor indenizatório fixado em juízo for igual ou inferior ao ofertado administrativamente, ou ao expropriante na hipótese de o valor da indenização for superior ao oferecido na petição inicial. Confira-se os seguintes julgados: PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. DESAPROPRIAÇÃO. FALTA DE DEFINITIVIDADE QUANTO AOS VALORES. INTERESSE PÚBLICO. OPOSIÇÃO AO LEVANTAMENTO. ADMISSIBILIDADE IMPLÍCITA. DESPROVIMENTO DO AGRAVO INTERNO. MANUTENÇÃO DA DECISÃO RECORRIDA. I - O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - DNIT ajuizou ação de desapropriação contra Alexandre Gonçalves Gouveia objetivando a expropriação de parte de seu imóvel, situado na área declarada de utilidade pública, nos limites do Município de Redenção/CE, necessário à instituição e preservação da faixa de domínio da Ferrovia Nova Transnordestina, no trecho Missão Velha/CE - Pecém/CE, tendo ofertado administrativamente o valor indenizatório de R$ 13.186,97 (treze mil, cento e oitenta e seis reais e noventa e sete centavos). II - Na primeira instância, a ação foi julgada procedente, com a determinação de o trânsito em julgado da sentença ficar condicionado à comprovação da propriedade do terreno desapropriado (fls. 65-67). III - No Tribunal Regional Federal da 5ª Região, em grau recursal, deu-se provimento ao recurso de apelação do particular, reformando a decisão monocrática para autorizar o levantamento da quantia depositada a título de indenização, independentemente da comprovação da propriedade. IV - A Corte Especial deste Tribunal já se manifestou no sentido de que o juízo de admissibilidade do especial pode ser realizado de forma implícita, sem necessidade de exposição de motivos. Assim, o exame de mérito recursal já traduz o entendimento de que foram atendidos os requisitos extrínsecos e intrínsecos de sua admissibilidade, inexistindo necessidade de pronunciamento explícito pelo julgador a esse respeito. (EREsp n. 1.119.820/PI, relator Ministro Mauro Campbell Marques, Corte Especial, DJe 19/12/2014). No mesmo sentido: AgInt no REsp n. 1.865.084/MG, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, julgado em 10/8/2020, DJe 26/8/2020; AgRg no REsp n. 1.429.300/SC, relator Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, DJe 25/6/2015; AgRg no Ag n. 1.421.517/AL, relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, DJe 3/4/2014.) V - Em relação à apontada contrariedade ao art. 34 do Decreto n. 3.365/1941, e aos arts. 884, 1.227 e 1.245 do Código Civil, esta Corte Superior tem entendimento firmado no sentido de que, havendo dúvida sobre o domínio do imóvel desapropriado, o levantamento da verba indenizatória deve ser obstado até o cumprimento dos requisitos do referido art. 34 do Decreto n. 3.365/1941, que assim dispõe, in verbis: "O levantamento do preço será deferido mediante prova de propriedade, de quitação de dívidas fiscais que recaiam sobre o bem expropriado, e publicação de editais, com o prazo de 10 dias, para conhecimento de terceiros". A esse respeito, os seguintes julgados: REsp n. 1.726.925/MA, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 21/3/2019, DJe 1º/7/2019; AgRg no REsp n. 1.179.424/PR, relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, julgado em 5/6/2014, DJe 18/8/2014). VI - No que trata da indicação de violação dos arts. 141 e 492 do CPC/2015, e do art. 27, § 1º, do Decreto n. 3.365/1941, esta Corte Superior pacificou entendimento de que, nos termos do art. 30 do Decreto n. 3.365/1941 e do art. 19 da Lei Complementar n. 76/1993, nas ações de desapropriação por utilidade pública, as despesas judiciais, aí inclusos os honorários advocatícios, constituem encargos do sucumbente na lide, assim entendido o expropriado se o valor da indenização fixada em juízo for igual ou inferior ao ofertado administrativamente, ou o expropriante na hipótese de o valor da indenização for superior ao oferecido na petição inicial. VII - Desse modo, tendo havido homologação judicial do acordo em ação de desapropriação, sobre o valor indenizatório não há sucumbência, porquanto inexiste resistência à pretensão deduzida na inicial, o que afasta a aplicação do art. 19 da Lei Complementar n. 19/1993, sendo descabida a condenação em honorários, arcando cada parte com as próprias despesas. Nesse sentido: AgRg no REsp n. 1.122.233/BA, relator Ministro Hamilton Carvalhido, Primeira Turma, julgado em 27/4/2010, DJe 17/5/2010; REsp n. 720.232/PB, relatora Ministra Denise Arruda, Primeira Turma, julgado em 18/5/2006, DJ 12/6/2006, p. 444). VIII - Correta a decisão recorrida que deu provimento ao recurso especial para o fim de obstar o levantamento da verba indenizatória até que a questão relativa à dominialidade do imóvel esteja plenamente resolvida, bem assim para afastar a condenação em honorários advocatícios. IX - Agravo interno improvido (AgInt no REsp n. 1.988.144/PE, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, julgado em 26/9/2022, DJe de 28/9/2022). ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO. DESAPROPRIAÇÃO DIRETA. NOMEAÇÃO DE PERITO PELO JUÍZO. DESPESA PROCESSUAL A CARGO DO EXPROPRIANTE. BAIXO VALOR DA OFERTA. SUCUMBÊNCIA. CAUSALIDADE. REVISÃO DE MATÉRIA FÁTICA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ. 1. A jurisprudência desta Corte de Justiça é assente no sentido de que "nas ações de desapropriação por utilidade pública, as despesas judiciais, aí incluídos os honorários do perito e do assistente técnico, constituem encargos do sucumbente no litígio, assim entendido o expropriado se o valor indenizatório fixado em juízo for igual ou inferior ao ofertado administrativamente, ou ao expropriante na hipótese de o valor da indenização for superior ao oferecido na petição inicial" (AREsp n. 1.490.062/SP, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, julgado em 19/9/2019, DJe de 30/9/2019). 2. Na hipótese vertente, consta do acórdão recorrido a informação de que o ônus pelo pagamento dos honorários periciais foi imposto ao expropriante em razão do baixo valor ofertado pelo ente público, a atrair a necessidade de nomeação de perito pelo juízo. Assim, a alteração das premissas adotadas pela Corte de origem a respeito da existência de causalidade desfavorável ao expropriante demandaria novo exame do acervo fático-probatório constante dos autos, providência vedada em recurso especial, conforme o óbice previsto na Súmula 7/STJ. 4. Agravo interno não provido (AgInt no AREsp n. 2.405.263/CE, relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 8/4/2024, DJe de 11/4/2024). Ante ao exposto, com fundamento no art. 255, §4º II, do RISTJ, nego provimento ao recurso especial. Publique-se. Intimem-se . EMENTA