AREsp 1759802 - DECISAO
Negou-se provimento ao agravo porque o acórdão recorrido fundamentou-se na existência de confusão patrimonial e dissolução irregular das sociedades, conclusão que para ser reformada exigiria reexame do conjunto fático-probatório, hipóteses vedadas em recurso especial nos termos da Súmula n. 7 do STJ.
Source-derived case information.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 December 2021
- Procedural Posture
- Agravo Nos Próprios Autos (cpc/2015, Art. 1.042) / Julgamento Do Agravo Em Recurso Especial (decisão Denegatória)
- Outcome
- Nego provimento ao agravo em recurso especial.
- Legal Topics
- Desconsideração Da Personalidade Jurídica, Admissibilidade De Recurso Especial, Reexame De Provas (súmula 7 Do Stj), Dissolução Irregular De Sociedade
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Procedural Posture
Agravo Nos Próprios Autos (cpc/2015, Art. 1.042) / Julgamento Do Agravo Em Recurso Especial (decisão Denegatória)
Legal Issues
- 1 Preenchimento dos requisitos autorizadores da desconsideração da personalidade jurídica
- 2 Admissibilidade do recurso especial (violação de lei federal)
- 3 Possibilidade de reexame do conjunto fático-probatório em recurso especial (Súmula 7)
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo porque o acórdão recorrido fundamentou-se na existência de confusão patrimonial e dissolução irregular das sociedades, conclusão que para ser reformada exigiria reexame do conjunto fático-probatório, hipóteses vedadas em recurso especial nos termos da Súmula n. 7 do STJ.
Court Disposition
Nego provimento ao agravo em recurso especial.
Orders
- Nego provimento ao agravo em recurso especial
- Publique-se e intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo nos próprios autos (CPC/2015, art. 1.042) interposto contra decisão que inadmitiu o recurso especial por inexistência de violação de lei federal (e-STJ fls. 76/78). O acórdão recorrido está assim ementado (e-STJ fl. 33): AGRAVO DE INSTRUMENTO. Incidente de Desconsideração da Personalidade Jurídica acolhido. Preenchimento dos pressupostos legais específicos para o deferimento da desconsideração. Decisão mantida. Recurso improvido. Os embargos de declaração foram rejeitados (e-STJ fls. 45/49). Nas razões do recurso especial (e-STJ fls. 52/59), fundamentado no art. 105, III, "a", da CF, a parte recorrente apontou ofensa ao art. 50, § 1º, do CC/2002,sustentando, em síntese, que não foram demonstrados os requisitos autorizadores da desconsideração dapersonalidade jurídica. No agravo (e-STJ fls. 81/87), afirma a presença de todos os requisitos de admissibilidade do especial. Foi apresentada contraminuta (e-STJ fls. 90/93). É o relatório. Decido. Extraem-se as seguintes razões de decidir do aresto impugnado (e-STJ fls. 34/36): Nessas condições é possível concluir que houve confusão patrimonial entre as pessoas jurídicas e seus sócios. Nestes termos, com fulcro nos artigos 133/137 do CPC, defiro o requerimento da credora para que opatrimônio pessoal dos sócios das executadas também seja responsabilizado pela dívida. Assim, embora não exista prova cabal de que as executadas encerraram suas atividades irregularmente, sem a respectiva baixa no Cartório de Registro de documentos o fato é que se torna pouco crível que possam atuar em seu ramo de negócios com saldo zerado em todas as contas pesquisadas pelo Bacenjud. Deste modo, forçoso concluir que as empresas executadas não deixaram bens passíveis de constriçâo judicial ou suficientes para a garantia da execução, sendo, portanto, mais um motivo para o reconhecimento da despersonalização. Como conseqüência, se as pessoas jurídicas reclamadas não dispõe de bens suficientes para a satisfação do crédito da exequente restando evidenciado nos autos que os sócios tiveram plena ciência do processo executivo, possível é a aplicação do PRINCÍPIO DADESPERSONALIZAÇÃO DA PESSOA JURÍDICA. Ademais, é pacífico o entendimento de que emcaso de dissolução irregular da sociedade,respondem os sócios com seu patrimôniopessoal para pagamento das obrigaçõescontraídas em nome da pessoa jurídica, poisnesse caso ocorre efetiva desativação dasociedade devedor a, com sua dissolução eliquidação irregular o que afasta aresponsabilidade limitada dos sócios. Destemodo, a dissolução irregular da sociedadetorna a responsabilidade limitada dos sóciosem solidária e ilimitada ". Para alterar tais fundamentos e reconhecer que não ficaram preenchidos os requisitos autorizadores da desconsideração da personalidade jurídica da parte recorrente, seria imprescindível o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é inviável em recurso especial, haja vista o teor da Súmula n. 7 do STJ. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo em recurso especial. Publique-se e intimem-se.