AREsp 1930083 - ACORDAO
O agravo interno foi negado porque o acórdão recorrido apresentou fundamentação suficiente nos termos do art. 489 do NCPC, não houve prequestionamento de determinadas matérias nas instâncias ordinárias (incidindo, por analogia, a Súmula nº 282 do STF) e a pretensão recursal demandaria reexame do conjunto...
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- Parties
- Agravantes: LUIS ANTONIO GAMBARONI E MARGARETE THOMAZ GAMBARONI; Requerida/parte Executada: CONSIMA INCORPORADORA E CONSTRUTORA LTDA.; Requerida/parte Executada: CR JUNDIAÍ COOPERATIVA RESIDENCIAL AUTOFINANCIADA; Impugnante/terceira Incluída: CYRELA BRAZIL REALTY S.A. EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 10 December 2021
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial (ncpc) / Julgamento Colegiado Pela Terceira Turma Agravo Interno Negado
- Outcome
- Agravo interno não provido; negado provimento ao agravo interno.
- Legal Topics
- Desconsideração Da Personalidade Jurídica, Ilegitimidade Passiva, Admissibilidade Recursal, Prequestionamento, Fundamentação Do Acórdão (art. 489 Ncpc), Sumulas (súmula 7 STJ, Súmula 282 Stf)
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Parties
LUIS ANTONIO GAMBARONI E MARGARETE THOMAZ GAMBARONI
Agravantes
CONSIMA INCORPORADORA E CONSTRUTORA LTDA.
Requerida/parte Executada
CR JUNDIAÍ COOPERATIVA RESIDENCIAL AUTOFINANCIADA
Requerida/parte Executada
CYRELA BRAZIL REALTY S.A. EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES
Impugnante/terceira Incluída
Procedural Posture
Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial (ncpc) / Julgamento Colegiado Pela Terceira Turma Agravo Interno Negado
Legal Issues
- 1 alegada violação do art. 489 do NCPC
- 2 ausência de prequestionamento e aplicação da Súmula nº 282 do STF por analogia
- 3 necessidade de reexame de fatos e provas e incidência da Súmula nº 7 do STJ
Ratio Decidendi
O agravo interno foi negado porque o acórdão recorrido apresentou fundamentação suficiente nos termos do art. 489 do NCPC, não houve prequestionamento de determinadas matérias nas instâncias ordinárias (incidindo, por analogia, a Súmula nº 282 do STF) e a pretensão recursal demandaria reexame do conjunto fático-probatório, inviabilizado pelo óbice da Súmula nº 7 do STJ.
Court Disposition
Agravo interno não provido; negado provimento ao agravo interno.
Orders
- Agravo interno não provido
- Manutenção da decisão de origem que não conheceu do recurso especial
Full Case Text
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2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Nancy Andrighi, Paulo de Tarso Sanseverino e Marco Aurélio Bellizze votaram com o Sr. Ministro Relator. Não participou do julgamento o Sr. Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Paulo de Tarso Sanseverino.
RELATÓRIO Da leitura da minuta de agravo de instrumento constante dos autos, pode-se inferir que LUIS ANTONIO GAMBARONI E MARGARETE THOMAZ GAMBARONI (LUIS e outra) promoveram ação de obrigação de fazer cumulada com perdas e danos contra CONSIMA INCORPORADORA E CONSTRUTORA LTDA. (CONSIMA) e CR JUNDIAÍ COOPERATIVA RESIDENCIAL AUTOFINANCIADA (COOPERATIVA), demanda que foi julgada procedente para condenar as requeridas à devolução de valores pagos, lucros cessantes e indenização. Intimadas para o pagamento do débito, permaneceram inertes. Foi formulado pedido de desconsideração da personalidade jurídica, incluindo CYRELA BRAZIL REALITY S.A. EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES (CYRELA) e outras empresas no polo passivo da demanda. CYRELA apresentou impugnação ao cumprimento de sentença. A impugnação foi rejeitada, autorizando o prosseguimento da execução, decisão que foi agravada. O agravo de instrumento de CYRELA foi provido, nos termos do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, da relatoria do Desembargador José Aparício Coelho Prado Neto, assim ementado: AGRAVO DE INSTRUMENTO Cumprimento de Sentença - Decisão que rejeitou a impugnação mantendo a desconsideração da personalidade jurídica das empresas CONSIMA e CR JUNDIAÍ e a consequente inclusão da agravante no polo passivo da execução- Inconformismo da impugnante, alegando, basicamente, que não pode ser responsável pelo débito executado, devendo ser excluída da lide, uma vez que não integra o mesmo grupo econômico das executadas - Cabimento Agravante que não pertence ao mesmo grupo econômico das executadas - Ilegitimidade passiva reconhecida - Recurso provido (e-STJ, fl. 1.985). Irresignados, LUIS e outra interpuseram recurso especial com fulcro no art. 105, III, a, da CF, alegando a violação dos arts. 489, 1.017, 1.018 e 1.026 do NCPC, 28, caput e §§ 2º, 3º e 5º, do CDC, 50, 113 e 422 do CC/2002. O apelo nobre não foi admitido em virtude de não ter ficado demonstrada a violação da lei (e-STJ, fls. 2039/2040). O agravo em recurso especial daí decorrente foi conhecido para conhecer parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, a ele negar provimento, em decisão monocrática de minha lavra assim ementada: PROCESSUAL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NCPC. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER. PERDAS E DANOS. FUNDAMENTAÇÃO DA DECISÃO. SUFICIÊNCIA. INEXISTÊNCIA DE OFENSA AO ART. 489 DO NCPC. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 282 DO STF. ILEGITIMIDADE. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 7 DO STJ. AGRAVO CONHECIDO. RECURSO ESPECIAL CONHECIDO EM PARTE E, NESSA EXTENSÃO, NÃO PROVIDO (e-STJ, fl. 2.089 - com destaque no original). Nas razões do presente agravo interno, LUIS e outra, repisando os argumentos trazidos nas razões recursais, alegaram (1) violação do art. 489do NCPC; (2) não incidência da Súmula nº 282 do STF, pois houve o prequestionamento implícito; e(3) não incidência da Súmula nº 7 do STJ. Não houve impugnação ao recurso (e-STJ, fl. 2.117). É o relatório. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RECURSO MANEJADO SOB A ÉGIDE DO NCPC. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER. VIOLAÇÃO DO ART. 489, § 1º, DO NCPC. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL E FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO NÃO CONFIGURADAS. TEMA NÃO DEBATIDO PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 282 DO STF. INEXISTÊNCIA DE GRUPO ECONÔMICO. REVISÃO. PRETENSÃO RECURSAL QUE ENVOLVE O REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 7 DO STJ. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO. 1. Aplica-se o NCPC a este julgamento ante os termos do Enunciado Administrativo nº 3, aprovado pelo Plenário do STJ na sessão de 9/3/2016: Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma do novo CPC. 2. Não há falar em violação do art. 489 do NCPC quando a decisão está clara e suficientemente fundamentada, resolvendo integralmente a controvérsia. 3. A matéria referente aos temas de que não foi juntada aos autos a cópia da petição de interposição do agravo de instrumento e que este é intempestivo não foi objeto de debate prévio nas instâncias de origem. Ausente, portanto, o devido prequestionamento nos termos da Súmula nº 282 do STF, aplicável por analogia. 4. A alteração das conclusões do acórdão recorrido exige reapreciação do acervo fático-probatório da demanda, o que faz incidir o óbice da Súmula nº 7 do STJ. 5. Agravo interno não provido. VOTO O recurso não merece provimento. De plano, vale pontuar que o presente agravo interno foi interposto contra decisão publicada na vigência do novo Código de Processo Civil, razão pela qual devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma nele prevista, nos termos do Enunciado Administrativo nº 3, aprovado pelo Plenário do STJ na sessão de 9/3/2016: Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma do novo CPC. O inconformismo agora manejado não merece provimento por não ter trazido nenhum elemento apto a infirmar as suas conclusões. Na hipótese a decisão agravada consignou, expressamente, quanto a alegada ofensa ao art. 489do NCPC, queo acórdão deixou de analisar as provas e argumentos dos autos que serviriam para infirmar a conclusão adotada pelo julgador, pois o v. acórdão assim se manifestou: Ocorre que a empresa agravante não faz parte do mesmo grupo econômico das executadas a ensejar a sua responsabilidade pela execução em apreço, ainda, que subsidiária. De acordo com os elementos dos autos, tem-se que em 2006 a Cyrela Brazil Realty S/A Empreendimentos e Participações formou parceria com Concima Empreendimentos e Construções Ltda. mediante a constituição de Concima Participações Ltda., na qual parte do seu capital social era de uma subsidiária da Cyrela, a empresa Living Empreendimentos Imobiliários Ltda., e outra parte de subsidiária da Concima, empresa Viver Empreendimentos Imobiliários e Participações . Tem-se, também, que em 2008, a referida parceria foi rescindida e a Concima Participações Ltda. passou a se denominar Nova Zelândia Empreendimentos Imobiliários Ltda., controlada apenas pela Cyrela, ora agravada, uma vez que a empresa Viver Empreendimentos, que era do grupo da Concima, retirou-se da sociedade. Assim, ainda que incontroversa a parceria entre os grupos Cyrela e Concima, tal associação teve como objeto a realização de empreendimentos imobiliários específicos, os quais não abrangem aquele objeto da lide. Até porque, a referida parceria se formou em 2008 e o contrato de compra e venda que originou a presente execução é de 1996. Portanto, respeitado o entendimento da MM Juíza sentenciante, forçoso reconhecer que assiste razão a agravante quanto a sua ilegitimidade para figurar no polo passivo da presente execução (e-STJ, fl. 1.987). Nesse contexto, constata-se que o acórdão recorrido foi devidamente fundamentado, não se podendo falar em violação do art. 489, § 1º, do NCPC, uma vez que o Tribunal local se manifestou de forma fundamentada sobre todas as questões necessárias para o deslinde da controvérsia. O mero inconformismo da parte com o julgamento contrário a sua pretensão não caracteriza falta de prestação jurisdicional. A propósito: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DESTITUIÇÃO DO PODER FAMILIAR. ART. 1.638 DO CC. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA Nº 7/STJ. 1. Recurso especial interposto contra acórdão publicado na vigência do Código de Processo Civil de 2015 (Enunciados Administrativos nºs 2 e 3/STJ). 2. Não há falar em violação dos arts. 489 e 1.022 do CPC/2015 quando a decisão está clara e suficientemente fundamentada, resolvendo integralmente a controvérsia. 3. A perda do poder familiar ocorrerá quando presentes quaisquer das hipóteses previstas no art. 1.638 do CC. 4. Para prevalecer a pretensão em sentido contrário à conclusão do tribunal de origem, que manteve a sentença que decretou a destituição do poder familiar, mister se faz a revisão do conjunto fático-probatório dos autos, procedimento inviabilizado, nesta instância superior, pelo óbice da Súmula nº 7/STJ. 5. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp 1.237.833/MS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, Terceira Turma, j. 8/10/2018, DJe 15/10/2018 - sem destaque no original) CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. RECURSOS ESPECIAIS. RECURSOS MANEJADOS SOB A ÉGIDE DO NCPC. COMPROMISSO DE COMPRA E VENDA. IMÓVEL NA PLANTA. RESTITUIÇÃO DOS VALORES PAGOS PELA INTERMEDIAÇÃO. VIOLAÇÃO DOS ART. 489, § 1º, VI, E § 3º, E 1.022 DO NCPC QUE NÃO SE VERIFICA. OFENSA AO ART. 927, III, DO NCPC. NÃO OCORRÊNCIA. ARTS. 141 E 492 DO NCPC E 884 DO CC/02. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 211 DO STJ. PREQUESTIONAMENTO FICTO (ART. 1.025 DO NCPC). NECESSIDADE DE APONTAMENTO DE CONTRARIEDADE AO ART. 1.022 DO NCPC. PRESCRIÇÃO TRIENAL. TERMO INICIAL. DATA DO EFETIVO PAGAMENTO. 1. Os recursos especiais foram interpostos contra decisão publicada na vigência do novo Código de Processo Civil, razão pela qual devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma nele prevista, nos termos do Enunciado Administrativo nº 3, aprovado pelo Plenário do STJ na sessão de 9/3/2016: Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma do novo CPC. 2. Não procede a arguição de ofensa aos art. 489, § 1º, VI, e § 3º, e 1.022 do NCPC, quando o Tribunal a quo se pronuncia de forma motivada e suficiente, sobre os pontos relevantes e necessários ao deslinde da controvérsia. 3. O julgador não está obrigado a aplicar a tese fixada no julgamento de recurso especial repetitivo como determinado pelo art. 927, III, do NCPC quando realiza a separação do joio do trigo. 4. Ausente o debate pela Corte de origem acerca de preceito legal dito violado, incide a Súmula nº 211 do STJ. 5. A admissão de prequestionamento ficto (art. 1.025 do CPC/15), em recurso especial, exige que seja indicada ofensa ao art. 1.022, para que se possibilite ao órgão julgador verificar a existência do vício inquinado no acórdão, que uma vez constatado, poderá dar ensejo à supressão de grau de jurisdição facultada pelo dispositivo de lei. 6. O termo inicial da prescrição da pretensão de restituição dos valores pagos parceladamente a título de comissão de corretagem é a data do efetivo pagamento (desembolso total). 7. Recurso especial da PROJETO FOX conhecido em parte e, nessa extensão, não provido. Recurso especial da LPS não provido. (REsp 1.724.544/SP, de minha relatoria, Terceira Turma, j. 2/10/2018, DJe 8/10/2018 - sem destaque no original) AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. ASSÉDIO MORAL EM AMBIENTE DE TRABALHO. VIOLAÇÃO A DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS. IMPOSSIBILIDADE DE EXAME PELO STJ. VIOLAÇÃO DO ART. 489 DO CPC/2015 NÃO CONFIGURADA. PRESENÇA DOS REQUISITOS ENSEJADORES DA REPARAÇÃO CIVIL. REVISÃO. IMPOSSIBILIDADE. NECESSIDADE DO REVOLVIMENTO DE FATOS E PROVAS DOS AUTOS. MONTANTE INDENIZATÓRIO. PLEITO DE REDUÇÃO. NÃO DEMONSTRADA A ABUSIVIDADE NO VALOR FIXADO NAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. SÚMULA 7/STJ. DISSÍDIO PREJUDICADO. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. Inviável a análise de ofensa a dispositivos constitucionais, porquanto a competência desta Corte restringe-se à interpretação e uniformização do direito infraconstitucional federal, sob pena de usurpação da competência atribuída ao Supremo Tribunal Federal. 2. Não ficou demonstrada a violação do art. 489 do CPC/2015, uma vez que o Tribunal de origem se manifestou de forma fundamentada sobre todas as questões necessárias para o deslinde da controvérsia. O mero inconformismo da parte com o julgamento contrário à sua pretensão não caracteriza falta de prestação jurisdicional. 3. A revisão da conclusão estadual - de estarem presentes os requisitos para configurar a responsabilidade civil, bem como pela razoabilidade do valor fixado - demandaria, necessariamente, o revolvimento do acervo fático-probatório dos autos, providência vedada na via estreita do recurso especial, ante o óbice disposto na Súmula 7/STJ. 4. A análise do dissídio jurisprudencial fica prejudicada em razão da aplicação do enunciado da Súmula n. 7/STJ, porquanto não é possível encontrar similitude fática entre o acórdão combatido e os arestos paradigmas, uma vez que as suas conclusões díspares ocorreram não em virtude de entendimentos diversos sobre uma mesma questão legal, mas, sim, de fundamentações baseadas em fatos, provas e circunstâncias específicas 5. Razões recursais insuficientes para a revisão do julgado. 6. Agravo interno desprovido. (AgInt no AREsp 1.308.817/SC, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, Terceira Turma, j. 24/9/2018, DJe 27/9/2018 - sem destaque no original) De outra parte, de uma simples leitura do aresto recorrido, pode-se observar que a matéria referente aos temasde quenão foi juntada aos autos a cópia da petição de interposição do agravo de instrumento .. que é intempestivo o agravo de instrumento não foi apreciado pelo v. acórdão recorrido e tampouco foram opostos embargos de declaração. Não houve, portanto, o indispensável debate prévio, condição sem a qual fica obstaculizada a via de acesso ao apelo excepcional. Inafastável, assim, a incidência da Súmula nº 282 do STF, por analogia, in verbis: É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada. A propósito, vejam-se os acórdãos: CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. RECURSO MANEJADO SOB A ÉGIDE DO NCPC. AÇÃO DECLARATÓRIA E DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. FRAUDE NO REGISTRO DE EMPRESA. JUNTA COMERCIAL. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. ART. 37 DA CF. FUNDAMENTO NÃO IMPUGNADO. SÚMULA Nº 283 DO STF. AUSÊNCIA DE RESPONSABILIDADE NO RECONHECIMENTO DE FIRMA. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA Nº 282 DO STF. DECISÃO MANTIDA. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO. 1. Aplica-se o NCPC a este recurso ante os termos do Enunciado Administrativo nº 3, aprovado pelo Plenário do STJ na sessão de 9/3/2016: Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma do novo CPC. 2. A simples indicação dos dispositivos legais tidos por violados, sem que o tema tenha sido enfrentado pelo acórdão recorrido, obsta o conhecimento do recurso especial, por falta de prequestionamento. Súmula nº 282 do STF, por analogia. .. 5. Agravo interno não provido. (AgInt no REsp 1.844.836/RJ, de minha relatoria, Terceira Turma, j. 11/5/2021, DJe 13/5/2021) AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULA Nº 282/STF. 1. .. . 2. Ausente o prequestionamento, até mesmo de modo implícito, do dispositivo apontado como violado no recurso especial, incide, por analogia, o disposto na Súmula nº 282 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp 1.578.006/MT, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, Terceira Turma, j. em 9/3/2020, DJe 13/3/2020) AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. PLANO DE SAÚDE. OMISSÃO NO ACÓRDÃO DE ORIGEM. NÃO OCORRÊNCIA. NEGATIVA INDEVIDA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 7/STJ. DANO MORAL. VALOR. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL DE DISPOSITIVO TIDO COMO VIOLADO. SÚMULA 284/STF. COBERTURA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. NÃO PROVIMENTO. 1. .. . 4. Não se admite o recurso especial quando a questão federal nele suscitada não foi enfrentada no acórdão recorrido. Incidem as Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no REsp 1.811.358/PA, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, Quarta Turma, j. em 10/3/2020, DJe 17/3/2020) Ademais, a decisão agravada consignou expressamente, em relação a alegação de que existente um grupo econômico a justificar a manutenção da CONCIMA e CYRELA no pólo passivo da ação, sendo certo, ainda, que a reunião de empresas não se pautou na boa-fé, servindo prejudicar consumidores, que Tribunal local afirmou que inexistência de parceria e, portanto, ilegitimidade, nos seguintes termos: Ocorre que a empresa agravante não faz parte do mesmo grupo econômico das executadas a ensejar a sua responsabilidade pela execução em apreço, ainda, que subsidiária. De acordo com os elementos dos autos, tem-se que em 2006 a Cyrela Brazil Realty S/A Empreendimentos e Participações formou parceria com Concima Empreendimentos e Construções Ltda. mediante a constituição de Concima Participações Ltda., na qual parte do seu capital social era de uma subsidiária da Cyrela, a empresa Living Empreendimentos Imobiliários Ltda., e outra parte de subsidiária da Concima, empresa Viver Empreendimentos Imobiliários e Participações . Tem-se, também, que em 2008, a referida parceria foi rescindida e a Concima Participações Ltda. passou a se denominar Nova Zelândia Empreendimentos Imobiliários Ltda., controlada apenas pela Cyrela, ora agravada, uma vez que a empresa Viver Empreendimentos, que era do grupo da Concima, retirou-se da sociedade. Assim, ainda que incontroversa a parceria entre os grupos Cyrela e Concima, tal associação teve como objeto a realização de empreendimentos imobiliários específicos, os quais não abrangem aquele objeto da lide. Até porque, a referida parceria se formou em 2008 e o contrato de compra e venda que originou a presente execução é de 1996. Portanto, respeitado o entendimento da MM Juíza sentenciante, forçoso reconhecer que assiste razão a agravante quanto a sua ilegitimidade para figurar no polo passivo da presente execução (e-STJ, fl. 1.987). Desse modo, para se chegar a conclusão diversa da que chegou o Tribunal local, seria inevitável o revolvimento do arcabouço fático-probatório, procedimento sabidamente inviável na instância especial por incidir a Súmula nº 7 do STJ: A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial. Nesse sentido, vejam-se os seguintes julgados: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RESPONSABILIDADE OBRIGACIONAL SECURITÁRIA. SISTEMA FINANCEIRO DE HABITAÇÃO (SFH). ILEGITIMIDADE PASSIVA. MATÉRIA QUE DEMANDA REEXAME DE FATOS E PROVAS. SUMULAS 5 E 7 DO STJ. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO. .. 2. No presente caso, é inviável rever a conclusão do Tribunal de origem acerca da ilegitimidade passiva da seguradora, pois demandaria reexame de fatos, provas e interpretação de cláusulas contratuais, providências vedadas em sede de recurso especial, em razão dos óbices das Súmulas 5 e 7 do STJ. 3. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp 1.730.752/PR, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QuartaTurma, j. 23/8/2021, DJe 26/8/2021) RECURSOS ESPECIAIS. 1. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS, MORAIS E ESTÉTICOS. TENTATIVA DE ROUBO. TIROTEIO EM VIA PÚBLICA PROVOCADO POR SEGURANÇAS PARTICULARES, AINDA QUE CONTRATADOS INFORMALMENTE PELOS RÉUS. AUTORA VÍTIMA DE DISPARO DE ARMA DE FOGO QUE A DEIXOU TETRAPLÉGICA. 2. OMISSÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INEXISTÊNCIA. 3. PRESCRIÇÃO QUANTO À PRETENSÃO DA MÃE. OCORRÊNCIA. 4. ALEGAÇÃO DE CERCEAMENTO DE DEFESA E DE ILEGITIMIDADE PASSIVA DA EMPRESA SENDAS DISTRIBUIDORA S.A. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA 283/STF. REEXAME DE PROVAS. DESCABIMENTO. SÚMULA 7/STJ. 5. INDEPENDÊNCIA ENTRE O JUÍZO CÍVEL E O CRIMINAL. 6. ACORDO REALIZADO EM OUTRO PROCESSO QUE NÃO AFETA A PRESENTE LIDE. 7. INCIDÊNCIA DAS NORMAS DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR À HIPÓTESE. 8. FORTUITO EXTERNO NÃO CARACTERIZADO. 9. TEORIA DA CAUSALIDADE ALTERNATIVA. NÃO INCIDÊNCIA, AO CASO. 10. ALEGAÇÃO QUANTO À INEXISTÊNCIA DE NEXO CAUSAL. REEXAME DE PROVAS. DESCABIMENTO. SÚMULA 7/STJ. 11. PAGAMENTO DE PENSÃO VITALÍCIA PELA REDUÇÃO PERMANENTE DA CAPACIDADE DE TRABALHO DA DEMANDANTE. CABIMENTO. TERMO INICIAL E VALOR. ACRÉSCIMOS LEGAIS. NÃO INCIDÊNCIA. 12. INCLUSÃO DO NOME DA AUTORA EM FOLHA DE PAGAMENTO. POSSIBILIDADE. 13. CONFIGURAÇÃO DE DANO À VIDA DE RELAÇÃO. 14. VALOR DAS INDENIZAÇÕES. FIXAÇÃO DO QUANTUM PELO TRIBUNAL DE ORIGEM EM OBSERVÂNCIA AOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E DA PROPORCIONALIDADE. 15. JUROS DE MORA. TERMO INICIAL. 16. VALOR DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. REDUÇÃO. DESCABIMENTO. 17. RECURSO ESPECIAL DE DUAS DAS CORRÉS PARCIALMENTE PROVIDO E IMPROVIDOS OS DEMAIS. 1. Trata-se de ação de indenização por danos materiais, morais e estéticos em decorrência de tentativa de roubo a joalheria, situada em um centro comercial, em que a vítima, então com 12 (doze) anos de idade, foi baleada e ficou tetraplégica, no momento em que retornava da escola e passava pela rua em frente ao local do crime, quando teve início um tiroteio provocado pela reação dos seguranças contratados, ainda que informalmente, pelos lojistas. 2. Nos termos do art. 1.022, I, II e III, do CPC/2015, destinam-se os embargos de declaração a expungir do julgado eventuais omissão, obscuridade ou contradição, ou ainda a corrigir erro material, não se caracterizando via própria ao rejulgamento da causa. 3. Segundo o entendimento pacificado na Segunda Seção deste Tribunal, a partir do julgamento proferido no REsp n. 489.895/SP, Relator o Ministro Fernando Gonçalves, DJe de 23/4/2010, prevalece o prazo prescricional de 5 (cinco) anos previsto no art. 27 do CDC em relação ao prazo vintenário do CC/1916, nas ações de indenização decorrentes de fato do produto ou do serviço. 4. Inviável o acolhimento da alegação de cerceamento de defesa, pelo indeferimento do pedido de substituição de testemunhas, bem como de ilegitimidade passiva da empresa Sendas Distribuidora S.A., tendo em vista a ausência de impugnação específica dos fundamentos do acórdão recorrido, incidindo, à hipótese, o óbice da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, a análise da questão relacionada à inexistência de grupo econômico entre as empresas esbarra na necessidade do reexame de provas, inviável na via eleita, atraindo a aplicação da Súmula 7 deste Tribunal. .. 17. Recurso especial das corrés, Sendas S.A. e Sendas Distribuidora S.A., conhecido e provido em parte, e improvidos os demais recursos. (REsp 1.732.398/RJ, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, Terceira Turma, j. 22/5/2018, REPDJe 14/6/2018, DJe 1º/6/2018) Assim, o presente agravo não se revela apto a alterar o conteúdo do julgado impugnado, que não conheceu do apelo nobre, devendo ser ele mantido. Nessas condições, pelo meu voto, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno.