AREsp 2671083 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e, após exame, negou-se provimento ao recurso especial por entender que não houve omissão no acórdão recorrido; a perícia acolhida pelo tribunal de origem não constatou fraude, desvio de finalidade ou confusão patrimonial, de modo que não se preencheram os requisitos do art. 50 do CC para a...
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- Parties
- Agravante: OVIDIO BARETTA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 29 August 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento E Julgamento
- Outcome
- Agravo conhecido para conhecer em parte do recurso especial e negar-lhe provimento.
- Legal Topics
- Desconsideração Da Personalidade Jurídica, Honorários Advocatícios, Prova Pericial, Omissão (embargos De Declaração), Prequestionamento, Súmula 7/stj, Súmula 211/stj
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Parties
OVIDIO BARETTA
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento E Julgamento
Legal Issues
- 1 omissão no acórdão (art. 1.022 CPC/2015)
- 2 prequestionamento de dispositivos (arts. 226 e 1.179 CC)
- 3 validade e eficácia probatória da prova pericial
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e, após exame, negou-se provimento ao recurso especial por entender que não houve omissão no acórdão recorrido; a perícia acolhida pelo tribunal de origem não constatou fraude, desvio de finalidade ou confusão patrimonial, de modo que não se preencheram os requisitos do art. 50 do CC para a desconsideração da personalidade jurídica; as questões referentes aos arts. 226 e 1.179 do CC não foram prequestionadas, incidindo a Súmula 211/STJ; e seria vedado o reexame do conjunto fático-probatório em recurso especial, nos termos da Súmula 7/STJ; manteve-se, ademais, a aplicação da orientação do STJ quanto à fixação de honorários sucumbenciais no incidente de desconsideração...
Court Disposition
Agravo conhecido para conhecer em parte do recurso especial e negar-lhe provimento.
Orders
- Majorou os honorários em favor do advogado da parte agravada em R$ 500,00 (art. 85, § 11, CPC/2015).
- Ficam as partes cientificadas de que a insistência injustificada no prosseguimento do feito poderá ensejar a imposição das multas previstas nos arts. 1.021, § 4º, e 1.026, § 2º, do CPC/2015.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto por OVIDIO BARETTA, contra decisão que não admitiu o recurso especial, este por sua vez, manejado, com fundamento no art. 105, inciso III, a e c, da Constituição Federal, visando reformar acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo assim ementado (e-STJ, fl. 35): Agravo de Instrumento. Cumprimento de sentença. Incidente de desconsideração da personalidade jurídica. Decisão que indeferiu o pleito. Manutenção. Ausência dos requisitos do artigo 50 do Código Civil. Inexistência de bens penhoráveis que, por si só, não autoriza a desconsideração da personalidade jurídica. Prova pericial que constatou que o endividamento não se deu por fraude ou desvio de personalidade, mas decorreu do risco da própria atividade. Ausência de comprovação de abuso da personalidade jurídica, pelo desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial. Honorários advocatícios. Cabimento. Segundo a orientação jurisprudencial mais recente do C. STJ, "o indeferimento do pedido de desconsideração da personalidade jurídica, tendo como resultado a não inclusão do sócio (ou da empresa) no polo passivo da lide, dá ensejo à fixação de verba honorária em favor do advogado de quem foi indevidamente chamado a litigar em juízo"(REsp 1.925.959/SP, Ministro Paulo de Tarso Sanseverino). Agravo desprovido. Os embargos de declaração opostos foram rejeitados (e-STJ, fls. 51-54). Nas razões do recurso especial, o agravante alegou, além de dissídio jurisprudencial, violação aos arts. 50, 226 e 1.179 do Código Civil e aos arts. 85 e 1.022, II, do Código de Processo Civil. Apontou, inicialmente, que o acórdão recorrido foi omisso, pois não se manifestou a respeito das questões suscitadas nos aclaratórios, imprescindíveis para a solução da controvérsia. Sustentou que "os livros que deram suporte ao laudo pericial adotado pela decisão objurgada carecem de eficácia probatória em benefício dos agravados, razão pela qual deles não pode emanar, sem ofensa à lei, nenhuma prova: (i) seja no sentido de que não há fraude na contabilidade da Ferbela; (ii) seja de que não foram identificadas, em suas contas bancárias, movimentações suspeitas, estando elas conforme a movimentação da empresa; (iii) seja de que não houve desvio de finalidade e confusão patrimonial" (e-STJ, fl. 71). Defendeu estarem presentes os requisitos autorizadores da desconsideração da personalidade jurídica, sobretudo em razão da existência de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade e pela confusão patrimonial. Alegou não ser cabível a condenação em honorários advocatícios em incidente processual de desconsideração de personalidade jurídica. Pugnou, ao final, pelo provimento do recurso. Contrarrazões às fls. 113-122 (e-STJ). O Tribunal de origem não admitiu o processamento do recurso especial, o que levou o insurgente à interposição de agravo. Brevemente relatado, decido. Na espécie, a primeira tese defendida pelo recorrente refere-se à existência de omissão no acórdão impugnado. A respeito do tema, é preciso esclarecer que os embargos de declaração possuem fundamentação vinculada, cujo objetivo é sanear a decisão eivada de obscuridade, contradição, omissão ou erro material (art. 1.022 do CPC/2015), não possuindo, por isso, natureza infringente. Nesse sentido, a jurisprudência desta Corte Superior é pacífica ao proclamar que, se os fundamentos adotados bastam para justificar o concluído na decisão, o julgador não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos utilizados pela parte (REsp 1.873.918/SP, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 02/03/2021, DJe 04/03/2021). Desse modo, tendo o Tribunal a quo motivado adequadamente sua decisão, solucionando a controvérsia com a aplicação do direito que entendeu cabível à hipótese, não há que se afirmar que a Corte estadual omitiu-se apenas pelo fato de ter o aresto impugnado decidido em sentido contrário à pretensão da parte. Assim, ao analisar os autos, não se evidencia a existência da omissão apontada, pois as questões submetidas a julgamento foram decididas de maneira clara e devidamente fundamentada, especialmente no que se refere à ausência dos requisitos autorizadores para a desconsideração da personalidade jurídica, uma vez que, com base na prova pericial, as instâncias originárias não constataram a ocorrência de fraude ou desvio de personalidade. A propósito, confira-se a fundamentação apresentada pelo TJSP (e-STJ, fls. 37-41): A desconsideração da personalidade jurídica de uma sociedade, seja para alcance dos bens particulares de sócios não coobrigados, seja para alcance do patrimônio de outras sociedades que com ela tenham ligação, pressupõe fraude ou abuso de direito, sendo este o sentido que se deve orientar a interpretação dos dispositivos legais que tratam do assunto, inclusive do artigo 50 do Código Civil. Segundo Fábio Ulhôa Coelho: "A melhor interpretação judicial dos artigos de lei sobre a desconsideração (isto é, os arts. 28 e § 5odo CDC, 18 da Lei Antitruste, 4o da Lei do Meio Ambiente e 50 do CC/2002),é a que prestigia a contribuição doutrinária, respeita o instituto da pessoa jurídica, reconhece a sua importância para o desenvolvimento das atividades econômicas e apenas admite a superação do princípio da autonomia patrimonial quando necessário à repressão de fraudes e à coibição do mau uso da forma da pessoa jurídica" (Curso de Direito Comercial, Saraiva, 2002,vol. 2, p. 54). Nesse cenário, para que o credor, frustrado com os rumos de sua execução, possa abrir o caminho para que a entidade seja despida do véu da sua personalidade é preciso que esteja presente um dos vários modos de se praticar fraude, seja pela confusão patrimonial, seja pelo esvaziamento do patrimônio da devedora e consequente crescimento ostentado por um ou por todos os sócios etc. No caso, o agravante não trouxe nenhum documento comprovando abusos caracterizados por desvio de finalidade ou confusão patrimonial, não bastando a situação de a ausência de bens penhoráveis para desconsideração de sua personalidade. A jurisprudência assim entende: (..) Oportuno ressaltar, ainda, que, no caso, foi produzida prova pericial para levantamento contábil, fiscal, bancário e perante a receita federal, envolvendo todo o ativo e o passivo da empresa, não sendo constatado nenhum indício de fraude ou desvio patrimonial, mas, ao contrário, o endividamento decorreu do risco da própria atividade, pág. 1.115 dos autos de origem. Assim, meras conjecturas apresentadas pelo agravante não podem se sobrepor às provas constantes dos autos, sobretudo à perícia, que fora realizada por profissional de confiança do juízo. Outrossim, no que tange à fixação de honorários, segundo posicionamento recente e inovador do C. STJ, o indeferimento do pedido de desconsideração da personalidade jurídica enseja a fixação da referida verba em favor do advogado da parte contrária, por ter sido indevidamente chamado a litigar em juízo. Confira-se: (..) Destarte, a fixação de honorários em R$3.000,00 deve ser mantida, mesmo porque, apresenta-se equilibrada e compatível com a relativa complexidade da demanda. Assim, o recorrente não logrou desenvolver argumentação apta a demonstrar o desacerto da decisão agravada, cujos fundamentos são ora confirmados. Portanto, apresentando o Tribunal originário os fundamentos pelos quais chegou à conclusão dos fatos expostos nos autos, inexiste violação ao art. 1.022 do CPC/2015. Por outro lado, como se depreende das razões expendidas no acórdão recorrido, constata-se que as matérias alusivas aos arts. 226 e 1.179 do Código Civil, da forma em que foram apresentadas no recurso especial, não foram objeto de apreciação pelo Tribunal estadual, caracterizando-se a ausência de prequestionamento, o que atrai a incidência da Súmula 211/STJ. Com efeito, para que se configure o prequestionamento das matérias, há que se extrair do acórdão recorrido pronunciamento sobre as teses jurídicas em torno dos dispositivos legais tidos por vulnerados, a fim de que se possa, na instância especial, abrir discussão sobre determinada questão de direito, definindo-se, por conseguinte, a correta interpretação da legislação federal. Assim sendo, como não houve discussão pela Corte local acerca das referidas questões, visto que agiu corretamente o tribunal de origem ao rejeitar os embargos de declaração por inexistir omissão, contradição, obscuridade ou erro material no acórdão atacado, ficando patente o intuito infringente da irresignação, foi desatendido o requisito do prequestionamento. Cumpre registrar que não se desconhece ter o Código de Processo Civil de 2015, no art. 1.025, disciplinado a possibilidade de prequestionamento ficto de tese jurídica, quando - a despeito da oposição de embargos de declaração - o Tribunal estadual não se manifesta acerca do tema, considerando-se inclusas no aresto as questões deduzidas pela parte recorrente nos aclaratórios. Contudo, o Superior Tribunal de Justiça, intérprete da legislação federal, possui jurisprudência assentada no sentido de que o prequestionamento ficto só pode ocorrer quando, na interposição do recurso especial, a parte recorrente tiver sustentado violação ao art. 1.022 do CPC/2015 e esta Corte Superior houver constatado o vício apontado, o que não ocorreu na hipótese. Na mesma linha de cognição: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RESPONSABILIDADE CIVIL. ERRO MÉDICO. ART. 1.022 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. OMISSÃO. AUSÊNCIA. PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA Nº 211/STJ. INDENIZAÇÃO. DANOS MATERIAIS E MORAIS. NÃO CABIMENTO. NEGLIGÊNCIA E IMPERÍCIA. DEMONSTRAÇÃO. AUSÊNCIA. REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA Nº 7/STJ. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL PREJUDICADO. 1. Recurso especial interposto contra acórdão publicado na vigência do Código de Processo Civil de 2015 (Enunciados Administrativos nºs 2 e 3/STJ). 2. A controvérsia dos autos reside no reconhecimento de indenização por danos materiais e morais por alegado erro médico, devido ao tipo de anestesia utilizada no procedimento de cirurgia bariátrica do paciente. 3. No caso, ausente violação do art. 1.022 do CPC/2015, visto que agiu corretamente o tribunal de origem ao rejeitar os embargos de declaração por inexistir omissão, contradição, obscuridade ou erro material no acórdão atacado, ficando patente o intuito infringente da irresignação. 4. A ausência de discussão pelo tribunal local acerca da tese ventilada no recurso especial (arts. 6º, III, do Código de Defesa do Consumidor, 422 do Código Civil e 22, 24, 31 e 34 do CFM) acarreta a falta de prequestionamento, atraindo a incidência da Súmula nº 211/STJ. 5. A admissão de prequestionamento ficto (art. 1.025 do CPC/2015), em recurso especial, exige que no mesmo recurso seja indicada e reconhecida a violação do art. 1.022 do CPC/2015 para que se possibilite ao Órgão julgador verificar a existência do vício inquinado ao acórdão, que, uma vez constatado, poderá dar ensejo à supressão de grau facultada pelo dispositivo de lei. 6. Na espécie, rever a conclusão da Corte de origem - no sentido de que não foram configurados danos materiais e morais - demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório carreado nos autos, procedimento obstado pelo disposto na Súmula nº 7/STJ. 7. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça preleciona que a necessidade de reexame de matéria fática impede a admissão do recurso pelo dissídio jurisprudencial. 8. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp n. 2.029.476/RJ, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 6/3/2023, DJe de 10/3/2023.) Ademais, ainda que sob outra perspectiva, infirmar o entendimento alcançado pelo acórdão recorrido, com base nos elementos de convicção juntados aos autos, a fim de se concluir pela imprestabilidade da prova pericial para a solução da lide, demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório dos autos, o que é vedado, ante a natureza excepcional da via eleita, consoante o enunciado da Súmula n. 7 do Superior Tribunal de Justiça. Igualmente, reverter a conclusão do Tribunal local, para acolher a pretensão recursal referente ao preenchimento dos requisitos para a desconsideração da personalidade jurídica, demandaria a análise de fatos e provas da causa, o que atrai a incidência da Súmula 7/STJ. Nesse sentido: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA. ART. 50 DO CÓDIGO CIVIL. REQUISITOS. AUSÊNCIA. REEXAME. FUNDAMENTOS. SÚMULA Nº 7/STJ. 1. Recurso especial interposto contra acórdão publicado na vigência do Código de Processo Civil de 2015 (Enunciados Administrativos nºs 2 e 3/STJ). 2. O Superior Tribunal de Justiça entende que a desconsideração da personalidade jurídica a partir da Teoria Maior (art. 50 do Código Civil) exige a comprovação de abuso, caracterizado pelo desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial, pelo que a mera inexistência de bens penhoráveis ou o eventual encerramento irregular das atividades da empresa não justifica o deferimento de tal medida excepcional. 3. Na hipótese, rever as conclusões das instâncias ordinárias quanto ao preenchimento dos requisitos para a desconsideração da personalidade jurídica da empresa demandaria a análise de fatos e provas da causa, o que atrai a incidência da Súmula nº 7/STJ. 4. Agravo interno não provido.(AgInt no AgInt no AREsp 1789298/MS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA TURMA, julgado em 25/10/2021, DJe 03/11/2021) AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL - AUTOS DE AGRAVO DE INSTRUMENTO NA ORIGEM - DECISÃO MONOCRÁTICA DA PRESIDÊNCIA DESTA CORTE QUE CONHECEU DO AGRAVO PARA NÃO CONHECER DO RECLAMO. INSURGÊNCIA DA PARTE AGRAVANTE. 1. A teoria da desconsideração da personalidade jurídica, medida excepcional prevista no art. 50 do Código Civil, pressupõe a ocorrência de abusos da sociedade, advindo do desvio de finalidade ou da demonstração de confusão patrimonial. 1.1 A mera dificuldade de encontrar bens suficientes para a satisfação do crédito discutido, associada à eventual constatação do estado de insolvência da empresa demandada, não constituem elementos suficientes para o deferimento do pedido de desconsideração de sua personalidade jurídica. 2.Incide o óbice contido na Súmula 7/STJ à pretensão voltada para desconstituir os fundamentos que lastrearam o aresto recorrido, notadamente quanto ao não preenchimento dos requisitos necessários para o deferimento do pedido de desconsideração da personalidade jurídica da empresa executada. 3. Esta Corte Superior de Justiça tem entendimento no sentido de que a incidência do referido óbice impede o exame de dissídio jurisprudencial, na medida em que falta identidade entre os paradigmas apresentados e os fundamentos do acórdão, tendo em vista a situação fática do caso concreto, com base na qual deu solução a causa a Corte de origem. 4. Agravo interno desprovido.(AgInt no AREsp 1872180/SP, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em 20/09/2021, DJe 23/09/2021) Por fim, em relação à verba sucumbencial, o acórdão recorrido está em consonância com a recente orientação jurisprudencial da Terceira Turma desta Corte Superior, no sentido de que "o indeferimento do pedido de desconsideração da personalidade jurídica, tendo como resultado a não inclusão do sócio (ou da empresa) no polo passivo da lide, dá ensejo à fixação de verba honorária em favor do advogado de quem foi indevidamente chamado a litigar em juízo." (REsp n. 1.925.959/SP, relator Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, relator para acórdão Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 12/9/2023, DJe de 22/9/2023). A propósito (sem destaques nos originais): PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. INCIDENTE DE DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA. INDEFERIMENTO DO PEDIDO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS DE SUCUMBÊNCIA. FIXAÇÃO. CABIMENTO. 1. A Terceira Turma do STJ, no julgamento do REsp n. 1.925.959/SP, adotou nova orientação no sentido de que "o indeferimento do pedido de desconsideração da personalidade jurídica, tendo como resultado a não inclusão do sócio (ou da empresa) no polo passivo da lide, dá ensejo à fixação de verba honorária em favor do advogado de quem foi indevidamente chamado a litigar em juízo". (REsp n. 1.925.959/SP, relator Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, relator para acórdão Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 12/9/2023, DJe de 22/9/2023). 2. Hipótese em que os honorários advocatícios foram fixados na origem em 10% sobre o valor do débito exequendo. Manutenção do acórdão recorrido. Agravo interno improvido. (AgInt no AgInt no REsp n. 2.042.753/SP, relator Ministro Humberto Martins, Terceira Turma, j. 15/4/2024, DJe de 17/4/2024) PROCESSUAL CIVIL. TÍTULO EXTRAJUDICIAL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO. INCIDENTE DE DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA. INDEFERIMENTO DO PEDIDO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS SUCUMBENCIAIS. CABIMENTO DA VERBA. RECENTE ORIENTAÇÃO DA TERCEIRA TURMA DO STJ. AGRAVO PROVIDO. DECISÃO AGRAVADA RECONSIDERADA. AGRAVO CONHECIDO. RECURSO ESPECIAL PROVIDO. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO. 1. O incidente processual que, em tese, não poderia gerar a paga dos advogados atuantes, é aquele em que não se inauguram novas posições de partes, nem de lide e muito menos de causa de pedir. 2. Em regra não há trabalho jurídico sem remuneração, pois, até mesmo nos incidentes, stricto sensu, ou seja, entre mesmas partes, mesma causa de pedir e pedido, os causídicos vencedores serão remunerados, porém de maneira mediata, ao final da demanda. 3. Não se reconhece a existência de direito potestativo à determinada orientação jurisprudencial, ainda que eventualmente já sedimentada pelos Tribunais, ressalvado o sistema de precedentes vinculantes previsto na vigente ordem processual. 4. A fixação de honorários no IDPJ rejeitado encontra guarida nos aspectos (i) processual, com a atual possibilidade de decisões de resolução parcial do mérito, e no (ii) substancial, evitando que o patrono da parte vitoriosa, permaneça sem a remuneração. 5. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp n. 2.529.345/SP, relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, julgado em 19/8/2024, DJe de 22/8/2024.) RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA. NATUREZA JURÍDICA DE DEMANDA INCIDENTAL. LITIGIOSIDADE. EXISTÊNCIA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS DE SUCUMBÊNCIA. IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO. FIXAÇÃO. CABIMENTO. 1. O fator determinante para a condenação ao pagamento de honorários advocatícios não pode ser estabelecido a partir de critérios meramente procedimentais, devendo ser observado o êxito obtido pelo advogado mediante o trabalho desenvolvido. 2. O CPC de 2015 superou o dogma da unicidade de julgamento, prevendo expressamente as decisões de resolução parcial do mérito, sendo consequência natural a fixação de honorários de sucumbência. 3. Apesar da denominação utilizada pelo legislador, o procedimento de desconsideração da personalidade jurídico tem natureza jurídica de demanda incidental, com partes, causa de pedir e pedido. 4. O indeferimento do pedido de desconsideração da personalidade jurídica, tendo como resultado a não inclusão do sócio (ou da empresa) no polo passivo da lide, dá ensejo à fixação de verba honorária em favor do advogado de quem foi indevidamente chamado a litigar em juízo. 5. Recurso especial conhecido e não provido. (REsp n. 1.925.959/SP, relator Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, relator para acórdão Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, j. 12/9/2023, DJe de 22/9/2023) Dessa forma, no ponto, não merece reparos o acórdão recorrido. Ante o exposto, conheço do agravo para conhecer em parte do recurso especial e negar-lhe provimento. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, majoro os honorários em favor do advogado da parte agravada em R$ 500,00 (quinhentos reais). Fiquem as partes cientificadas de que a insistência injustificada no prosseguimento do feito, caracterizada pela apresentação de recursos manifestamente inadmissíveis ou protelatórios a esta decisão, ensejará a imposição, conforme o caso, das multas previstas nos arts. 1.021, § 4º, e 1.026, § 2º, do CPC/2015. Publique-se. EMENTA AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. 1. VIOLAÇÃO AO ART. 1.022 DO CPC/2015 NÃO CONFIGURADA. 2. DISPOSITIVOS DE LEI TIDOS COMO VIOLADOS. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 211/STJ. PREQUESTIONAMENTO FICTO. AUSÊNCIA DAS CONDIÇÕES. 3. HIGIDEZ DA PROVA PERICIAL. REVISÃO DAS CONCLUSÕES DA CORTE ESTADUAL. IMPOSSIBILIDADE. NECESSIDADE DE REEXAME DO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 7/STJ. 4. DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA. ART. 50 DO CC/2002. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS. REEXAME. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 7/STJ. 5. INCIDENTE DE DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA. INDEFERIMENTO DO PEDIDO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS SUCUMBENCIAIS. CABIMENTO DA VERBA. RECENTE ORIENTAÇÃO DA TERCEIRA TURMA DO STJ. 6. AGRAVO CONHECIDO PARA CONHECER EM PARTE DO RECURSO ESPECIAL E NEGAR-LHE PROVIMENTO.