REsp 1926855 - DECISAO
O Tribunal entendeu que o acórdão regional examinou as questões essenciais e as provas; para alterar a conclusão seria necessário reexame fático-probatório vedado pela Súmula 7 do STJ; além disso, ausente prequestionamento de matérias suscitadas, aplica-se a vedação da Súmula 211 do STJ; por esses motivos, o recurso...
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- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 December 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Não Conhecido
- Outcome
- Não conheço do recurso especial.
- Legal Topics
- Descontos De Remuneração, Reposição Ao Erário, Prequestionamento, Reexame Fático Probatório, Honorários Advocatícios
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Procedural Posture
Recurso Especial / Não Conhecido
Legal Issues
- 1 Violação ao art. 535 do CPC/1973 (art. 1.022 do CPC/2015)
- 2 Prequestionamento e inadmissibilidade de matéria não apreciada pelo tribunal a quo
- 3 Vedação ao reexame de provas em recurso especial (Súmula 7 do STJ)
Ratio Decidendi
O Tribunal entendeu que o acórdão regional examinou as questões essenciais e as provas; para alterar a conclusão seria necessário reexame fático-probatório vedado pela Súmula 7 do STJ; além disso, ausente prequestionamento de matérias suscitadas, aplica-se a vedação da Súmula 211 do STJ; por esses motivos, o recurso especial não foi conhecido.
Court Disposition
Não conheço do recurso especial.
Orders
- Não conheço do recurso especial.
- Determino a majoração dos honorários advocatícios em desfavor da parte recorrente no importe de 1% sobre o valor já fixado, observado o art. 85, § 11, do CPC/2015, os limites dos §§ 2º e 3º e a concessão de gratuidade, se aplicáveis.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de recurso especial interposto contra Acórdão proferido no TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4ª REGIÃO, com o seguinte resumo de ementa: ADMINISTRATIVO PROCESSUAL CIVIL SERVIDOR PÚBLICO CIVIL DESCONTOS DE REMUNERAÇÃO VALORES RECEBIDOS POR FORÇA DE DECISÃO JUDICIAL REPOSIÇÃO AO ERÁRIO SITUAÇÃO PECULIAR NA QUAL EVIDENCIADA ADEMAIS A BOAFÉ DO BENEFICIÁRIO ACOLHIMENTO DO PEDIDO PARA RECONHECER A ILICITUDE DOS DESCONTOS O recurso foi admitido na origem e vieram os autos ao Superior Tribunal de Justiça. É o relatório. Decido. O recurso especial não deve ser conhecido. Não há violação do 535 do CPC/1973 (art. 1.022 do CPC/2015) quando o Tribunal a quo se manifesta clara e fundamentadamente acerca dos pontos indispensáveis para o desate da controvérsia, apreciando-a fundamentadamente (art. 165 do CPC/73 e do art. 489 do CPC/2015), apontando as razões de seu convencimento, ainda que de forma contrária aos interesses da parte, como verificado na hipótese. Verifica-se que a Corte de origem analisou a controvérsia dos autos levando em consideração os fatos e provas relacionados à matéria. Assim, para se chegar à conclusão diversa seria necessário o reexame fático-probatório, o que é vedado pelo enunciado n. 7 da Súmula do STJ, segundo o qual "A pretensão de simples reexame de provas não enseja recurso especial". Relativamente às demais alegações de violação, esta Corte somente pode conhecer da matéria objeto de julgamento no Tribunal de origem. Ausente o prequestionamento da matéria alegadamente violada, não é possível o conhecimento do recurso especial. Nesse sentido, o enunciado n. 211 da Súmula do STJ: "Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos declaratórios, não foi apreciada pelo Tribunal a quo"; e, por analogia, os enunciados n. 282 e 356 da Súmula do STF. Conforme entendimento desta Corte, não há incompatibilidade entre a inexistência de ofensa ao art. 1.022 do CPC/2015 e a ausência de prequestionamento, com a incidência do enunciado n. 211 da Súmula do STJ, quanto às teses invocadas pela parte recorrente, que, entretanto, não são debatidas pelo tribunal local, por entender suficientes para a solução da controvérsia outros argumentos utilizados pelo colegiado. Nesse sentido: AgInt no AREsp 1.234.093/RJ, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 24/4/2018, DJe 3/5/2018; AgInt no AREsp 1.173.531/SP, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, julgado em 20/3/2018, DJe 26/3/2018. Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, determino a sua majoração, em desfavor da parte recorrente, no importe de 1% sobre o valor já fixado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, observados, se aplicáveis: i. os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do já citado dispositivo legal; ii. a concessão de gratuidade judiciária. Ante o exposto, nos termos do art. 255, §4º, inciso I, do Regimento Interno do STJ, não conheço do recurso especial. Publique-se. Intimem-se.