AREsp 1931271 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e, analisado o recurso especial, concluiu-se que não houve comprovação da superveniência de doença mental, nem demonstração de recolhimento em estabelecimento adequado, além de a internação ter ocorrido voluntariamente em clínica particular e sem prévia autorização judicial, com descumprimento de condição do regime (uso de tornozeleira eletrônica); assim, faltou fundamento legal para computar o período como pena cumprida nos termos dos arts. 41 e 42 do Código Penal, razão pela qual se deu provimento ao recurso especial para restabelecer a decisão do juízo de execução que não computou o período de internação como pena.
- Parties
- Agravante: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS; Recorrido: DIOGO RIBEIRO DAMASCENA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 21 October 2021
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Pelo Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Agravo conhecido em parte. Dado provimento ao recurso especial para restabelecer a decisão do juízo da execução que determinou a suspensão da execução da pena durante o período de internação e não computou esse período como pena cumprida.
- Legal Topics
- Detração, Internação Para Tratamento De Dependência Química, Autorização Judicial, Regime Aberto, Tornozeleira Eletrônica, Prequestionamento, Súmulas Do Stf/stj
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS
Agravante
DIOGO RIBEIRO DAMASCENA
Recorrido
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Pelo Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Cabimento de detração do período de internação voluntária em clínica particular para tratamento de dependência química
- 2 Incidência dos arts. 41 e 42 do Código Penal em caso de internamento por dependência química
- 3 Necessidade de prévia autorização judicial e fiscalização no reconhecimento do período como pena cumprida
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e, analisado o recurso especial, concluiu-se que não houve comprovação da superveniência de doença mental, nem demonstração de recolhimento em estabelecimento adequado, além de a internação ter ocorrido voluntariamente em clínica particular e sem prévia autorização judicial, com descumprimento de condição do regime (uso de tornozeleira eletrônica); assim, faltou fundamento legal para computar o período como pena cumprida nos termos dos arts. 41 e 42 do Código Penal, razão pela qual se deu provimento ao recurso especial para restabelecer a decisão do juízo de execução que não computou o período de internação como pena.
Court Disposition
Agravo conhecido em parte. Dado provimento ao recurso especial para restabelecer a decisão do juízo da execução que determinou a suspensão da execução da pena durante o período de internação e não computou esse período como pena cumprida.
Orders
- Restabelecer a decisão do juízo da execução que determinou a suspensão da execução da pena e não computou como pena cumprida o período de internação do recorrente na clínica de reabilitação.
Full Case Text
Judgment text and source record
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