REsp 1933472 - ACORDAO

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Conheceu-se e deu-se provimento ao recurso especial, determinando que, quando o Juiz da Execução reconhece o período de prisão cautelar como pena efetivamente cumprida, a data da prisão preventiva deve ser considerada como termo inicial para fins de progressão de regime, e a fração do art. 112 da LEP deve incidir sobre o total da pena aplicada (para evitar detração em duplicidade); a liberdade provisória não será computada como tempo de pena cumprida.

Parties
Recorrente: ERMERSON RAMIRES NUNES MOTA; Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
04 November 2021
Procedural Posture
Recurso Especial / Acórdão Conhecido E Provido Pela Sexta Turma
Outcome
recurso especial conhecido e provido
Legal Topics
Detração Penal, Progressão De Regime, Data Base Para Benefícios Executórios, Prisão Cautelar, Art. 42 Do CP, Art. 66 Da LEP, Art. 112 Da LEP

Case Brief

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Parties

ERMERSON RAMIRES NUNES MOTA

Recorrente

Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul

Recorrido

Procedural Posture

Recurso Especial / Acórdão Conhecido E Provido Pela Sexta Turma

  1. 1 Se o período de prisão provisória deve ser considerado como termo inicial (data-base) para cálculo da progressão de regime
  2. 2 Se a fração do art. 112 da LEP deve incidir sobre o total da pena ou sobre a pena remanescente após detração
  3. 3 Se a liberdade provisória interrompe a contagem do tempo para progressão de regime

Ratio Decidendi

Conheceu-se e deu-se provimento ao recurso especial, determinando que, quando o Juiz da Execução reconhece o período de prisão cautelar como pena efetivamente cumprida, a data da prisão preventiva deve ser considerada como termo inicial para fins de progressão de regime, e a fração do art. 112 da LEP deve incidir sobre o total da pena aplicada (para evitar detração em duplicidade); a liberdade provisória não será computada como tempo de pena cumprida.

Court Disposition

recurso especial conhecido e provido

Orders

  • Determinar novo cálculo de benefícios, considerando a data da prisão cautelar do sentenciado como termo inicial para a progressão de regime
  • Aplicar a fração do art. 112 da LEP sobre o total da pena aplicada na sentença, de modo a evitar detração em duplicidade